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sábado, 26 de março de 2011

A Fórmula 1 começou

Por: Carolina Reis

A temporada de Fórmula 1 começou, para nós brasileiros, na madrugada deste sábado com o treino classificatório para o GP da Austrália, em Melbourne. Por esse primeiro contato parece que não mudou muita coisa: Sebastian Vettel continua voando baixo com seu novo carro, o RB7, e é o primeiro pole position; a RBR mostra ser a melhor equipe; Felipe Massa, mais uma vez, largará atrás de seu companheiro de Ferrari, Fernando Alonso; Rubinho Barrichelo, depois de 304 GPs, ainda erra. Mas a verdade é que nada ocorreu de fato no mundo da Fórmula 1, apenas a classificação para uma corrida. Há um ano inteiro para muita coisa acontecer.


Mas, mesmo assim, muita coisa mudou para essa categoria do automobilismo. Para começar os pneus, que agora são fornecidos pela Pirelli e ganharam cores diferentes para suas especificações: o de chuva é laranja, o intermediário é azul, o supermacio vermelho, o macio amerelo, o médio branco e o duro terá a cor prata. Outras mudanças tentam solucionar problemas quanto ao nível de competitividade das corridas. Uma delas pune o piloto que não marcar um tempo limite de 107% da volta mais veloz na primeira parte da classificação. Ano passado, as equipes estreantes na categoria como a Hispania e a Virgin levavam para a pista carros muito mais lentos que os demais. Os carros mais atrapalhavam do que abrilhantavam o espetáculo. Mas a verdade é que o brilho da Fórmula 1 já vem há muito apagado. Assistir uma corrida atualmente é um teste de paciência e, se a corrida for durante a madrugada, significa um esforço para permanecer acordado. Enfim, Fórmula 1 ficou chata. Assim, outra mudança nos carros, além do Kers já presente na categoria e que dá mais potência ao motor, é a asa dianteira móvel. Em locais sinalizados da pista o piloto apertará um botão no volante que vai alterar o ângulo do aerofólio facilitando a vida do piloto na hora das ultrapassagens.


A Fórmula 1, na verdade, é uma categoria que passa por constantes transformações. Além de regras e mecânica, cada vez mais nota-se ares políticos e de negócios e menos de competição. Talvez essas mudanças nos carros venham para que as discussões sejam apenas sobre quem venceu a corrida ou qual piloto ultrapassou em tal curva. Mas isso é algo difícil. Hoje podemos ver nas pistas indianos, russos e venezuelanos, o que é muito legal. Entretanto, o plano de expandir negócios e patrocínios gordos por meio de alguns países, como esses, sobressai a simples intenção de se propagar o esporte para outros lugares. O próprio aumento no número de Grandes Prêmios mostra isso e, principalmente, onde se dão tais grandes prêmios: Bahrein, Abu-Dhabi, China e Coréia do Sul; lugares com altíssima fonte de investimentos para a categoria.

Mais negócios do que puramente uma competição. É esporte? Já há muito isso é debatido. E embora eu saiba de tudo isso e faça a mim mesma tais questionamentos, não deixarei de acompanhar mais uma temporada de Fórmula 1 que acaba de começar.
Fotos: Reuters
Pirelli/Divulgação

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

(Mais uma) superação

Por: Lincoln Chaves

Conheci a Fórmula 1 por intermédio de Ayrton Senna. Não, ele não se sentou ao meu lado e mostrou o esporte. Mas era o principal motivo de meu pai - e, posteriormente, ele e eu - se levantar cedo, religiosamente, todo domingo em que ocorreria uma corrida. Nem sempre ele ganhava, mas o arrojo demonstrado em todas (eu disse todas) as provas o fazia diferenciado, o levava aos títulos, ou aos vice-campeonatos. Com o falecimento de Senna, o primeiro passo é buscar mais alguma referência que te faça seguir com o religioso acompanhamento da Fórmula 1. Especialmente em um momento que a FIA aposta cada vez mais na busca de mercados e, em muitos casos, ignora a competitividade, trocando circuitos tradicionais por outros sem o menor grau de emoção, mas cujo público endinheirado ajuda no "pagamento das contas".

Foi assim que passei a admirar Rubens Barrichello e Robert Kubica. E, não, nunca consegui ser um grande fã de Michael Schumacher. Rubinho é alvo de chacotas (admito até, em algum momento, já ter brincado com isso) e por vezes é desrespeitado pela mídia, grande e pequena (felizmente, sei que nunca cheguei a esse ponto), mas, pouco depois de sua estreia na F1, chegou com a enorme responsabilidade de ser o que Senna era para o Brasil. Nunca conseguiu, é verdade, mas sempre foi um dos mais elogiados pilotos do certame. Schumacher e Rubinho nunca efetivamente se deram, e por mais que o alemão dê suas cutucadas no brasileiro, o próprio, em diversas oportunidades, confirmou o discurso geral no paddock, acerca da capacidade do atual piloto da Williams. O episódio da Áustria, em 2002, é insistentemente lembrado pelos críticos, como "prova de que Rubinho é vendido".

