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quarta-feira, 2 de março de 2011

Jaqueline completa três semanas de recuperação e já inicia trabalhos na academia

Por: Rafael Zito
A ponteira Jaqueline, do Sollys/Osasco, completa nesta quarta-feira três semanas da artroscopia realizada no joelho esquerdo, já que o procedimento cirúrgico aconteceu no último dia 09 de fevereiro. A jogadora está apresentando uma recuperação bastante satisfatória e já começou a realizar trabalhos na academia, dando início ao processo de fortalecimento muscular. Além disso, a atleta já faz alguns exercícios de equilíbrio. O fisioterapeuta Fernando Fernandes se diz muito satisfeito com a evolução do tratamento.

"A evolução está muito boa e satisfatória. Já estamos realizando a parte de fortalecimento na academia tanto na perna do joelho operado quanto no restante do corpo. Não há edema no joelho dela e o mesmo já apresentou um ganho na massa muscular. Por isso, já estamos fazendo trabalho de equilíbrio e propriocepção. Se pensarmos em seis semanas como prazo mínimo que foi estipulado, hoje nós chegamos a 50% deste período e a recuperação já está próxima de 60% a 70% da capacidade dela", analisou Fernandes.

Nesta quarta-feira, assim como em todo período de recuperação, a jogadora realizou duas sessões de fisioterapia e o tratamento diário tem duração de seis horas. Projetando a sequência do planejamento, Fernandes adianta o tipo de trabalho que a jogadora poderá realizar a partir da quarta semana. "Ela já deverá realizar alguns treinos com bola, mas ainda sem saltar. Além disso, poderemos iniciar um trabalho de corrida, porém, o primordial seguirá sendo o reforço muscular para ela poder ter condições de saltar e realizar todos os movimentos necessários no voleibol", concluiu o fisioterapeuta.

Imagem:
Fábio Rubinato/AGF/Divulgação

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A força de bons patrocínios no interior paulista

Por: Raiany Guimarães


Antigamente, as grandes equipes, os maiores jogadores e os melhores patrocínios se concentravam nas grandes metrópoles paulistas, fazendo com que o interior ficasse de fora dessa jogada. Hoje, essa realidade está em transformação e muitas equipes interioranas estão fazendo a diferença no circuito nacional esportivo. Através de empresas que encaram o esporte como uma excelente opção de investimento para sua marca e\ou produto esse cenário, até então desfocado, vem ganhando força e brilho.
Catanduva, cidade do interior de São Paulo, tem uma das melhores equipes femininas de basquete, a qual conta com o patrocínio de uma das mais conceituadas redes de planos de saúde do Brasil, a Unimed. Hoje, o time catanduvense está disputando a semifinal da Liga Nacional de Basquete. Outros exemplos da força que o esporte vem apresentando no interior paulista podem ser vistos com as equipes de Franca, Ourinhos, Ribeirão Preto, etc.

Com dois times na Superliga 2010/2011, Araçatuba, cidade que fica há 526 km da capital paulista, conta com uma verdadeira constelação para compor as equipes do Vôlei Futuro, tanto masculina quanto a feminina. No ano de 2011, o time masculino conseguiu um feito inédito, o primeiro lugar do Campeonato Paulista. As meninas conseguiram ir longe, mas não o suficiente para ficar com o título da competição. Perderam na final para o Pinheiros/Mackenzie, fato que não foi suficiente para desanimar os torcedores da cidade.

A equipe masculina conta com os nomes de Lucão, Vissoto, Ricardinho e a feminina com Paula Pequeno, Joycinha, entre outras. Por trás do projeto e das equipes, existe a Reunidas Paulista, uma das maiores empresas de transporte rodoviário do país e que apoia o esporte na cidade. Além disso, há o auxílio de mais três parceiros que investem nas equipes e nos projetos sociais, levando o vôlei e o basquete para as comunidades carentes da cidade.

