segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Clássico e crise

Por Lincoln Chaves
Você torce para um time grande que está em grave crise, com o técnico na corda bamba e que, há algumas semanas, viu o presidente pedir demissão. Chega a semana do clássico contra o maior rival e o treinador está suspenso. O jogo, porém, é em casa, e mesmo com poucas perspectivas na tabela, a vitória é questão de honra. O cenário (claro, sem o caso do presidente, que já é mais atípico) não é tão incomum, e pode ser encontrado tanto por aqui - e imagino que muita gente identificou seu clube, em algum momento, nessa situação - como fora.

É o caso atual do Sporting, um dos três grandes de Portugal. Que viu a crise ganhar novos contornos com mais uma derrota (a quarta seguida) no duelo contra o maior rival, o Benfica. Antes desse tropeço, os Leões já vinham de um revés por 2 a 0 no primeiro turno da atual temporada do Campeonato Português, de um outro 2 a 0 na "época" passada, e de um 4 a 1 sofrido nas semifinais da última Taça da Liga.

O novo 2 a 0 veio com grande justiça. Vitória de uma equipe que soube jogar, que tinha mais recursos e que, mesmo quando esteve com um homem a menos em campo, portou-se corretamente, aproveitando-se das claras limitações técnicas de um Sporting que não tinha um armador sequer, dependendo demais da correria de Yannick Djaló, mais lúcido leão em campo e responsável por, no primeiro tempo, ainda dar à torcida do time verde de Lisboa uma melhor perspectiva.

O Benfica não tinha Pablo Aimar, mas contava com uma dupla infernal de argentinos - Nico Gaitán e Eduardo Sálvio -, que sufocou o Sporting na primeira meia hora de jogo. Pela esquerda, Gaitán e Fábio Coentrão, melhor lateral do setor na última Copa do Mundo, aproveitavam das dificuldades de João Pereira, perdido à defesa, para criar. Na direita, Maxi Pereira não subia tanto, deixando o serviço de ataque com Gaitán, marcado de perto por Grimi, que substituia o bom Evaldo, suspenso.

O argentino até se esforçou, tanto que quase nunca subia para apoiar Matias Fernandez, nos raros avanços leoninos, mas Sálvio precisou de apenas um espaço para marcar, aparecendo como elemento surpresa, por trás dele próprio (Grimi) e da perdida dupla de zaga Torsiglieri e Anderson Polga. O cruzamento, que veio da esquerda benfiquista, sobrou nos pés da jovem promessa da Albiceleste, que mandou para as redes de Rui Patrício.

Além de vencer, o Benfica evitava que o Sporting jogasse, marcando a saída de bola, inicialmente em cima dos zagueiros, depois em uma linha nas proximidades do meio-campo, obrigando os Leões a tentarem lançamentos mais longos, sem sucesso. A falta de um armador, ausente em Alvalade desde que João Moutinho foi para o Porto, estava mais evidente do que nunca, tal qual a constatação de que Cristiano, visivelmente mais "duro" em campo que Liedson, e Postiga não podem jogar juntos, como postes. Resultado: Postiga teve que fazer algo que não é a dele - voltar e buscar a bola.

O Sporting começou a crescer nos 15 minutos finais do primeiro tempo, muito porque, percebendo que ninguém levava a bola à frente, Yannick passou a jogar nos dois lados de campo, puxando os contra-ataques, conseguindo faltas e cartões para os benfiquistas. Foi em uma falta nele feita que Sidnei, bom zagueiro revelado no Internacional, acabou expulso (já tinha amarelo). Com a melhora alviverde, já se pensava como o Benfica iria se segurar para a segunda etapa.

Mas se segurou, e muito bem. Sem precisar se retrancar, Jorge Jesus fez o simples: trocou um inerte Saviola por Jardel, deixando Cardozo (também sumido) à frente, com Gaitán subindo com mais frequência e Sálvio aparecendo, às vezes, como terceiro homem. E nem precisava de muita coisa, afinal Alberto Cabral, que substituia o técnico Paulo Sérgio, suspenso, demorou a se mexer. Seguiu com o poste Cristiano por mais 25 minutos no segundo tempo - e pior: colocou um terceiro poste: Saleiro.

E o jogo do Sporting, que vinha sendo de puxar contra-ataques na velocidade - e que podia ser mantido, aproveitando-se do maior espaço em campo - foi virando um show de chuveirinhos na área, sem a menor eficiência ante Jardel e Luisão. E o espaço ficou aberto aos contra-ataques. Em um deles, Gaitán avançou até quase a entrada da área, perseguido por quatro defensores e sofreu a falta. Na cobrança, a bola sobrou para Maxi Pereira, na direita. Após o cruzamento, "Nico" voleou, a pelota desviou em Polga e enganou Rui Patrício. Caixão fechado em Alvalade.

Fechado aos 17 minutos do segundo tempo? Sim. Afinal, como dito acima, o Sporting continou insistindo nos cruzamentos - sempre cortados -, dando claramente a sensação de que não seriam capazes de dar sustos aos rivais. O que fez com que a partida seguisse sem emoção, inclusive sem a velocidade do primeiro tempo, que deu um ritmo bem interessante ao confronto.

Vitória do favorito. Derrota da zebra. Sonho do título ainda aceso de um lado (o Benfica reduziu para oito pontos a diferença para o Porto, líder. Se lembrarmos que, nas três primeiras rodadas, o Benfica perdeu exatos oito pontos...), crise aumentada do outro. O Sporting só elegerá seu presidente no dia 26 de março. Quando a temporada, fatalmente, já estará perdida. E ainda há quem pense que determinadas pixotadas administrativas - e há quem duvide que elas não cheguem ao campo - só ocorrem no Brasil...

Imagem:
Jornal Record

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A força de bons patrocínios no interior paulista

Por: Raiany Guimarães


Antigamente, as grandes equipes, os maiores jogadores e os melhores patrocínios se concentravam nas grandes metrópoles paulistas, fazendo com que o interior ficasse de fora dessa jogada. Hoje, essa realidade está em transformação e muitas equipes interioranas estão fazendo a diferença no circuito nacional esportivo. Através de empresas que encaram o esporte como uma excelente opção de investimento para sua marca e\ou produto esse cenário, até então desfocado, vem ganhando força e brilho.
Catanduva, cidade do interior de São Paulo, tem uma das melhores equipes femininas de basquete, a qual conta com o patrocínio de uma das mais conceituadas redes de planos de saúde do Brasil, a Unimed. Hoje, o time catanduvense está disputando a semifinal da Liga Nacional de Basquete. Outros exemplos da força que o esporte vem apresentando no interior paulista podem ser vistos com as equipes de Franca, Ourinhos, Ribeirão Preto, etc.

Com dois times na Superliga 2010/2011, Araçatuba, cidade que fica há 526 km da capital paulista, conta com uma verdadeira constelação para compor as equipes do Vôlei Futuro, tanto masculina quanto a feminina. No ano de 2011, o time masculino conseguiu um feito inédito, o primeiro lugar do Campeonato Paulista. As meninas conseguiram ir longe, mas não o suficiente para ficar com o título da competição. Perderam na final para o Pinheiros/Mackenzie, fato que não foi suficiente para desanimar os torcedores da cidade.