Bobagem. Fácil é nós falarmos de fora sobre situações como essas (e mesmo as que envolveram Felipe Massa e até mesmo Nelsinho Piquet). Difícil é saber como realmente nos portaríamos em tais situações, com um contrato em vigor, uma considerável multa, etc. Esquecem, por exemplo, da ótima temporada de Rubinho em 1999, fazendo belas corridas pela extinta e limitada Stewart, infelizmente não sendo brindado com a primeira vitória da equipe que ajudou a aprimorar dentro do paddock (o único triunfo da equipe foi de Johnny Herbert). Esquecem, por exemplo, da brilhante vitória na Alemanha, em 2000, segurando na mão um carro sem o pneu adequado devido à mudança de tempo, tendo largado nas últimas posições e alcançando, pela primeira vez na carreira, o lugar mais alto do pódio. Até por isso, passei a admirar Barrichello.

E Kubica? Simples. É o piloto que passa a imagem mais tranquila em toda a F1. Não se vê notícias de Kubica em baladas, polêmicas ou declarações instigantes. O que se vê do polonês voador é o seu resultado em pista. Pela BMW, foi ao pódio em sua terceira corrida na carreira (Itália, 2006). Sofreu um grave acidente no GP do Canadá em 2007, que comprometeu sua temporada. Mas em 2008, deu a volta por cima. Conquistou sua primeira vitória (coincidentemente, no mesmo Canadá onde se acidentara na temporada anterior) e manteve-se matematicamente vivo na briga pelo título mundial de pilotos até a penúltima corrida, tamanha sua regularidade ao longo do campeonato. Ficou em quarto, a frente de Fernando Alonso. Em 2009, o polonês se viu prejudicado pelos vários problemas que a BMW viveu (o companheiro de Kubica, Nick Heidfeld, também foi mal na temporada), tendo esboçado uma reação no fim do circuito, quando a construtora já havia anunciado que deixaria a categoria.

Quer prova de que 2009 foi um ano atípico? Vamos, então, a 2010, quando, correndo por uma Renault que estava longe dos tempos nos quais levara Alonso a dois títulos mundiais, Kubica emplacou um honroso oitavo lugar geral, emplacando três pódios e tendo pontuado em praticamente todas as corridas que terminou (só não somou pontos no Bahrein quando ficou em 11º lugar). Fez 136 pontos, deixando para trás um certo Michael Schumacher. Tendo em vista a inexperiência do companheiro Vitaly Petrov, coube a Kubica "encabeçar" os principais ajustes nos carros da equipe. Algo que repetiria (e vinha repetindo) em 2011, na nova Lotus Renault. Vinha com o melhor tempo da pré-temporada, obtido em Valência, e dava a entender que, com a nova Lotus, poderia pintar como a grande surpresa do campeonato deste ano. Mesmo sendo encaixado, quase todo ano, como um "qualquer". O que está longe de ser na F1.

O acidente envolvendo Kubica neste domingo, em uma prova de Rali, que só não foi pior porque (felizmente) o polonês sobreviveu, veio como novo empecilho a um piloto dos mais talentosos, mas que, por falta de sorte (certamente não por deficiência técnica), ainda não conquistara espaço nas grandes equipes. É muito superior, por exemplo, a Heiki Kovalainen, que já passou (e decepcionou) na McLaren. Inicialmente, cogitou-se até que o polonês poderia ter que amputar uma das mãos, hipótese recentemente negada pelos médicos, que, todavia, não descartaram a possibilidade de Kubica ter problemas para a realização de movimentos. Em outras palavras: sua técnica está bastante comprometida. Ficará um ano fora das pistas, e já se questiona seu possível retorno ao paddock. Algo, a meu ver, muito mais relevante de ser comentado do que a insistente discussão sobre a entrada ou não de Bruno Senna em seu lugar, diga-se.

Sei que o texto foi longo, e sei que, talvez, tenha demorado demais para chegar ao ponto: como alguns profissionais são muito menos reconhecidos do que deveriam. Mas avalio que tal introdução foi necessária. Rubinho, por um lado, nunca foi aceito porque não foi um vencedor de provas como Senna — embora seja bem falado em qualquer outro lugar. Por sua vez, não se diz aqui que Kubica deveria ser idolatrado pelos brasileiros. Não faz sentido. O que insisto em não compreender é que, demonstrada sua capacidade, no volante e na superação, nosso personagem nunca tenha sido referenciado entre nós como favorito ou mesmo citado entre os talentos do atual automobilismo. Sejamos sinceros: será Nico Rosberg tão superior assim a Kubica? Ou não seria o alemão apenas uma figura de marketing (seja por seu visual, que claramente se contrapõe ao "desajeitado e grandalhão" polonês) mais eficiente? O fato é que, até hoje, Rosberg é tido como promessa, tal qual Heidfeld, enquanto Kubica é uma realidade.

A torcida é grande para que, nas pistas, Rubinho tenha um pouco mais de carinho por parte da mídia e, em especial, da torcida. E que Kubica mais uma vez volte por cima na Fórmula 1. Volta essa para, de vez, encerrar qualquer dúvida que ainda possa haver quanto a sua capacidade. Talvez por essas necessidades constantes dessa dupla se superar, na pista e fora dela, é que passei a admirá-los mais do que aos grandes campeões. "Só os loucos sabem", não diz a letra da música? Talvez seja isso.

Imagem:
Planetf1.com

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Alemão retorna para assombrar os garotos

Por: Rafael Zito

Enfim, todos os boatos que circulavam com relação ao retorno do alemão Michael Schumacher a Formula 1 se transformaram em notícia oficial. Com 40 anos e sete títulos mundiais da categoria nas costas, o piloto acertou com a Mercedes GP por três temporadas. Após três temporadas longe das pistas, Schumi regressa e novamente formará parceria com Ross Brawn. Os dois trabalharam juntos no começo da carreira do alemão, quando faziam parte da equipe Benetton. Na sequência, o piloto acertou sua ida para a Ferrari e Brawn o acompanhou. Os dois estiveram juntos em todas as conquistas do piloto na F-1.