É fácil perceber que, por trás de grandes equipes como essas apresentadas, existem nomes de peso que tratam o esporte como um negócio e que, por sinal, é bem lucrativo. Patrocinar um esporte é uma forma de colocar a marca ou o produto em evidência. Essas duas equipes mencionadas se encontram onde estão, pois duas empresas de renome acreditaram que unir suas marcas com o esporte é sinônimo de sucesso e visibilidade, sem contar no rejuvenescimento de suas imagens.

Faltando 6 anos para o Brasil sediar as Olimpíadas, equipes estão sendo desmanchadas por falta de patrocínio, como foi o triste caso dos atletas de judô da cidade de São Caetano. Políticas nacionais, como a lei Incentivo ao Esporte, são ótimas no papel, porém, quando colocadas em prática, a excessiva burocratização assume o papel de vilã do esporte e acaba impondo barreiras ao desenvolvimento do esporte.

Se o Brasil pretende alcançar a décima posição no quadro de medalhas em 2016, precisa começar a mudar a visão sobre patrocínio. Há de se voltar os olhares para todas as modalidades e não apenas para o futebol, afinal, essa medalha a modalidade não tem.


Imagem:
O Regional
Júlio Penariol

sábado, 27 de março de 2010

O charme da Superliga

Por: Sabrina Machado

Os playoffs do principal torneio nacional do vôlei feminino começaram sem nenhuma surpresa – ao menos por enquanto. As quatro primeiras colocadas (Unilever/Rio de Janeiro, Sollys/Osasco, Pinheiros/Mackenzie e Blausiegel/São Caetano) conseguiram vencer em casa e estão a uma vitória das semifinais.

Hoje, acompanhei o jogo do Sollys de perto, no ginásio José Liberatti, em Osasco. A equipe começou o jogo nervosa, errando saques, recepções fáceis e pouco conseguia fazer nos contra-ataques. O destaque do primeiro set ficou por conta da número 1, a ponteira Elis do Praia Clube/Banana Boat.

Apesar da baixa estatura, a menina não tomou conhecimento do paredão osasquense, formado por Adenízia, Thaissa e Natália. Toda bola de segurança era ponto para o lado mineiro. Até que o técnico Luizomar percebeu que o jeito era sacar na melhor jogadora adversária para tentar encaixar o bloqueio e o contra-ataque. A estratégia deu certo.

No final, o Sollys/Osasco venceu a partida por 3x1, de virada, diga-se de passagem. Mesmo com atuação apagada da oposto Natália, o time conseguiu jogar um bom voleibol com Jaqueline. A moça estava virando todas as bolas, até quando estava na recepção.

Mas a equipe precisa abrir o olho, pois não pode depender apenas da número 8 para vencer as partidas decisivas. Não vai ser todos os jogos que ela fará 20 pontos. Excepcionalmente na partida desta tarde, a Natália, principal pontuadora do time no torneio, estava bem abaixo do esperado. E o técnico Luizomar, simplesmente não fez nada. A levantadora Carol também não fez uma ótima partida, errou o tempo da bola em algumas jogadas e fez com que as atacantes se “virassem” para tentar matar o ponto.

O Sollys/Osasco tem o melhor elenco da competição, mas precisa de um algo a mais para não deixar as situações adversas serem mais intensas do que a qualidade técnica do plantel. Não adianta ter as melhores peças, se o montador não consegue tirar o melhor de cada uma delas. Foi em partidas como a de hoje, que as meninas perderam na fase de pontuação. Elas conseguiram vencer os principais clássicos – Unilever/Rio de Janeiro e Pinheiros/Mackenzie – e perdeu para as “zebras” como o Sport/Recife.

Imagem:
www.adenizia05.com.br

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ele não é o melhor à toa

Por: Leandro Carneiro

Há quase três anos, o levantador Ricardinho foi cortado da seleção brasileira de vôlei masculino por Bernardinho. Os motivos alegados pelo vitorioso treinador foi problema de relacionamento do atleta com o restante do grupo.