A equipe masculina conta com os nomes de Lucão, Vissoto, Ricardinho e a feminina com Paula Pequeno, Joycinha, entre outras. Por trás do projeto e das equipes, existe a Reunidas Paulista, uma das maiores empresas de transporte rodoviário do país e que apoia o esporte na cidade. Além disso, há o auxílio de mais três parceiros que investem nas equipes e nos projetos sociais, levando o vôlei e o basquete para as comunidades carentes da cidade.

É fácil perceber que, por trás de grandes equipes como essas apresentadas, existem nomes de peso que tratam o esporte como um negócio e que, por sinal, é bem lucrativo. Patrocinar um esporte é uma forma de colocar a marca ou o produto em evidência. Essas duas equipes mencionadas se encontram onde estão, pois duas empresas de renome acreditaram que unir suas marcas com o esporte é sinônimo de sucesso e visibilidade, sem contar no rejuvenescimento de suas imagens.

Faltando 6 anos para o Brasil sediar as Olimpíadas, equipes estão sendo desmanchadas por falta de patrocínio, como foi o triste caso dos atletas de judô da cidade de São Caetano. Políticas nacionais, como a lei Incentivo ao Esporte, são ótimas no papel, porém, quando colocadas em prática, a excessiva burocratização assume o papel de vilã do esporte e acaba impondo barreiras ao desenvolvimento do esporte.

Se o Brasil pretende alcançar a décima posição no quadro de medalhas em 2016, precisa começar a mudar a visão sobre patrocínio. Há de se voltar os olhares para todas as modalidades e não apenas para o futebol, afinal, essa medalha a modalidade não tem.


Imagem:
O Regional
Júlio Penariol

O dinheiro compra alguns segundos?

Por: Carolina Reis


“Apenas um chute. Pênalti convertido e a pressão estará com o Everton. Petr Cech vai intimidar o próximo jogador a cobrar, ele é um dos melhores goleiros atuantes na Inglaterra. É, apenas um chute.” Para Ashley Cole seria mais um chute e um gol decisivo para o Chelsea seguir na competição e conquistar o tricampeonato da FA Cup.

Foi o último jogador a cobrar a penalidade para os Blues. Pouco antes, viu Cech pegar a primeira tentativa feita por Baines e seu companheiro Anelka chutar para as mãos de Tim Howard. “Mas Howard esteve inspiradíssimo neste jogo. Nossas tentativas acabaram frustradas pelo goleiro. Tivemos muitas chances. Ou foi sorte? Afinal, nem precisaríamos estar cobrando pênaltis; sairíamos com a vitória depois do gol de Lampard no primeiro tempo extra. Isso se não fosse a sorte do Everton. Uma falta a dois minutos do final da partida caiu no colo do time, pena que depois do chute de Baines a bola foi ter caído no gol de Cech”.

Ok, se Cole pensou realmente tudo isso não posso afirmar. Mas em segundos, a partir do momento em que ele se encaminhou em direção à marca do pênalti, muita coisa deve ter passado pela cabeça do lateral. Além dessas considerações, poderia ter lembrado que a equipe não vive um bom momento e que esse poderia ser o único título a se defender na temporada. Porque ser bicampeão da Premier League é algo difícil de se imaginar, uma vez que a equipe nem está entre os quatro classificados para a Champions League. Isso, ao menos, ainda poderá ser alcançado, e o tricampeonato da FA Cup seria um grande impulso. Reação para todo o resto da temporada. Um time como o Chelsea não deveria estar com essas dificuldades. E para isso, Cole tinha que converter a cobrança.

Foram alguns passos, poucos segundos para quem o assistia, mas uma eternidade e um turbilhão de emoções para o lateral. “É só mais um chute”. E foi; goleiro para um lado e bola para o outro com um destino certo, a arquibancada.

A partida entre Everton e Chelsea foi caracterizada pelo tempo: minutos extras para os Blues fazerem seu gol na partida; dois minutos para o fim e o Everton empatar; os segundos em que Cole perdeu sua concentração dentro de sua própria mente e errou um pênalti. Mas ele não é o vilão da partida. Nessa história há vários vilões. Tim Howard em grande atuação, o azar, e também um técnico que não sabe o que faz com tantos jogadores valiosos em seu time. Já foi dito no BlogJE que o meio-campo da equipe precisa ser reforçado; Ramires está bem melhor do que quando começou no Chelsea, mas isso só não basta. Talvez a mudança necessária esteja no consciente do clube, afinal, nem sempre o dinheiro é a resposta.

Dica para amantes do futebol na terra da Rainha: Vale a pena conferir o blog de Daniel Leite. Tudo sobre o futebol inglês.

Uma pitada de tênis: Wozniack voltou à posição de número um no ranking da WTA. Ela se irrita quando perguntam se ela considera injusto uma mulher que não ganhou nenhum Grand Slam estar no topo da lista. Pois eu considero. Ainda mais quando a rankiada permanece a maior parte da partida ao fundo da quadra só passando as bolas. O que ela poderia fazer é treinar, passar a agredir mais as adversárias com inteligência e não só força, usar slices e voleios; mostrar-se uma jogadora digna de ocupar a posição da qual alcançou. Por enquanto acho que ela não merece. E Del Potro está na semifinal do ATP de Memphis. O adversário é Andy Roddick. Dica para, com certeza, uma grande partida

Imagem:
Site Oficial do Chelsea

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Qual a direção dos volantes de Roth?

Por: Sabrina Machado

O Internacional fez sua estreia na Libertadores diante do Emelec, jogando fora de casa. A equipe do Rio Grande do Sul esteve à frente do placar, mas segundo alguns, por infelicidade ou força do destino a equipe sofreu o empate aos 49 minutos do segundo tempo. Esse resultado fora de casa não é de todo ruim, mas devido às circunstâncias não reluto em afirmar: o Inter deixou de ganhar dois pontos.

Vamos ao principal motivo.

Adivinhe? Celso Roth. Há dez anos, me lembro que o criticava por ser retranqueiro, ao escalar o Palmeiras. Hoje, vejo que o treinador continua com seu estilo “volantemania”. Não estou aqui para esculachar esquemas que utilizam três volantes, mas Roth tem uma particularidade de deixar todas as equipes que treinou marcando muito atrás, sendo muitas vezes encurralado e sofrer gols de empate, como no último jogo do Inter.

Wilson Matias, Bolatti - apesar de ter feito o gol - e Guiñazu não podem jogar juntos. Ainda por cima em um esquema no qual Zé Roberto volte e recomponha o meio campo. O Inter jogou praticamente em um 4-5-1 e diferentemente do 4-2-3-1 não possuía três meias ofensivos. Apenas D’alessandro e Zé Roberto para “abastecer” Leandro Damião.

Conclusão: o Inter conseguiu marcar primeiro que o adversário, mas logo retrancou, ao invés de matar o jogo.

Confira as frases dos torcedores postadas no Twitter:

“O volante do Ro Ro ñ sobe mais! O volante do Ro Ro ñ sobe mais! apesar dele ter muita força, o volante ficou lá atrás!” #CarnavalDoRoth

Oh fecha as alas, que vou retrancar; Oh fecha as alas, que vou retrancar. Eu sou teimoso, não posso negar…#CarnavalDoRoth

Carvalho, eu nao me engano, com mais um volante a gente leva esse ano! #carnavaldoroth

Olha a escalação do Celso Roth, será que ele é, será que ele é….retranqueiro #carnavaldoroth

“Se você pensa q volante é meia, volante não é meia não… o meia joga lá pra frente, volante só no retrancão…” #CarnavalDoRoth

Imagem:

Divulgação

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Surge uma estrela ?