Para que não sabe, a Mercedes GP é a antiga Brawn GP, equipe campeã de construtores na temporada de 2009 e do mundial de pilotos com o inglês Jenson Button. A nova dupla de pilotos da escuderia germânica será formada por Schumacher e pelo, também alemão, Nico Rosberg. Segundo o jornal alemão “Bild”, o heptacampeão mundial receberá um salário de 7 milhões de euros por temporada (cerca de R$ 18 milhões).. Depois do anuncio oficial, o piloto e o chefe da equipe alemã se pronunciaram com relação a concretização do acordo.

“A Mercedes representa um novo capítulo na minha carreira, um novo desafio para mim, tanto no contexto esportivo, como no pessoal. Estou convencido que estaremos na briga pelo título da F1. Estou ansioso para voltar às pistas trabalhar com meu velho amigo Ross Brawn”, disse Schumi. Além de falar de Schumacher, Brawn também elogiou Rosberg. “Como heptacampeão, a carreira de Michael fala por si mesma. Acredito que temos agora a parceria mais empolgante da F1 com Michael e Nico, que traz a perfeita mistura de talento, experiência, velocidade e juventude”, comentou.

A volta de Schumacher à categoria traz uma grande expectativa para a temporada de 2010. Além do heptacampeão, na Mercedes, teremos Fernando Alonso e Felipe Massa, na Ferrari; Jenson Button e Lewis Hamilton; na McLaren, respectivamente, os campeões mundiais de 2009 e 2008. Além dos condutores das equipes mais tradicionais, vale destacar Sebastian Vettel, da Red Bull; e Robert Kubica, que disputará sua primeira temporada pela francesa Renault.

Em 2010 teremos também as estréias dos brasileiros Lucas di Grassi, na Virgim Racing; e Bruno Senna, na Campos. O ano também marca a estréia de Rubens Barrichello na Willians. A temporada está longe de começar e os atrativos já são os maiores possíveis. Resta aguardar dia 14 de março, quando os carros estarão alinhados para a largada do GP do Bahrein.

*Com este texto, o Blog Jornalismo Esportivo encerra as suas atividades em 2009. Desejamos a todos os nossos leitores um Feliz Natal e que 2010 seja um ano melhor do que este que está se acabando. Após alguns problemas vividos neste ano, o idealizador do BlogJE está certo de que no ano que vem as coisas voltarão ao normal. A equipe retoma às atividades no próximo dia 18 de janeiro.

Imagem:
Divulgação: Site Oficial da Mercedes

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Red Bull sobra e Vettel vence

Por: Leandro Montianele
Em uma corrida nada empolgante, Sebastian Vettel vence pela segunda vez na temporada e a Red Bull voa em Silverstone com uma bela dobradinha. Vettel foi espetacular durante todo o final de semana ao marcar a pole position, fazer a volta mais rápida da prova e vencer sem dar chances aos seus adversários. Vale destacar também a superioridade total da equipe austríaca, que simplesmente engoliu as outras escuderias.

Mark Webber completou a festa da RBR com sua segunda colocação. Largando em terceiro, o australiano se manteve na mesma posição e, após a primeira parada, conseguiu superar Barrichello, conquistando assim o segundo posto. Webber vem realizando um bom campeonato, não pontuou em apenas duas corridas.

Sofrendo com a baixa performance de seu carro, Rubens Barrichello ficou com o terceiro lugar, após largar em segundo. A Brawn não obteve um bom desempenho na Inglaterra e, em momento algum, chegou a ameaçar os carros da Red Bull. Diante disso, Barrichello ainda saiu no lucro com este pódio. Esta foi à primeira vez na temporada que Rubinho termina à frente de seu companheiro de equipe.

Felipe Massa, da Ferrari, fez uma ótima corrida, dentro das limitações de seu equipamento. Saindo de décimo primeiro, Massa optou por largar com bastante gasolina para realizar uma primeira perna longa. A estratégia teve sucesso e o brasileiro foi ganhando posições e terminou com o quarto lugar.

Em mais uma boa prova, Nico Rosberg, da Williams, figurou entre os primeiros e terminou na quinta colocação. Rosberg chegou a tomar uma pequena pressão de Button no final da corrida, mas soube sustentar a posição até a bandeirada final.

Num final de semana para ser esquecido, Jenson Button não passou de um sexto lugar correndo em casa. O inglês, além de não conseguir o acerto ideal para seu carro, esteve muito abaixo de seus desempenhos anteriores. Mesmo assim, Button permanece na liderança do campeonato com uma grande folga para o segundo colocado. Pela primeira vez na temporada, o inglês não subiu no pódio.

Jarno Trulli, da Toyota, realizou uma corrida discreta e não passou do sétimo lugar. Kimi Raikkonen, da Ferrari, fechou os oito primeiros colocados do GP da Inglaterra.

Este possível último Grande Prêmio realizado em Silverstone foi apenas o reflexo desta temporada, uma verdadeira chatice. Não houve ultrapassagens na pista, tirando a briga entre Hamilton, Alonso e Nelsinho lá atrás. Eu, particularmente, esperava algo mais deste GP da Inglaterra. Estou decepcionado por ter assistido uma verdadeira procissão fúnebre, que serviu para enterrar Silverstone na sepultura da Fórmula 1.