Com o acontecimento, os oportunistas de plantão já começaram a jogar mil e uma pedras no treinador. Bernardinho teria feito isso para colocar o seu filho, Bruninho, no grupo como levantador.

Alguns campeonatos depois, ficou provado que a convocação de Bruninho não tinha nada a ver com o corte de Ricardinho. O talento do novo levantador é grande e ele poderia muito bem chegar na seleção sem ser filho do técnico.

Agora, Ricardinho volta para o grupo. Bernardinho colocou o atleta na lista de 22 nomes para a Liga Mundial. No entanto, no fim do próximo mês, três deixarão o grupo e não jogarão o torneio.

Mais do que uma simples convocação, Bernardinho prova ser uma pessoa coerente e sem birra. Com certeza, a presença de Ricardinho perante o grupo passa por uma retratação do levantador com os jogadores, técnico e confederação.

Como é um jogador de 34 anos, Bernardinho poderia muito bem seguir a frente com o grupo e ignorar o atleta que lhe trouxe problema, o que não fez, pois sabe do talento do levantador, mesmo tendo Bruninho jogando um vôlei forte pelo Florianópolis.

A realidade é que Bernardinho prova porque é o maior treinador de todos os tempos do vôlei nacional. No entanto, os oportunistas de plantão já levantaram a orelha como cachorros quando ouvem algo e estão prontos para pressionar o treinador. Se Ricardinho não for para o grupo final, as críticas estão preparadas. “Ele fez isso para humilhá-lo”, “Claro, o Bruninho está no grupo, não ia cortar o filho” e “Bernardinho é rancoroso”.

As chuvas de críticas serão uma pena, pois o Brasil deveria ser grato por ter visto o maior treinador do vôlei da história. Os jogadores são excelentes, mas o comandante é fora de série. Afinal, até o nome pedido no time nacional de futebol ele já teve.

Imagem: O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Favorita antes da competição, equipe estrelada do Pinheiros/Sky oscila na Superliga

Por: Rafael Zito

A edição 2009/2010 da Superliga apresenta um equilíbrio que há tempos não tínhamos no nosso vôlei interno. Diversos jogadores foram repatriados e reforçam os clubes em busca do título nacional. Mesmo o Florianópolis/CIMED sendo o atual campeão, a maior expectativa para a competição ficou concentrada na equipe do Pinheiros/Sky. Para tentar a conquista, o clube investiu pesado e contratou os campeões olímpicos: Giba, Gustavo e Rodrigão. Além deles, o levantador Marcelinho, medalhista de prata, também chegou para compor o grupo. Outro jogador experiente que faz parte do elenco é o cubano Alain Roca, que defendeu Cuba nos Jogos de Atlanta (96) e Sidney (00).


O investimento em atletas de ponta e com um currículo recheado de conquistas foi uma clara demonstração de que o Pinheiros/Sky não entrou no campeonato apenas para participar. O escolhido para comandar um elenco repleto de craques foi o renomado técnico Cebola. O treinador já conquistou a Superliga três vezes quando dirigiu a equipe do Minas Tênis. Após 16 rodadas disputadas, a equipe da capital paulista não figura com a campanha esperada pela grande maioria dos amantes do esporte. Com 14 vitórias e quatro derrotas, o clube aparece na quarta colocação. Neste sábado, o time contou com o retorno do ponteiro Giba, que esteve lesionado durante um longo período. No regresso do craque, o Pinheiros/Sky conseguiu uma vitória importante sobre o SESI, fora de casa, por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 42/40 e 27/25.