Por: Roberta Richter
Ele era conhecido como Marcelinho, mas logo que vestiu a camisa do São Paulo, tratou logo de ser chamado pelo nome verdadeiro LUCAS!

E logo mostrou que não estava para brincadeira. Com seu jeito simples, com apenas 18 anos, ele se destacou ao brilhar com a camisa da seleção brasileira no sub 20. Além da conquista do título do Campeonato Sul-Americano, só na última partida foram 3 gols na vitória sobre o Uruguai, por 6 a 0.

De volta ao São Paulo, nesta quarta-feira a noite, no primeiro jogo pela Copa do Brasil diante do Treze-PB, sem demonstrar tanto cansaço, Lucas driblou zagueiros, deu passe pro gol de Dagoberto, e foi um dos nomes do jogo.

E por tudo isso, nesta sexta feira Lucas terá seu contrato renovado com o São Paulo, receberá um aumento de salário de destaque e passará a receber mais de dez vezes o valor atual, que é de R$ 12 mil. A multa rescisória será de € 90 milhões (cerca de R$ 204 milhões). Especula-se que a de Neymar seja de € 45 milhões, e a de Ganso de € 50 milhões.

Lucas recebeu sondagens do exterior, mas prefere ficar mais um ou dois anos no São Paulo e se
firmar no time, para só então sair.

Então... olho no garoto!

Imagem:
Maurício Val/VIPCOMM

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Corinthians: jogos inesquecíveis

Na semana passada, o jornalista e amigo Eduardo Lemos, do Blog Pitacos Perdidos (www.pitacosperdidos.wordpress.com) me convidou para escrever sobre os dois jogos do Corinthians que mais me marcaram. Acredito que o texto tenha ficado interessante e vou reproduzi-lo no Blog Jornalismo Esportivo.

Por: Rafael Zito
Atualmente jornalista formado, confesso que a escolha pela profissão se deu devido ao amor que tenho pelo esporte, pelo futebol e, principalmente, pelo Corinthians. Como torcedor do Timão tive vários momento de alegria e alguns de tristeza. Apesar de ter acompanhado o título do Mundial de Clubes de 2000, o tricampeonato brasileiro (98, 99 e 2005) e os três títulos da Copa do Brasil (95, 2002 e 2009), os dois jogos que mais me marcaram foram: a segunda partida da semifinal do Campeonato Paulista de 1998, diante da Portuguesa; e a eliminação para o Palmeiras na semifinal da Copa Libertadores de 2000.

O primeiro jogo inesquecível para mim aconteceu no dia 26 de abril de 1998. Após um empate por 1 a 1 no primeiro duelo da semifinal diante da Lusa, o Corinthians precisava de apenas um empate para avançar à decisão. Na ocasião, com 12 anos de idade, o garoto vivia o crescimento de seu fanatismo pelo clube do coração. Neste jogo, ainda na primeira etapa, Ailton fez 1 a 0 para a Portuguesa. No começo do segundo tempo, Marcelinho Carioca empatou de pênalti, marcado pelo árbitro argentino Javier Castrilli em um lance que Evair segurou Rincón dentro da área.

Com 1 a 1 no placar, a vaga estava nas mãos do Timão. Porém, por volta dos 31min da etapa final, a Lusa marcou o segundo gol, em lance que o atacante Da Silva estava impedido quando desviou uma cobrança de falta. Desesperado e temendo a eliminação de seu clube, o menino que vos escreve ajoelhou no chão e começou a chorar copiosamente. Recordo-me até hoje do sentimento de tristeza e sofrimento que me assolava. No entanto, Castrilli marcou equivocadamente um pênalti a favor do Corinthians, aos 45 do segundo tempo e, antes mesmo da cobrança de Rincón, já comecei a comemorar. Havia uma certeza de que o colombiano não me decepcionaria. O volante correu para a bola, chutou, saiu para comemorar e me proporcionou uma das maiores alegrias como torcedor.

O Corinthians também foi o responsável por um dos meus momentos de maior sofrimento. Em 2000, com 14 anos que acabara de completar, vi meu time ser eliminado na semifinal da Libertadores pelo Palmeiras, o maior rival. Depois da vitória por 4 a 3 no primeiro duelo e de completar 14 anos no dia 02 de junho, estava esperançoso e extremamente confiante na vaga para a final do torneio Sul-Americano. Porém, o dia 06 de junho de 2000 chegou e é, até hoje, o dia mais triste da minha vida. A derrota por 3 a 2 no tempo normal e 5 a 4 nas penalidades me abalou de tal forma que minha relação com o futebol se modificou após essa data. Fiquei aquela noite inteira chorando e querendo que, no momento que caísse no sono, o tempo voltasse e o jogo recomeçasse.

Aquele garoto perdeu o fanatismo doentio e passou a observar o futebol de outra maneira. O amor e a paixão pelo Corinthians prosseguem, mas a relação alucinada e irracional ficaram enterradas junto com o dia 06 de junho de 2000. O garoto que tinha uma camisa da sorte, que enchia bexigas em casa e que, certa vez, chegou a amassar a televisão de sua residência com um soco se transformou em um cara um pouco mais racional. Aquele jogo está na minha história e não há como negar isso. Aquele Corinthians, que era melhor do que o Palmeiras, foi eliminado de forma inesperada na minha visão. Aquela eliminação é, até os dias de hoje, inexplicável para mim e, ao mesmo tempo, o momento de maior lamentação e infelicidade que já vivenciei no futebol e, sem exageros, na minha vida.

Imagem:
Jorge Araújo/Folha Imagem

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Valeu a pena, ê ê"

Por: Cintia Coelho

Repeteco? Assunto batido? Passado?? Pode até ser, mas a despedida do eterno melhor do mundo não poderia passar em branco por mim.

(Atenção, este post será um relato de uma fã, uma torcedora que desde ontem acredita que o futebol ficou um pouco órfão)

Sou de 1987, mas o meu despertar para o esporte bretão se deu no início dos anos 90 e em 1993 surgia um tal Ronaldinho fora-de-série no Cruzeiro.

Copa do mundo nos Estados Unidos, o ano era 1994, minha primeira Copa (porque a de 90 eu pouco me lembro), um garoto mirradinho, de dentes separados, sorr

iso fácil, no alto dos seus 17 anos ocupou o banco de reservas, afinal ele era o nosso futuro, precisava adquirir experiência para ocupar este cargo de confiança, o cargo de craque brasileiro.

Brilhou no PSV Eindhoven, e em 1996 se transferiu para o Barcelona onde Ronaldinho se torna o FENÔMENO! Daí pra frente nunca mais houve um melhor, talvez o inesquecível Zizu (Zidane) tenha se aproximado, mas dentro da área, ah meu amigo, toca pro Fenômeno que é caixa!

Inter de Milão, em 1998 a Copa da França, a fatídica Copa da França, uma obscura derrota nacional. Sofremos, o Fenômeno sofreu, ganhou fama de Amarelão e saiu como principal culpado pela derrota para os Bleus.

Tempos difíceis, em 2000 a série de lesões, aquela imagem que nunca esqueceremos. A partir de então a palavra superação ganhou uma personificação, Ronaldinho virou Ronaldo, aquele que desafiou os limites da recuperação física.