Resultado do GP da Inglaterra

1. Sebastian Vettel (ALE) - Red Bull
2. Mark Webber (AUS) - Red Bull
3. Rubens Barrichello (BRA) - Brawn GP
4. Felipe Massa (BRA) - Ferrari
5. Nico Rosberg (ALE) - Williams
6. Jenson Button (ING) - Brawn GP
7. Jarno Trulli (ITA) - Toyota
8. Kimi Raikkonen (FIN) - Ferrari
9. Timo Glock (ALE) - Toyota
10. Giancarlo Fisichella (ITA) - Force India
11. Kazuki Nakajima (JAP) - Williams
12. Nelsinho Piquet (BRA) - Renault
13. Roberto Kubica (POL) - BMW
14. Fernando Alonso (ESP) - Renault
15. Nick Heidfeld (ALE) - BMW
16. Lewis Hamilton (ING) - McLaren
17. Adrian Sutil (ALE) - Force India
18. Sebastien Buemi (SUI) - Toro Rosso
19. Sebastian Bourdais (FRA) - Toro Rosso - abandonou
20. Heikki Kovalainen (FIN) - McLaren - abandonou

Imagens:
GP Update

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Fórmula 1 x Fórmula 8

Por: Sabrina Machado


Nesta quinta-feira, a Associação das Equipes (Fota) decidiu por meio de uma reunião, que as escuderias integrantes do grupo não participarão da Fórmula 1 de 2010. A decisão extremista deve-se pelo fato das desavenças com Federação Internacional de Automobilismo (FIA) devido ao teto orçamentário.

Se nenhuma novidade chegar pela janela, teremos uma F-1 sem Ferrari, McLaren, Renault, BMW Sauber, Toyota, Brawn GP, RBR e STR. Em contrapartida, teremos outro campeonato com essas equipes.

Essa briga é causada principalmente pelo senhor Max Mosley, presidente da FIA, que demonstrou com uma atitude arbitraria e egocentrista, que é ele quem manda na categoria. Além disso, o presidente já declarou que a F-1 sobreviverá sem a Ferrari. Mas o que acontecerá com o campeonato, já que não é apenas a escuderia vermelha que está fora?

Essa jornalista (com diploma... piada pronta) que vos fala, reitera a opinião de que não assistira a F-1 se a Ferrari não estiver na pista. Além disso, ela espera que transmitam a categoria paralela com essas oito equipes.

Imagem:
http://nepsterblog.com

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Button sobra na Turquia

Por: Leandro Montianele

Para muitos, a sequência de Jenson Button (foto) seria interrompida neste Grande Prêmio da Turquia, pois Sebastian Vettel (foto) era o pole position e tinha um carro bem equilibrado, fora o talento que lhe é peculiar. No entanto, o alemão da equipe Red Bull errou antes mesmo de completar a primeira volta e entregou de mão beijada o primeiro lugar para Button. Daquele momento em diante, o inglês andou muito forte e soube administrar bem a corrida para vencer pela sexta vez em sete provas na temporada. Button lidera o campeonato com grande folga, e o título é apenas uma questão de tempo.

O piloto da Red Bull, Mark Webber (foto), fez uma grande prova e chegou na segunda posição. Webber conquistou o segundo posto após superar seu companheiro de equipe que optou por três paradas. Sebastian Vettel (foto), também da Red Bull, completou o pódio com seu terceiro lugar. Vettel não tem realizado boas corridas e começa a ver o australiano ganhar espaço na equipe.

Após fraco desempenho nas últimas corridas, a Toyota voltou a figurar no pelotão da frente. O italiano Jarno Trulli andou bem e terminou na quarta posição, colocando a equipe japonesa novamente na zona de pontuação. Nico Rosberg, da Williams, que vem ganhando a fama de leão dos treinos de sexta-feira, chegou em quinto.

Felipe Massa, que buscava sua quarta vitória consecutiva em solo turco, não passou de um sexto lugar. A equipe Ferrari não possui um bom carro, dificultando muito no desempenho de seus pilotos. Massa fez o que pôde, dentro das limitações do equipamento.

O polonês Robert Kubica, da BMW Sauber, marcou seus primeiros pontos no campeonato ao conquistar a sétima colocação. Timo Glock, da Toyota, fechou os oito primeiros colocados do GP da Turquia.

Rubens Barrichello (foto) não teve um domingo feliz. O brasileiro enfrentou problemas com câmbio logo na largada e perdeu muitas posições. Ao tentar se recuperar durante a prova, de uma forma estabanada, Barrichello se envolveu em choques com Heikko Kovalainen (foto) e logo depois com Sutil. A dez voltas do fim, o brasileiro acabou abandonando a prova com problemas em seu carro.

A próxima prova é o Grande Prêmio da Inglaterra daqui a duas semanas. Button é o grande favorito mais uma vez, pois estará guiando diante de sua torcida. Dificilmente este título sairá das mãos do piloto da Brawn GP.

Leandro Montianele será o responsável pelos textos sobre F-1 no BlogJE. Nestes textos, o mesmo trará informações e também expressará suas opiniões sobre os assuntos que estiverem em pauta na categoria.

Imagens:
GP Turquia -
http://f1.gpupdate.net

quinta-feira, 19 de março de 2009

Quem vencer mais, leva

Por: Rafael Zito

A maior novidade para o Mundial de Fórmula 1 de 2009 será o critério para decretar o campeão da temporada. O número de pontos não vai mais definir quem leva a taça. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) decretou que a partir desse ano o troféu de melhor piloto ficará com quem vencer o maior número de corridas somando os 17 GPs.