Uma vitória por 3 sets a 0 diante de um adversário como o SESI, que conta com os medalhistas olímpicos Anderson, Murilo e o ex-jogador Giovane Gavio, que hoje atua como técnico, pode elevar o moral da equipe e servir como estimulo para uma reação. Com o retorno do camisa 7, sem dúvida, o Pinheiros/Sky ganha uma força extra na luta pela consistência, já que o clube está oscilando bastante. Os comandados de Cebola obtiveram vitórias importantes contra o VIVO/Minas, em Belo Horizonte, diante do Vôlei Futuro, em São Bernardo, mas, ao mesmo tempo, foram derrotados em seu ginásio pelo Florianópolis/CIMED, por acachapantes 3 sets a 0. Além da derrota para os catarinenses, que ocupam a segunda colocação, o Pinheiros/Sky foi batido também pelo líder SADA Cruzeiro, em Minas Gerais, e pelo terceiro colocado, Montes Claros/FUNADEM, novamente em Minas Gerais.


Na sequência do campeonato, Giba e seus companheiros terão pela frente três partidas como mandante, inclusive, um confronto direto pelas primeiras posições contra o Montes Claros/FUNADEM, na última dessa série de jogos. Para essa equipe provar que tem condições de conquistar o título da Superliga será fundamental uma consistência em resultados positivos, principalmente agora que a competição está chegando à sua metade. Até o momento, o único destaque individual da equipe é o central Rodrigão, que é o sexto maior bloqueador da competição. Será que o Pinheiros/Sky conseguirá atender as expectativas colocadas sobre a equipe antes do começo da Superliga? Não sei se conquistará o título, porém, tem jogadores talentosos para jogar muito mais do que vem demonstrando até o momento.


Imagem:
Giba, Roca, Rodrigão – Site Oficial do Esporte Clube Pinheiros

quinta-feira, 11 de junho de 2009

De “cara nova”, seleção masculina de vôlei se prepara para a Liga Mundial

Por: Karin Thomazin

Bernardinho está no comando da seleção masculina de vôlei desde 2001. Com um currículo repleto de conquistas, o técnico tem mais um desafio pela frente, ao iniciar um novo ciclo olímpico com a disputa da Liga Mundial. A Polônia, que chega ainda esta semana em São Paulo, é o primeiro adversário do Brasil. Os jogos acontecerão nos dias 13 e 14 de junho, no ginásio do Ibirapuera.

No mês de maio, a seleção viajou pela Europa e disputou amistosos contra Alemanha, França e Espanha. Os confrontos serviram para testar os novos convocados e dar um padrão de jogo à equipe. Assim como na geração passada, Bernardinho acredita que pode ter, novamente, a oportunidade de estar à frente de um grupo vencedor.

Como em toda renovação após um time de tantas vitórias, Bernardinho não tem dúvidas de que os novos jogadores enfrentarão uma forte pressão por resultados.

Esta é a primeira competição após a derrota na final olímpica para o time dos Estados Unidos, em Pequim, no ano passado. Depois de cinco títulos consecutivos da Liga Mundial (2003-2007), será que esta nova formação conseguirá manter o mesmo ritmo da geração de Ouro (Atenas) e Prata (Pequim)?

O povo brasileiro sempre confiou em Bernardinho, e acredito que não serão decepcionados. Não enquanto ELE estiver no comando...

Karin Thomazin é estudantes de jornalismo e escreverá no BLOGJE sobre Vôlei, Basquete e Handball.

Imagens:
Divulgação/CBV

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

"Faz 1,5 ano que não falo com ninguém"

Por: Lucas Renato
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ex-levantador titular da seleção brasileira Ricardinho disse que faz um ano e meio que não conversa com ninguém do grupo.
Alguns fatos, acredito, não podem ser esquecidos. Por essa razão, não precisam nem de dia nem de hora para voltarem à tona. O rompimento Ricardinho-seleção é um dos casos mais importantes que ocorreram, neste aspecto, em nosso esporte.

Não dúvida de que ele fez muita falta ai Brasil em Pequim. Marcelinho é bom? É ótimo. Mas Ricardinho é craque de bola.

Depois um tempo razoável sem conversar com seus ex-companheiros, Ricardinho jogará, na próxima temporada, ao lado de Gustavo, que, junto com o ex-levantador, era um dos pilares da família Bernardinho.