2002, o artilheiro da Copa, o pentacampeão mundial, o autor dos

2 gols na final contra a Alemanha. Aquele domingo de manhã eu não me esqueço, aquele corte de cabelo duvidoso, aquele sorriso incomparável, a volta por cima, o melhor do mundo voltou.

Daí veio Real Madrid, a Copa 2006, os problemas com o peso, o maior artilheiro de todas as Copas.

2007 o Milan, e novamente a lesão. “E ai Fenômeno, vai pendurar a chuteira?” Escândalos inexplicáveis, treinamentos da Gávea e o problema com o peso virou uma constante...

“Ronaldo é do Corinthians!” “Hã?!” “É isso, ele é mais um louco no bando de loucos!!” “! 2009 fenomenal!” “ Mas como?? O Ronaldo está gordo e bichado!”

Conhece aquele dito popular “Nunca duvide de um gordinho”? E o camisa 9 fez o que de melhor soube fazer a vida inteira, se superou, deu a volta por cima. Campeonato Paulista, Copa do Brasil e gols antológicos, gols de fenômeno.

Mas chegou a hora do derradeiro final. Na última coletiva como jogador profissional, Ronaldo diz: Perdi para meu corpo.

Resposta errada, Fenômeno! Você tirou o time de campo porque o tempo é infalível. Neste campeonato que foi sua carreira, entre inúmeras vitórias e algumas derrotas, seu corpo virou seu freguês.

Termino este desabafo com um trecho de O Rappa:

“Se meus joelhos
Não doessem mais
Diante de um bom motivo
Que me traga fé
Que me traga fé...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões”

Obrigada, Fenômeno.

Imagens: Divulgação

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O novo saudosista

Por: Lincoln Chaves
Nunca fui muito apegado à moda, mas naquela ocasião, abri mão desse pensamento. Tinha 10 anos. Fui ao cabeleireiro e pedi para que "cortasse tudo". "Tudo?". "É, tudo". Não, não cortei tudo. Meus pais não deixaram, diziam que eu iria parecer malandro. Tudo bem, passei a máquina dois mesmo. Mas para mim, já era o suficiente. Cabelo cortado, voltei para casa, coloquei a camisa do Brasil e dei um largo sorriso no espelho. Os dentes à mostra, separados. Eu me sentia mais Ronaldo. Ronaldinho, ainda, à época.

Tenho certeza que não fui o único. Muitos outros fizeram o mesmo. Era a onda do "cabelo raspadinho, estilo Ronaldinho". E eu entrei nessa. Mas não tinha como ser um amante do esporte, em especial do futebol, e não entrar. Os mais jovens, como eu e os amigos que escrevem neste blog, certamente passam a maior parte do tempo ouvindo pais e nomes da velha guarda jornalística declamarem, como poemas, os esquadrões dos anos 60 e 70. Repetirem que não há craques como antigamente, e tudo mais.

De fato, existiram muitos craques no passado. Mas no presente, eles também existem. Como Ronaldo, só um. Não era exemplo de malemolência. Era exemplo de habilidade, aliada à força e explosão. Não era Pelé. Não era Romário, o maior gênio que já vi atuar dentro da área. Não foi o maior 10 ou o maior 11. Mas, certamente, é o maior 9 da história do futebol mundial. Será que os eternos saudosistas encontrarão jogadores como ele em seus empoeirados livros de cabeceira? Difícil. E não sou eu que digo isso. É a história.

Galvão Bueno é criticado, muitas vezes, por exagerar nos afagos a determinados jogadores. Mas quando ele diz que esta é uma segunda-feira triste para o futebol, ele está certo. Afinal, um dos maiores jogadores de todos os tempos, no planeta, está abandonando os gramados. Alguém que é, sim, exemplo. Não pelos excessos de hoje. Mas pelo que já passou. Operação nos dois joelhos. Anos de dor. E dois títulos mundiais. E três títulos de melhor jogador do mundo. E o posto de maior goleador da história das Copas do Mundo.

Sim, é muito mais fácil se superar quando se tem dinheiro para custear operações como as que Ronaldo teve na carreira. Mas por que, então, ele não desistiu nas três vezes que teve chance, se já tinha dinheiro para dar e vender? Por que se sujeitou a correr o risco de não dar a volta por cima e se queimar na história? Porque Ronaldo é diferente. Porque sabia que era possível. E muitos, mesmo sabendo que as coisas são possíveis, desistem antes de tentar, inclusive tentados pela tranquilidade financeira. E ele não desistiu.

O Brasil nem sempre valoriza aqueles que o representam. Brincadeiras acontecem, o próprio Ronaldo sabe quando o sarro é esportivo. Mas muitos exageram, e demais. A mídia falha demais na busca da espetacularização de seus elementos, e se preciso for, os rebaixa. Mas por que rebaixar um dos caras que mais deram orgulho ao brasileiro, seja ele fã de futebol ou não? Não só por seus títulos, mas por sua personalidade e pelas vitórias dentro e fora de campo?

Lembrar dos grandes é sempre bom. Todos gostam de recordar Pelé, Garrincha, Friedenreich, Tostão, Zizinho, Ademir da Guia, Feitiço... Mas às vezes ignoram que um desses monstros está muito mais perto do que imaginamos. A partir desta segunda, no entanto, Ronaldo mudará de degrau. Vai para a lista dos saudosistas. Mas a dos novos saudosistas. Aqueles que talvez não entendam o que representa um Pelé ou um Maradona. Mas que, a partir de hoje, vão começar a entender quem é - e foi - Ronaldo Luís Nazário de Lima.

Fico feliz por quem viu e viveu plenamente Pelé, o maior de todos os tempos. Mas fico ainda mais feliz pelos que, como eu, viram e viveram Ronaldo. O maior da minha geração, a geração dos próximos saudosistas. Aquela que, desde já, torce para que Messi, Cristiano Ronaldo e, certamente, Neymar e Paulo Henrique Ganso, joguem mais alguns milhares de anos, para que despedidas tristes como a desta segunda não ocorram tão cedo.

Obrigado, Ronaldo, pelo monstro que você foi para o esporte mundial.

Imagem:
IG/AP

domingo, 13 de fevereiro de 2011

As novas estrelas do Brasil estão nas Olimpíadas de 2012

Por: Raiany Guimarães
Molecada boa de bola, Lucas, Neymar e companhia conquistaram nesta madrugada o título do Sul-Americano e de quebra, garantiram a vaga para as Olimpíadas de 2012, após ganhar do Uruguai por 6 a 0, com direito ao bom e velho futebol brasileiro: moleque, divertido, descontraído e alegre.

A seleção sub-20 viu seu camisa 10, Lucas, dá show com a bola nos pés. Neymar, como sempre, fez o caminho do gol parecer simples no segundo tempo, e balançou a rede duas vezes, terminando a competição como o maior artilheiro.

Se o futuro do Brasil estiver nas mãos, ou melhor, nos pés dessa rapaziada, podemos no mínimo ficar esperançosos porque os meninos jogam muito. 2012 está aí, será que o título Olímpico, o único que ainda o futebol brasileiro não tem, está chegando?

Fica aí nossa torcida e nossos parabéns para a seleção sub-20 do Brasil.

Imagem:
Mowa Press

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Uma mamãe número 1

Por: Carolina Reis

Quando foi convidada a participar do US Open em 2009, Kim Clijsters não devia imaginar que, em dois anos, já estaria de volta ao topo do ranking da WTA (Women’s Tennis Association). Depois de dois anos e meio afastada das quadras, a belga voltou já campeã nos Estados Unidos, defendeu seu título no aberto no ano seguinte e conquistou recentemente o Australian Open; três títulos de Grand Slans desde sua volta.