A mudança causou um burburinho entre pilotos e escuderias da categoria. A grande maioria reprovou a alteração do regulamento. O espanhol e bicampeão mundial, Fernando Alonso, é um dos contrários a mudança. “Não entendo a necessidade de mudar as regras deste esporte constantemente. Acho que este tipo de decisões só pode confundir os torcedores”, disse. “Espero que haja alguma forma de estas medidas serem reconsideradas em curto prazo”, concluiu ele, em seu site oficial.

Além de Alonso, o ex-piloto e heptacampeão da categoria, o alemão Michael Schumacher, foi outra opinião expressiva contra as mudanças. “De certo modo, a mudança a essa altura me assusta. Não posso imaginar que essas mudanças sejam para o bem da F1. Eu não vejo sentido em, eventualmente, termos um campeão mundial que pontuou menos do que o segundo colocado, embora eu também ache que a medida poderá acirrar a briga pela primeira posição”, avaliou.

Dentre os pilotos, os donos do espetáculo, o italiano Jarno Trulli, da Toyota, e o Jenson Button, da Brawn, também se mostraram insatisfeitos com o novo regulamento. “Será difícil entender por que um piloto com 60 pontos pode ser campeão em vez de um que tenha cem - comenta Button ao jornal esportivo italiano "La Gazzetta dello Sport". Trulli foi mais além e se mostrou preocupado com o futuro da F-1. “Parece que a F-1 quer morrer e todos teremos de ir correr em outros campeonatos. É correto tentar dar ao público mais, para melhorar o show. Porém, isso não deveria distorcer o espírito da Fórmula 1. Estou muito, muito preocupado”, disse ao Jornal “La Stampa”.

Mas a rejeição não é uma totalidade. Dois grandes nomes da categoria se expressaram a favor da nova regra. O chefão da equipe Renault, o italiano Flávio Briatore acredita que a novidade faz com que haja maior estímulo em busca da vitória. “Não tenho nenhum problema com este sistema. Acredito que é uma excelente motivação para que os pilotos busquem a vitória. A Fórmula 1 sempre se baseou nas vitórias e nas ultrapassagens, e se existe uma motivação extra, acho que tudo irá bem”, declarou ao site espanhol Marca.

Bernie Ecclestone, o grande chefe da F-1, também se mostra a favor de apostar nas vitórias. “A ideia é que os pilotos tentem vencer. O que estiver em segundo (em uma corrida) tenha que tentar ganhar a posição ao invés de pensar que esse primeiro lugar só lhe daria dois pontos a mais, o que é uma grande motivação”, expôs ao site Marca.

A mudança é polêmica e as opiniões estão na mesa. Não tenho dúvida de que valorizar a vitória seja uma saída boa, entretanto, definir o vencedor da temporada apenas pelo número de vezes que venceu é uma decisão muito simplória. Da forma como foi definido passou-se a desvalorizar aquele piloto que mantém a regularidade de bons resultados durante todo o ano. Uma forma mais justa de privilegiar a vitória seria oferecer uma diferença maior de pontos entre o primeiro e o segundo colocado.

Imagens:

Fernando Alonso - Agência AFP (foto 1)
Michael Schumacher - Agência Getty Images (foto 2)
Jarno Trulli - Agência EFE (foto 3)
Jenson Button - Agência Reuters (foto 4)

terça-feira, 10 de março de 2009

Notas do dia

Por: Felipe Simi

Pela primeira vez em 2009
Rubens Barrichello foi à pista com o novo carro da escuderia Brown GP, ex-Honda. Deu 111 voltas e fez o terceiro melhor tempo (1min20s966) do dia. Outros nove pilotos também participaram da bateria. Os testes aconteceram no circuito de Montmelo, na Catalunha.

Pela primeira vez em ‘casa’
Quase todos os ingressos para o próximo jogo do Corinthians pelo Paulistão acabaram hoje. Os que sobraram custam de R$ 35 a R$ 150. A partida contra o São Caetano, marcada para amanhã, às 21h50min, será a primeira de Ronaldo no Pacaembu.

Valendo vaga nas quartas
Quatro jogos decidem, hoje à tarde, os primeiros quadrifinalistas do torneio de futebol mais valioso da Europa. Tem Liverpool (ING) x Real Madrid (ESP), Juventus (ITA) x Chelsea (ING), Panathinaikos (GRE) x Villareal (ESP) e Bayern de Munique (ALE) x Sporting (POR). E, amanhã: Manchester Utd. (ING) x Inter de Milão (ITA) , Porto (POR) x Atlético de Madri (ESP), Barcelona (ESP) x Lyon (FRA) e Roma (ITA) x Arsenal (ING).

Imagens: acima, reprodução/Pitpass; abaixo, Marco Giglio/EFE

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O pior boxeador do mundo

Por: Felipe Simi


Enquanto as escuderias se aprontam, em Interlagos, para o decisivo Grande Prêmio de Fórmula 1; a Argentina se acostuma com Diego Maradona nas vezes de técnico da seleção; o Campeonato Brasileiro define, na 32ª rodada, os reais candidatos ao título; e Kaká torna-se, para a FIFA, o único brasileiro postulante ao prêmio de melhor jogador da temporada, o pior boxeador do mundo anunciou sua aposentadoria para a próxima sexta-feira (31/10).