Ontem, além de passar à semifinal do ATP de Paris vencendo a australiana Jelena Dokic, Clijsters ultrapassou a dinamarquesa Caroline Wozniacki e volta a ser a melhor tenista do momento. Em quadra ela já mostrava isso. Com um tênis consistente, fortes golpes e controle, principalmente emocional, da partida, a belga mostrou a todos que mesmo depois de ser mãe poderia facilmente voltar a figurar entre as melhores. A partida vencida em Paris foi a prova disso. Começou o primeiro tempo perdendo por 3 a 0, com a quebra de seu saque. Rapidamente se recuperou e não deixou a australiana marcar mais nenhum ponto. Com 12 games vencidos seguidamente, levou a partida em 6/3 e 6/0.

Ao site da WTA, Kim disse que está orgulhosa por alcançar o topo depois de sua volta ao tênis e também como mãe, e que para completar resta apenas retornar a Bélgica com o título do torneio. Nesta próxima fase, enfrentará a estoniana Kaia Kanepi, 17º do ranking.

Entre os homens: Federer poucas vezes é surpreendido, mas em 2009 não conseguiu conter os golpes fortíssimos de Juan Martin Del Potro e perdeu o título de US Open. Depois do aberto, o argentino sofreu uma lesão, afastou-se das quadras para se recuperar, e agora retorna ao circuito. No ATP de San Jose, venceu o ex-número um Lleyton Hewitt e vai às semifinais com Fernando Verdasco. Uma volta comemorada, já que Del Potro mostra golpes fortes e uma boa cobertura de quadra, além de ter humildade, qualidade rara entre tenistas.

Aberto do Brasil: Minha estréia no blog foi sobre Thomaz Belluci. Hoje me limito apenas a dizer que ele foi derrotado nas quartas do Aberto do Brasil por Juan Ignacio Chela e que agora é o 37º do ranking da ATP. Ricardo Mello também se despede de Sauípe nas semifinais, sendo derrotado por Alexandr Dolgopolov. Agora o ucraniano irá enfrentar o espanhol Nicolás Almagro pelo título. Aos brasileiros, resta torcer para Marcelo Melo e Bruno Soares vencer a final de duplas contra os espanhóis Pablo Andujar e Daniel Gimeno-Traver.

Imagem:
EFE

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

(Dis) torcedores não podem prevalecer!

Por: Sabrina Machado


Em 2010, era a maior contratação do futebol brasileiro. E ele não decepcionou. Nas partidas que acompanhei do Corinthians, dificilmente via um Roberto Carlos errando passes, escolhendo jogadas erradas ou se omitindo para receber bolas. Até arriscava os chutes de longa distância, passava para fazer um/dois pela esquerda, dava assistência para gols e não a toa foi eleito o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão 2010.

Em 2011, logo na estreia fez um gol olímpico. Daqueles bem difíceis de fazer. Um canhoto batendo pelo lado esquerdo, colocando efeito na bola com o lado de fora do pé. O goleiro falhou, falhou. Mas você consegue fazer um gol desses, mesmo sem goleiro? Qual outro jogador teria essa inteligência e percepção?

Mas no meio do caminho tinha o Tolima. Roberto Carlos não jogou. E parte daquela torcida que elogiava o lateral, agora o chama de pipoca. Ameaças, perseguições, o medo da violência.

Roberto Carlos não é nenhum garoto para ter medo de jogar uma partida importante. É Campeão do Mundo e sabe como é ser crucificado por uma derrota jogando. Ele não precisa do Corinthians, mas também não é insubstituível no time. Porém, merece respeito. E, espero que a maioria da torcida do Timão não permita que Roberto deixe o clube. Ele honrou essa e todas as camisas pelas quais jogou.

Chega de cultura de pipoqueiros. Pipoqueiros são esses torcedores que não protestam por algo que realmente mude a vida deles. Se usassem essa intensidade para protestar contra o abuso dos corruptos, o país poderia ser um pouco melhor.

Manifestações são válidas, mas violência quebra qualquer razão de um protesto.

A culpa do Corinthians não ter vencido a Libertadores não é de Edílson, Tevez e Roberto Carlos.

Imagens:
Reprodução TV Globo
Divulgação

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Olá, nós temos Rugby!

Por: Roberta Richter

Sei que muitos não conhecem ou somente já ouviram falar do Rugby, porém devido a influência do meu querido professor e orientador na pós graduação me interessei por esse esporte, fui assistir e tenho acompanhado. Dizer que entendo algo, estaria mentindo, pois ainda falta muito.

Mas como todo esporte é movido a competição, movimento, dribles, grandes atletas e claro seleção brasileira... vale a pena!

Tanto que valeu a pena que no último final de semana em Bento Gonçalves, (Rio Grande do Sul) a seleção Brasileira masculina de Rugby fez história e venceu pela primeira vez na história a Argentina, pelo Campeonato Sul Americano Sevens e ficou na 3°posição.

Para amantes e torcedores dessa modalidade um feito e tanto!

Mesmo porque a Argentina é uma referência no Rugby e claro não deixa de ser um clássico como no futebol, que por sinal, no mesmo domingo, a seleção sub 20 brasileira perdeu para a tal.

E as meninas do Rugby conquistaram o heptacampeonato e garantiu a vaga para a etapa de Las Vegas (EUA), do Circuito Mundial de 2012.

Às seleções brasileiras de Rugby os meus Parabéns e que venham próximas vitórias!!

Para quem curte e se interessa por informações sobre Rugby acesse esse blog e prestigie.


Imagens:
Sylvia Diez/CBRu - Divulgação

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Brasil perde segundo jogo na era Mano, e daí?

Por: Rafael Zito

Em Novembro, a Seleção Brasileira perdeu para a Argentina, por 1 a 0. Desta vez, a derrota foi para a França, em Paris, novamente, por 1 a 0. Esses dois resultados negativos em amistosos podem fazer com que já comecem a contestar o trabalho do técnico Mano Menezes. No entanto, acredito que ainda é muito cedo para isso. O treinador está reformulando o grupo e não se consolida uma forma nova de atuar de uma hora para a outra. É preciso dar tempo e afastar as análises precipitadas e sensacionalistas.


Não estou isentando o comandante de culpa e de alguns erros que cometeu. Porém, este é um momento de realizar testes com jogadores novos e com outros que receberam poucas oportunidades até então. Nesta quarta-feira, diante da França, o Brasil esteve melhor em campo durante o período em que as duas equipes estavam com 11 jogadores. Júlio César retornou e mostrou que ainda é o melhor goleiro brasileiro. O quarteto defensivo com Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e André Santos está consolidado e os quatro estão jogando bem, apesar das falhas dos dois laterais no lance do gol, já que André Santos deixou o adversário chegar à linha de fundo e Daniel Alves não fez a diagonal e deu espaço para Benzema concluir para o gol.

No meio-campo, Lucas se manteve como primeiro volante e Elias substituiu Ramires na função de segundo volante. Na linha de três armadores, Renato Augusto atuou pela direita, fez um bom primeiro tempo, mas sumiu após a expulsão de Hernanes, que atuava como meia pelo centro, no entanto, caindo bastante pela esquerda, onde estava postado Robinho. No ataque estava Alexandre Pato, centralizado. Vale lembrar que estão ausentes da Seleção os meias Paulo Henrique Ganso e Kaká e o atacante Neymar, que, certamente, terão espaço na equipe.

É lógico que as derrotas incomodam, entretanto, precisamos ter calma porque o trabalho está no início. Além disso, vale lembrar que o contestado Dunga venceu tudo que disputou e na hora da Copa do Mundo fracassou porque não observou o que acontecia no futebol brasileiro. Mano Menezes já mostrou que está atento ao que acontece e certamente não cometerá os mesmos erros do seu antecessor.

Imagem:
AFP

Amistosos de peso agitam futebol internacional

Por: Cintia Coelho
Amistoso: um adjetivo. Sinônimo de amigável; que denota amizade. Mas nesta quarta-feira esta palavra terá outra conotação. Data FIFA, dia de “amistosos” internacionais, repletos de clássicos históricos e de encontros dos melhores jogadores do mundo na atualidade.

Argentina x Portugal: o embate entre os maiores atacantes, Lionel Messi x Cristiano Ronaldo, ambos atravessam ótima fase. Ronaldo apresenta médias incríveis no Real Madrid. Nesta temporada, o português é o artilheiro do Campeonato Espanhol com 24 gols em 22 partidas. Já o argentino Messi, pela 2ª vez consecutiva foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA.

Itália x Alemanha: tradição é a palavra que resume este confronto. Em campo estarão nada mais nada menos que sete títulos mundiais (4 italianos e 3 alemães). Estas seleções vivem momentos distintos, enquanto a Azurra foi uma das maiores decepções da Copa do Mundo FIFA 2010, sendo eliminada na 1ª fase da competição e está em busca de renovação do seu elenco, no time alemão a renovação já é uma realidade. Jovens nomes como de Mesut Özil (Real Madrid – ESP) e Thomas Müller (Bayer de Munique – ALE) tiverem excelente desempenho no Mundial e continuam com esta campanha em seus respectivos clubes. Outro aspecto que nos chama a atenção para este jogo é a convocação do brasileiro Thiago Motta para a seleção italiana. O volante da Inter de Milão se naturalizou italiano, e mesmo já tendo atuado pela seleção brasileira sub-23, conseguiu liberação da FIFA para defender a equipe principal italiana. Thiago será titular na partida.

Dinamarca x Inglaterra: a vida de Fabio Capello, técnico da seleção inglesa, não tem sido fácil. Sua equipe entrará em campo com cinco desfalques, Steven Gerrard, Peter Crouch, Bem Foster, Rio Ferdinand estão lesionados e Gabriel Agbonlahor dispensado por motivos pessoais.

França x Brasil: Oh my Gosh! Stade de France, 1998, final da Copa do Mundo, França 3 x 0 Brasil. Coincidências! São 19 anos sem vencer a seleção francesa (em cinco jogos foram três derrotas e dois empates), mas desta vez as chances são muito boas de quebrar este tabu. A seleção brasileira dirigida por Mano Menezes está escalada com um meio-de-campo leve e encantador: Lucas, Elias, Hernanes e o estreante Renato Augusto, Pato e Robinho serão os responsáveis pelo ataque. A Canarinha também contará com o retorno do goleiro Júlio Cesar. Os Bleus comandados pelo ex-zagueiro Laurent Blanc tentam apagar o vexame da última Copa, com a escalação repleta de jovens nomes, a França conta com o desfalque de seu grande jogador do momento, Nasri, meia do Arsenal não convocado devido a uma lesão.

Estes encontros entre “amigos” promete! O jeito é ficar com o controle remoto nas mãos e curtir a grande quarta do futebol!

Confira os amistosos desta quarta-feira (9/2):
14h - Irã x Rússia
14h - Turquia x Coreia do Sul
14h30 - Macedônia x Camarões
14h45 - Croácia x República Tcheca
16h - Israel x Sérvia
17h15 - Dinamarca x Inglaterra
17h30 - Holanda x Áustria
17h45 - Alemanha x Itália
18h - Argentina x Portugal
18h - França x Brasil
18h30 - Espanha x Colômbia
Imagem:
Reuters

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

(Mais uma) superação

Por: Lincoln Chaves

Conheci a Fórmula 1 por intermédio de Ayrton Senna. Não, ele não se sentou ao meu lado e mostrou o esporte. Mas era o principal motivo de meu pai - e, posteriormente, ele e eu - se levantar cedo, religiosamente, todo domingo em que ocorreria uma corrida. Nem sempre ele ganhava, mas o arrojo demonstrado em todas (eu disse todas) as provas o fazia diferenciado, o levava aos títulos, ou aos vice-campeonatos. Com o falecimento de Senna, o primeiro passo é buscar mais alguma referência que te faça seguir com o religioso acompanhamento da Fórmula 1. Especialmente em um momento que a FIA aposta cada vez mais na busca de mercados e, em muitos casos, ignora a competitividade, trocando circuitos tradicionais por outros sem o menor grau de emoção, mas cujo público endinheirado ajuda no "pagamento das contas".

Foi assim que passei a admirar Rubens Barrichello e Robert Kubica. E, não, nunca consegui ser um grande fã de Michael Schumacher. Rubinho é alvo de chacotas (admito até, em algum momento, já ter brincado com isso) e por vezes é desrespeitado pela mídia, grande e pequena (felizmente, sei que nunca cheguei a esse ponto), mas, pouco depois de sua estreia na F1, chegou com a enorme responsabilidade de ser o que Senna era para o Brasil. Nunca conseguiu, é verdade, mas sempre foi um dos mais elogiados pilotos do certame. Schumacher e Rubinho nunca efetivamente se deram, e por mais que o alemão dê suas cutucadas no brasileiro, o próprio, em diversas oportunidades, confirmou o discurso geral no paddock, acerca da capacidade do atual piloto da Williams. O episódio da Áustria, em 2002, é insistentemente lembrado pelos críticos, como "prova de que Rubinho é vendido".

Bobagem. Fácil é nós falarmos de fora sobre situações como essas (e mesmo as que envolveram Felipe Massa e até mesmo Nelsinho Piquet). Difícil é saber como realmente nos portaríamos em tais situações, com um contrato em vigor, uma considerável multa, etc. Esquecem, por exemplo, da ótima temporada de Rubinho em 1999, fazendo belas corridas pela extinta e limitada Stewart, infelizmente não sendo brindado com a primeira vitória da equipe que ajudou a aprimorar dentro do paddock (o único triunfo da equipe foi de Johnny Herbert). Esquecem, por exemplo, da brilhante vitória na Alemanha, em 2000, segurando na mão um carro sem o pneu adequado devido à mudança de tempo, tendo largado nas últimas posições e alcançando, pela primeira vez na carreira, o lugar mais alto do pódio. Até por isso, passei a admirar Barrichello.

E Kubica? Simples. É o piloto que passa a imagem mais tranquila em toda a F1. Não se vê notícias de Kubica em baladas, polêmicas ou declarações instigantes. O que se vê do polonês voador é o seu resultado em pista. Pela BMW, foi ao pódio em sua terceira corrida na carreira (Itália, 2006). Sofreu um grave acidente no GP do Canadá em 2007, que comprometeu sua temporada. Mas em 2008, deu a volta por cima. Conquistou sua primeira vitória (coincidentemente, no mesmo Canadá onde se acidentara na temporada anterior) e manteve-se matematicamente vivo na briga pelo título mundial de pilotos até a penúltima corrida, tamanha sua regularidade ao longo do campeonato. Ficou em quarto, a frente de Fernando Alonso. Em 2009, o polonês se viu prejudicado pelos vários problemas que a BMW viveu (o companheiro de Kubica, Nick Heidfeld, também foi mal na temporada), tendo esboçado uma reação no fim do circuito, quando a construtora já havia anunciado que deixaria a categoria.