Aos 39 anos, o britânico Peter Buckley perdeu 256 vezes em 299 lutas. E, apesar de ter sido derrotado 88 vezes seguidas nos últimos cinco anos, ele lutará pela 300ª vez. “Estava mirando esta marca”, conta. “É um objetivo que quero alcançar, mas não vou continuar depois disso.”

Nos Estados Unidos, um boxeador que perde mais de dez lutas consecutivas costuma perder sua licença. Preocupado, o comitê que cuida do esporte no país submeteu Buckley a uma bateria de exames médicos. Mas, até hoje, ele tinha passado em todos – e pôde, portanto, continuar lutando e perdendo, lutando e perdendo...

Pelo menos na sexta, ainda que perca outra vez, Peter certamente sairá do ringue mais ovacionado do que o campeão.

Imagem: Knockout Images

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Direto de Shizuoka

Por: Felipe Simi


Espanhol, brasileiro e alemão. Nesta sexta-feira, três pilotos chamaram mais atenção do que os carros, durante os treinos livres para o Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1.

Fernando Alonso, o espanhol, revelou estar quase decidido sobre o macacão vestirá em 2009. Honda, Toro Rosso e Renault são as opções. “Mas não anunciarei nada antes do GP do Brasil”, ponderou ele, que, na temporada, acumula 38 pontos, ou o 7º lugar.

Rubens Barrichello, o brasileiro, viu seus fãs divulgarem um abaixo-assinado em prol de sua permanência na Honda. “Ele tem uma combinação única de experiência, talento e dedicação, o que faz dele um bom custo-benefício”, diz a carta.

Já Timo Glock, o alemão, foi o mais rápido deste dia de testes. Com 1min18s383, o piloto da Toyota superou os favoritos Lewis Hamilton, da McLaren, e Felipe Massa, da Ferrari. “Seria muito bom continuar assim, mas, obviamente, será difícil”, admitiu ele.

A largada para as 67 voltas do GP de Shizuoka, no Japão, acontece na madrugada de sábado para domingo, às 1h30min. Já qualifying será às 2h desta sexta para o sábado.

Para participar do abaixo-assinado a favor de Barrichello, clique:
http://www.petitiononline.com/181276/petition.html

Imagem: Honda

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O Favorito

Por: Felipe Simi

De um lado, Kimi Räikkönen: 1,78m, 71 kg, finlandês, 28 anos.
De outro, Felipe Massa: 1,66m, 59 kg, brasileiro, 27 anos.
Um é campeão do mundo e, nesta temporada, soma 57 pontos.
O outro ainda sonha com a primeira taça, mas, neste ano, já tem 77.
Dois pilotos. Dois troféus. A mesma escuderia.

Kimi está atrás, mas refuta ajudar Massa na reta final do Mundial.
Massa está na frente, mas, sem o finlandês, dificilmente conseguirá.
Hoje, contudo, o brasileiro ganhou dois aliados fortíssimos nesta rixa.

Tratam-se do chefe e do presidente do time, os italianos Stefano Domenicali e Luca di Montezemolo. De acordo com Domenicali, Kimi e Massa estiveram com Montezemolo, que deu as cartas dizendo que o objetivo da Ferrari é simples: ganhar tudo. Ou seja, tanto o troféu de pilotos quanto o de equipes.

Nesta semana, a Fórmula 1 chegou a Cingapura, onde, no próximo domingo (28/09), os 22 pilotos das 11 equipes vão percorrer à noite, pela primeira vez na história da categoria, os 5.067 km de um iluminado circuito na capital do país, a Cidade de Cingapura.




Imagens: Vince Caligiuri/Theage e Tim Chong/Reuters

domingo, 7 de setembro de 2008

F1 altera resultado

Por: Lucas Renato

No texto abaixo, você pode conferir os detalhes da corrida de hoje da Fórmula 1. No entanto, houve uma mudança fundamental no resultado da prova. Os comissários de investigação da corrida consideraram irregular a ultrapassagem de Lewis Hamilton sobre Raikkonen, que o fez vencer a corrida. Assim, o inglês foi punido e sua "nova colocação" é o terceiro lugar. Massa foi considerado, então, o grande vencedor do GP da Bégica. Agora, Hamilton está apenas dois pontos à frente do brasileiro, que conquistou 10 pontos nesta etapa do Mundial de Pilotos.

Hamilton vence na Bélgica

Por: Lucas Renato
É bem verdade que a Fórmula 1 de hoje não tem mais a emoção e pilotos excelentes de antes. É bem verdade que o inglês Hamilton não agrada a todos os gregos, troianos, palmeirenses e corintianos. Mas hoje a F1 relembrou os velhos tempos e o piloto da McLaren foi muito, muito bem.
A chuva deu o tom da corrida, disputada na Bélgica. Após largar na pole, Hamilton rodou na segunda volta, e Kimi Raikkonen não viu ninguém à sua frente até a penúltima volta.
A corrida ia morna. Raikkonen, todos pensavam, venceria; Lewis terminaria em segundo e Felipe Massa, em terceiro. Mas o inglês não estava feliz com a segunda posição. Foi pra cima do finlandês e, arriscando 8 pontos importantes no campeonato, passou o primeiro colocado. Daí em diante foi pura emoção. A chuva voltou forte e os carros mal conseguiam ficar na pista.
Hamilton chegou a rodar, e Raikkonen reassumiu a ponta. 100, 200 metros depois, foi a vez do "Homem de Gelo" não segurar seu carro. Volta Hamilton à primeira posição. Nessa loucura toda, Cléber Machado não se conteve: "Meu Deus, cadê o Felipe?"
E, pra completar o show de emoção em duas voltas, Kimi, que liderou praticamente toda a corrida, bateu e entregou a segunda posição para Massa. Hamilton, mesmo com dificuldade para manter o carro na pista, foi valente e venceu. Foi valente porque não se contentou com a segunda posição, conseguiu ultrapassar o líder e não foi vencido pela chuva. Uma grande vitória.
Agora, ele tem 80 pontos, contra 72 do brasileiro, que também teve seus méritos por terminar em segundo. Para a Ferrari, uma coisa fica clara: somente Felipe pode passar Hamilton no Mundial. Faltam 5 etapas. Semana que vem, já tem mais.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Enquanto isso, a Fina...