Quer prova de que 2009 foi um ano atípico? Vamos, então, a 2010, quando, correndo por uma Renault que estava longe dos tempos nos quais levara Alonso a dois títulos mundiais, Kubica emplacou um honroso oitavo lugar geral, emplacando três pódios e tendo pontuado em praticamente todas as corridas que terminou (só não somou pontos no Bahrein quando ficou em 11º lugar). Fez 136 pontos, deixando para trás um certo Michael Schumacher. Tendo em vista a inexperiência do companheiro Vitaly Petrov, coube a Kubica "encabeçar" os principais ajustes nos carros da equipe. Algo que repetiria (e vinha repetindo) em 2011, na nova Lotus Renault. Vinha com o melhor tempo da pré-temporada, obtido em Valência, e dava a entender que, com a nova Lotus, poderia pintar como a grande surpresa do campeonato deste ano. Mesmo sendo encaixado, quase todo ano, como um "qualquer". O que está longe de ser na F1.

O acidente envolvendo Kubica neste domingo, em uma prova de Rali, que só não foi pior porque (felizmente) o polonês sobreviveu, veio como novo empecilho a um piloto dos mais talentosos, mas que, por falta de sorte (certamente não por deficiência técnica), ainda não conquistara espaço nas grandes equipes. É muito superior, por exemplo, a Heiki Kovalainen, que já passou (e decepcionou) na McLaren. Inicialmente, cogitou-se até que o polonês poderia ter que amputar uma das mãos, hipótese recentemente negada pelos médicos, que, todavia, não descartaram a possibilidade de Kubica ter problemas para a realização de movimentos. Em outras palavras: sua técnica está bastante comprometida. Ficará um ano fora das pistas, e já se questiona seu possível retorno ao paddock. Algo, a meu ver, muito mais relevante de ser comentado do que a insistente discussão sobre a entrada ou não de Bruno Senna em seu lugar, diga-se.

Sei que o texto foi longo, e sei que, talvez, tenha demorado demais para chegar ao ponto: como alguns profissionais são muito menos reconhecidos do que deveriam. Mas avalio que tal introdução foi necessária. Rubinho, por um lado, nunca foi aceito porque não foi um vencedor de provas como Senna — embora seja bem falado em qualquer outro lugar. Por sua vez, não se diz aqui que Kubica deveria ser idolatrado pelos brasileiros. Não faz sentido. O que insisto em não compreender é que, demonstrada sua capacidade, no volante e na superação, nosso personagem nunca tenha sido referenciado entre nós como favorito ou mesmo citado entre os talentos do atual automobilismo. Sejamos sinceros: será Nico Rosberg tão superior assim a Kubica? Ou não seria o alemão apenas uma figura de marketing (seja por seu visual, que claramente se contrapõe ao "desajeitado e grandalhão" polonês) mais eficiente? O fato é que, até hoje, Rosberg é tido como promessa, tal qual Heidfeld, enquanto Kubica é uma realidade.

A torcida é grande para que, nas pistas, Rubinho tenha um pouco mais de carinho por parte da mídia e, em especial, da torcida. E que Kubica mais uma vez volte por cima na Fórmula 1. Volta essa para, de vez, encerrar qualquer dúvida que ainda possa haver quanto a sua capacidade. Talvez por essas necessidades constantes dessa dupla se superar, na pista e fora dela, é que passei a admirá-los mais do que aos grandes campeões. "Só os loucos sabem", não diz a letra da música? Talvez seja isso.

Imagem:
Planetf1.com

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A paciência acabou! O amor não justifica os meios

Por: Raiany Guimarães
A fase de amor entre torcedores do Corinthians e o clube ficou no passado. Depois da eliminação merecida da Libertadores após perder para o Tolima da Colômbia, a torcida corintiana declarou guerra há alguns jogadores do elenco, entre eles o que em 2009 foi ovacionado e chamado de ídolo pela maioria desses alucinados pelo futebol, Ronaldo.

Paro e penso no fanatismo, no amor e ódio que andam ligados com esses torcedores, que, diga-se de passagem, a maioria vestem camisa de organizadas, é um número pequeno de torcedores mas que provocam estragos físicos e psicológicos, como os que aconteceram ontem (05) no Centro de Treinamento Joaquim Grava, onde um bando de vândalos, pois só existe essa denominação no meu ponto de vista, atiram pedras, no MOSQUETEIRO, ônibus que leva a delegação corintiana.

Não é errado protestar por jogadores, por atitudes, sou corintiana e ainda tenho a raiva e decepção engasgada após quarta-feira (02), mas isso não me dá direito algum de ir bater nas pessoas, quebrar qualquer coisa que seja, por pior que tenha sido a atuação dentro de campo.

Conhecida por sua fidelidade, sua paixão incondicional, a FIEL demonstrou mais uma vez que equilíbrio emocional e futebol não andam juntos para essa torcida, que quando se comporta de maneira tão animal assusta ao próprio objeto de amor.

O amor ao alvinegro do Parque São Jorge não justifica a violência, o vandalismo, entre outras coisas. Deixamos bem claro que isso não é mérito apenas desta torcida, outras equipes sofrem quando suas organizadas usam e abusam do seu poder para expressar de forma totalmente inadmissível sua paixão pelo clube.

Após uma semana turbulenta, o Corinthians terá neste domingo que enfrentar um dos seus grandes rivais, o Palmeiras, um clássico onde a história já foi manchada por sangue. Ficarei em casa, na minha sala assistindo de longe do Pacaembu um jogo, no qual, dependendo do resultado, pode virar uma guerra e conhecidas cenas de confrontos baratos podem voltar a estampar jornais, tomando o lugar da bola, do gol, do drible.

Boa sorte aos corintianos e aos palmeirenses que irão ao Pacaembu neste domingo, a guerra foi anunciada.
Imagem:
Ernesto Rodrigues/AE

Mais um tchau de Bellucci

Por: Carolina Reis


O Aberto da Austrália teve algumas surpresas e fatos inéditos neste ano de 2011: a partida mais longa entre duas mulheres em um Grand Slam, com a italiana Francesca Schiavone vencendo a russa Svetlana Kuznetsova depois de 4 horas e 44 minutos; o passeio de Novak Djokovic na partida contra Roger Federer, que até hoje procura descobrir como contra-atacar a direita vencedora do sérvio; a primeira vez que a China foi a uma final de Grand Slam, representada por Li Na.

Mesmo assim, apesar de fatos novos e até mesmo inusitados, alguns não mudaram. O brasileiro melhor colocado no ranking da ATP, Thomaz Bellucci, deixou o torneio, mais uma vez, na segunda fase da competição perdendo para o tcheco Jan Hernych, 241° colocado no ranking. Ano passado, Bellucci foi eliminado na mesma fase, no entanto o revés foi contra o americano Andy Roddick, que no momento era o número sete do mundo.

O torneio terminou semana passada com as conquistas da belga Kim Clijsters e Djokovic, mas os torneios da ATP não deixaram o circuito parar. Entre os que começaram esta semana, o destaque é para o do Chile, o ATP 250 de Santiago. Atual campeão do torneio e com um novo técnico, Larri Passos, Bellucci tinha esperança de melhorar seu 31° lugar no ranking para voltar aos top 30 do mundo. Acontece que a esperança acabou antes mesmo das semifinais, na partida contra o italiano Fabio Fognini, 56°.

Em um jogo onde os erros foram determinantes, Bellucci perdeu por 3 sets a 1. Mesmo conseguindo reverter uma vantagem no terceiro set de 4 games a favor do italiano, no tie-break foi possível ver o desequilíbrio do tenista que não conseguiu pontuar em nenhum dos seus mini-games.

Ao Globoesporte.com, Larri Passos fala que o tenista falha em bolas do meio da quadra, mas que isso é normal. Entretanto, se Bellucci ainda aspira uma posição melhor na ATP, ou mesmo vencer os top 10, ele precisa muito rever seu jogo. Erros como os que ocorreram no aberto da Austrália e neste ATP de Santiago não devem ser cometidos por um tenista com aspirações tal altas como essas. Além disso, o emocional também precisa ser trabalhado; sem esse controle, o foco da partida se perde facilmente e derrotas sem marcar nenhum ponto, como a que aconteceu nesse tie-break, não serão mera casualidade.

Ainda assim, o ano está apenas começando e Bellucci terá muito tempo para corrigir seus erros. Porém, para o Aberto de Tênis do Brasil que começa segunda-feira, na Costa do Sauípe, Bellucci precisa manter seu foco para conseguir se reerguer em sua casa. Se isso acontecer, o melhor brasileiro no ranking da ATP terá um grande impulso para melhorar seu ano.

E para Djokovic... Depois de sua segunda conquista em Grand Slam, ambas no Aberto da Austrália, Novak não disputará o ATP 500 de Roterdã, que começa nesta segunda-feira. O sérvio deve ficar uma semana sem treinar devido a uma lesão no ombro.

Imagem:
Greg Woo - AFP

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Digno de um Oscar

Por: Sabrina Machado

Nesse domingo, o técnico Luiz Felipe Scolari completará 300 jogos no comando do Verdão – somando as duas passagens. O comandante está sofrendo muito nessa volta ao Palmeiras. Porém, conseguiu o que poucos apostavam: levar o time à liderança do campeonato e mais do que isso, deu um padrão tático à equipe alviverde.

Felipão tem a vantagem de poder trabalhar como poucos conseguem na panela de pressão que ronda os ares alviverdes. Se ele saca um atacante e coloca um volante para segurar o resultado, dificilmente o torcedor irá cornetar a ação – como faz com todos os outros. Dizer que o técnico é um vencedor é cair na redundância. Por isso, para homenagear Felipão, resolvi exaltar esse seu depoimento sobre a situação do treinador rival da próxima partida:

“Eu fico desestimulado ao saber que o Tite pode cair com uma derrota. Todos devem assumir o que aconteceu no Corinthians. Se tivesse que dizer algo agora sobre a chance de o Tite sair, falaria que gostaria até de perder esse jogo”.

Claro que Felipão entrará na partida orientando seus guerreiros em busca da vitória, mas uma declaração como essa só faz o treinador angariar mais fãs. 300 vezes, Parabéns Felipão! Se o Palmeiras não te der a felicidade de vencer o seu tricentésimo jogo como comandante verde, temos a certeza de que ficará contente com a permanência de Tite no Corinthians.

Imagem:
Divulgação

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Bola, Campo e Deus seriam absolvidos

Ele já foi integrante do Blog Jornalismo Esportivo e hoje é um convidado especial com uma ótima crônica. Trata-se do jornalista e, meu amigo, Marcelo Braga que, atualmente, trabalha no Jornal Lance, como setorista do São Paulo Futebol Clube.

Por: Macelo Braga (convidado especial)

Não existe, mas se existisse, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desculpiva), que julgaria as desculpas arranjadas pelos jogadores após as decepções futebolísticas, estaria cheio de trabalho nessa semana.

O gramado do estádio Manuel Toro, em Ibagué, por exemplo, seria um dos seres inanimados que compareceria ao tribunal. Ronaldo, capitão e um dos melhores jogadores de todos os tempos, acusa-o de se apresentar para uma partida decisiva todo esburacado, fora da forma física ideal. Logo ele...

Disse que a irregularidade do campo foi culpada pela eliminação precoce do Corinthians na Libertadores. Os advogados de defesa do gramado argumentam que, no Pacaembu, em relva verde e bem cuidada, o camisa 9 e seus companheiros tiveram o mesmo desempenho pífio.

Outra que sentaria no banco dos réus seria a bola. Ela mesma. Logo a protagonista do espetáculo, que há tantos anos apanha sem reclamar, seja por craques ou pernas de pau. Após o San-São, quando o Peixe fez dois gols e venceu o primeiro clássico do ano, o goleiro do São Paulo deixou o campo dizendo que "faltou a bola entrar."

Ora, mas ela não tem vida própria, argumentariam seus advogados no STJD. Cabe aos companheiros do mesmo Rogério Ceni - ou ele, já que se trata de um goleiro goleador - levar a redonda até o fundo da rede. E não a ela própria desviar o caminho quando for chutada em direção às placas de publicidade.

Mas houve ainda um outro acusado. Fernandinho, do mesmo Tricolor paulista, alegou contra o mesmo Santos que faltara a "benção de Deus" para a bola entrar. Que heresia...Religioso, Fernandinho é um bom sujeito, bastante simpático com as pessoas. Mas a acusação foi pesada.

A defesa de Deus alegaria que, diferentemente do que foi dito, Ele estava lá, sim, abençoando seus (muitos) filhos. Estava também nos demais jogos da rodada, nesse ou em outros campeonatos do Brasil e do mundo. O argumento é indiscutível. O acusado é onipresente.

Ah, se os atacantes dos nossos times também fossem...Ouviríamos menos desculpas esfarrapadas.

Uma noite, uma estreia e uma tragédia

Por: Roberta Richter

Dia 02/02/2011 ficará na lembrança de muitos torcedores apaixonados por futebol.

No Rio de Janeiro, estádio do Engenhão, Ronaldinho (o Gaúcho) foi ovacionado pela torcida rubro-negra em seu primeiro jogo com a camisa 10 do Flamengo. Uma bonita festa. Ronaldinho fez o que deu para fazer, alguns dribles, passes, e por fim cantou a jogada para o gol de Wanderley na vitória por 1 a 0, diante do Nova Iguaçu.

Ronaldinho emocionado e sem palavras sentiu o peso da responsabilidade que será representar uma nação apaixonada pelo time!

Já lá na Colômbia, a história foi bem diferente...

Com pouca festa e pouco jogo o time do Corinthians se manteve apático, inseguro e sem a menor vontade de vencer, faltou raça, faltou coração... E o Tolima aproveitando de tudo isso fez os dois gols e se classificou para a fase de grupos da Libertadores, acabando de vez com o sonho corintiano.

Foi uma tragédia para muitos torcedores. A incompetência de muitos trouxeram a infelicidade de outros.

Hoje pela manhã, "torcedores", quebraram carros de jogadores, picharam os muros do CT do clube , enfim não está fácil para os corintianos segurarem a onda.

No mais, as piadas continuam e não sou eu quem fará a última com certeza!!!

Imagens:
Divulgação/Maurício Val/Vipcomm
Divulgação/AFP

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