Por: Felipe Simi



Enquanto nosso compatriota Felipe Massa fazia o melhor tempo do dia na segunda sessão de treinos livres para o Grande Prêmio da Bélgica...

... a sérvia Jelena Jankovic chegava, pela primeira vez na carreira, à decisão do Aberto dos EUA após derrotar a russa e favorita Elena Dementieva...

... o goleiro Júlio César espalmava as críticas do presidente Lula às vésperas do embate brasileiro contra o Chile, pelas Eliminatórias da Copa...

... e o nadador americano Michael Phelps aproveitava, no Playboy Club de Las Vegas, a glória conquistada nos pódios da China...

... a também nadadora brasileira Rebeca Gusmão, de 23 anos, era banida do esporte pela Fina, a Federação Internacional de Natação, depois de um ano, um mês e 23 dias tentando provar ser inocente das acusações de doping que lhe tiraram as medalhas ganhas no Pan do Rio, em 2007, e a impediram de disputar as Olimpíadas neste ano.

Imagem: Márcio Rodrigues/ Fotocom.net

terça-feira, 22 de julho de 2008

Vamos contestar?

Por: Thiago Fagnani



Interessante o que li no site da Gazeta Esportiva esta tarde. O piloto australiano Mark Webber, além de coadjuvante no últimas temporadas, é colunista do site da BBC, e claro que o assunto em pauta é Fórmula 1.

Nesta semana, ele falou sobre o segundo lugar de Nelsinho Piquet no Grande Prêmio da Alemanha neste último domingo, ou melhor, contestou a corrida do brasileiro. Nada pessoal com Piquet mas sim, com as regras da FIA dentro da Fórmula 1.

Webber chamou de “bizarro” o fato de Nelson ter ultrapassado apenas um piloto na corrida, o japonês Kazuki Nakajima, que na verdade “rodou” na pista. Ele completou dizendo que “O safety car provocou um resultado bizarro, e acho que as regras são uma piada. Nelson seria o primeiro a concordar que ele não mereceu completamente o segundo lugar”.

E o piloto da Red Bull não parou por aí:

“Parece amadorismo quando um cara que fica próximo de ganhar a corrida larga em 17º e só ultrapassa um carro, a Williams de Kazuki Nakajima, porque ele girou”, continuou o piloto da Red Bull. “Para mim, não é disso que se trata a Fórmula 1”.

Interessante vermos esse ponto de vista. Quem se baseia na Globo quando o assunto é F1 não repara nestes detalhes. Talvez nem Galvão Bueno e Reginaldo Leme queiram prestar atenção em certos detalhe.

O que você acha disso?

Imagens: http://www.sport365.ro/, http://www.globo.com/

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Sorriso vermelho?

Por: Sabrina Machado

Alonso na Ferrari em 2009? Segundo o diário espanhol “AS” o piloto pode vestir as cores da escuderia vermelha no próximo ano. Será que é uma notícia apenas para alegrar os compatriotas?

Não. Acredite!

De acordo com a revista alemã “Sport Blind” o banco Santander, um dos maiores patrocinadores da McLaren, estaria negociando com a Ferrari para 2009. O pacote incluiria uma bolada de mais de 25 milhões de euros e também o piloto espanhol de brinde.

Coincidência ou não, o Santander começou a patrocinar a escuderia inglesa no ano passado quando Alonso também defendeu a McLaren. Ainda segundo a revista alemã o banco espanhol levando o piloto para a Ferraria apostaria em uma ação de marketing para seus negócios na Espanha.

Quer outra coincidência?

Alonso disse que anunciará em setembro o nome da equipe que defenderá na próxima temporada. A escuderia italiana tradicionalmente anuncia sua dupla de pilotos para o ano seguinte em casa, no GP da Itália. Neste ano, a corrida em Monza está marcada para o dia 14 de setembro.

Um alerta para Felipe Massa.

De acordo com o jornal “AS” o companheiro de equipe seria Kimi Raikkonen, principalmente após a péssima corrida de Massa em Silverstone. Mais uma corrida que demonstrou a ineficiência do brasileiro em corridas com pista molhada, em nove corridas com chuva ele cometeu algum tipo de erro em sete.
O finlandês também tem pontos contra, já que pessoas dentro da Ferrari criticaram a postura de Kimi com escassez de atitude no trabalho e excesso de interesse na vida noturna.

Façam suas apostas! Eu ficaria com a dupla atual, pois segundo a minha modesta opinião de torcedora da Ferrari o espanhol é um garoto problema...

Vídeo sobre os “amigos” Alonso e Massa:


Imagens:
EFE

segunda-feira, 7 de julho de 2008

BARRICHELLO É DO BRASIL

Por: Thiago Fagnani




Como é bom ver Barrichello no pódio da Fórmula 1 mais uma vez. Adoro quando um atleta desprestigiado manda um "cala boca" geral á nação.

Vamos analisar brevemente:

Em Silverstone a chuva não perdoou. São Pedro estava de mal humor e fez a pista virar um sabão. E quem apareceu? O nosso Rubinho. Isso mesmo, NOSSO!

Não estou falando que ele é o melhor piloto de todos, mas ele merece respeito. Veja o que o Campeão de 2008, Felipe Massa fez ontem. E o Raikkonen? Sem contar que Rubinho precisou fazer uma parada a mais do que os pilotos que estavam no pódio. O último brasileiro que vi com esse talento na chuva foi Ayrton Senna.

Outro fator que me faz admirar este piloto, são suas declarações, prestem atenção:

“Me sinto jovem, dou risadas dos problemas e trabalho ainda mais. Amo este esporte, amo a velocidade e não sei viver sem isso”

“Quando eu não fiz um treino muito bom e só consegui largar em 16º, eu fiquei decepcionado e liguei para o meu filho Eduardo, que acabou de fazer aniversário de 16 anos. Ele me disse o seguinte: - Papai, eu vou rezar para que chova amanhã (domingo), para você conseguir o pódio - Então, essa vitória eu dedico a ele. Parabéns, Eduardo.”

Rubens, continue mostrando o que você pode fazer com sua limitada Honda, mostre porque sua permanência na Ferrari foi de sete anos. Quero sambar contigo, quero fazer cara de bobo como sempre faz lá no pódio.


EU TENHO ORGULHO DE SER DO MESMO PAÍS DE RUBENS BARRICHELLO!

Imagens: www.globo.com

domingo, 22 de junho de 2008

Era uma vez...

Por: Sabrina Machado
Um país que sempre teve nomes no topo de um determinado esporte de velocidade chamado Fórmula 1. Ainda consigo recordar de alguns nomes, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, o segundo lembro um pouco, o primeiro ouvi muitas histórias.

Mas teve um piloto que fazia a alegria das minhas manhãs de domingo. Dava orgulho vê-lo correr. Agressivo, mas leal. Não temia e era muito temido. Na chuva então, mostrava ainda mais a sua soberania.

Campeão, Bi-campeão, Tri-campeão.

Ele, verdadeiro herói, o grande exemplo. Tanto nas pistas quanto fora dela.

Mas havia uma vilã. Uma curva. Nunca souberam explicar. Ele se foi. O país nunca mais veria o piloto erguendo a taça da vitória.

Desde sua época havia um outro piloto brasileiro. Um dia teve gente que apostou suas fichas nele, principalmente quando ele correu num certo carro vermelho. Mas esse piloto carrega uma sina de não ser vencedor.

A F-1 foi ganhando uma nova cara com o decorrer dos anos. Uma nova hegemonia. Mas hegemonia de um piloto só, um certo alemão. Um dia, ele abandonou as corridas, e agora, havia muitos pilotos em busca de uma nova supremacia.

Um espanhol, já bi-campeão, está tentando. Um finlandês, atual campeão, também tenta, mas às vezes não tem sorte. Um garoto inglês chegou a ser idolatrado, mas não é que ele erra “um pouco”.

Mas pela primeira vez, depois daquele piloto brasileiro que nos deixou naquela curva, um compatriota lidera o campeonato. Ele pode não ser um mito, um herói, mas ele pode sim fazer história.

Imagem
AP

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Todos contra um

Por: Felipe Simi

As máquinas estão na França. Os capacetes, na Inglaterra. Apesar de os boxes estarem quase prontos para o Grande Prêmio de Magny-Cours, no domingo (22/06), os pilotos da Fórmula-1 ameaçam boicotar o GP de Towcester, na Inglaterra, marcado para 06/07.

Graças à superlicença. É que, antes, cada piloto pagava R$ 4,2 mil além de R$ 1,112 mil por cada ponto conquistado no ano anterior.

Mas, em janeiro deste ano, a história mudou. O Conselho Mundial de Automobilism fixou R$ 24,9 mil aos pilotos e R$ 5 mil pelos pontos.

E, sem a superlicença, não se disputa a F-1. Por isso, de acordo com a edição desta semana da revista alemã Auto Motor und Sport, a Associação de Pilotos da F-1 quer se reunir logo com o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Max Mosley.

Se o dirigente não baixar o valor, o boicote deve acontecer.


Imagem: EFE

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Bi-campeão querendo atenção!

Por: Sabrina Machado

“Os erros de Lewis Hamilton não me surpreendem. As primeiras nove corridas do ano passado é que foram estranhas, com nove pódios. Tudo lhe veio de cara e ele teve sorte. Nem tudo depende do piloto. Neste ano, as coisas estão mais normais”.

O espanhol Fernando Alonso não perde uma oportunidade para alfinetar seu ex-companheiro de McLaren. O piloto ainda aposta nos bons resultados de seu Renault, mas ainda não sabe se continuará na equipe no próximo ano.

O bi-campeão tem que se preocupar mais com o seu futuro do que com Hamilton. ele é apenas o nono colocado com 9 pontos. E esse mal desempenho de sua equipe deixa o piloto receoso. “No final do ano, terei que tomar uma decisão e veremos onde estará a Renault”, declarou.

A próxima corrida será o GP da França em Magny-Cours e todas as atenções estarão voltadas para o atual líder Robert Kubica, o vice-líder Felipe Massa e por incrível que pareça (né, Alonso?) Lewis Hamilton. Além do atual campeão Kimi Raikkonen.

Imagem:
EFE

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