Ricardinho disse ainda que a seleção é coisa do passado, não sente mais falta de jogar pelo conjunto nacional. "Assisti à semifinal e final olímpica, mas prefiro não comentar, não quero falar de seleção".

É uma pena que um casamento tão perfeito tenha acabado desse jeito.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Será o fim da hegemonia?

Por: Rafael ZitoNas últimas cinco edições da Superliga Feminina de Vôlei apenas duas equipes se revezaram com o troféu. Nestas edições, somente Finasa/Osasco e Rexona/Ades conquistaram o tão almejado título do campeonato brasileiro de vôlei. Na temporada 2002/03 o título ficou em Osasco, com o antigo BCN, atual Finasa. Nos dois anos subseqüentes o troféu permaneceu na cidade, com o bicampeonato do Finasa, nas temporadas de 2003/04 e 2004/05. Nestas duas últimas temporadas, o Finasa era comandado pelo técnico José Roberto Guimarães, atual técnico da seleção brasileira.

Após o tricampeonato, o Finasa já se preparava para comemorar o tetra. Porém, a partir de 2005 ressurgiu o Rexona, bicampeão da Superliga nas temporadas de 1997/98 e 1999/00. Nos dois títulos conquistados, o Rexona tinha sede em Curitiba, mas, esta nova versão da equipe teve uma mudança de região. Desde 2005 o clube se instalou no Rio de Janeiro e voltou a ser comandado pelo técnico Bernardinho, atual técnico da seleção masculina de vôlei. Com Fernanda Venturini comandando a equipe, o Rexona/Rio de Janeiro chegou ao topo do pódio nas duas últimas edições da competição, em finais dificílimas contra o Finasa.

A última equipe que conseguiu um título da competição nacional de maior importância sem ser Finasa e Rexona foi o MRV/Minas, na temporada de 2001/02. De lá para cá, antes mesmo da competição começar já sabido que a final será entre Osasco e Rio de Janeiro. As últimas quatro temporadas são prova disso, onde quando uma equipe ganhava a outra era, obrigatoriamente, a vice.

Para a temporada de 2008/09 surge uma equipe com o objetivo realista de tentar quebrar essa hegemonia reinante no voleibol feminino. A equipe do São Caetano/Blausiegel conseguiu repatriar três jogadoras da seleção brasileira, campeãs olímpicas, que estavam atuando no voleibol italiano. A levantadora Fofão, a ponteira Mari e a oposto Sheilla farão parte da equipe que tentará desbancar Finasa, do técnico Luizomar de Moura, e o Rexona, de Bernandinho. A equipe do São Caetano será comandada pelo técnico Antônio Rizolla.

A Superliga Feminina terá início no próximo dia 16 e outubro. A partir de então veremos se a hegemonia do voleibol feminino será mantida ou se o São Caetano conseguirá, com o reforço das campeãs olímpicas, desbancar Rexona e Finasa. Para este temporada, o Finasa conta com Thaisa, Sassá e Paula Pequeno como destaques, já o Rexona terá Joycinha, Carol Gattaz, Dani Lins e Regiane, como principais nomes. Depois do título olímpico, o voleibol feminino será o grande foco e precisamos dar um pouco mais de atenção para nossas competições internas. Que venha a Superliga 2008/09.

Imagens:
www.digiforum.com.br
UOL Esporte - Sheilla e Mari (Foto 2)
Lancenet - Fofão (Foto 3)

sábado, 23 de agosto de 2008

Sábado de sol

Por: Felipe Simi

Na China, a manhã de hoje rendeu mais duas medalhas ao Brasil.


Sobre os colchões do taekwondo, a paranaense Natália Falavigna lutou quatro vezes, venceu três e deixou o Ginásio da Universidade Ciência e Tecnologia de Pequim com um bronze inédito no peito.

Enquanto isso, na quadra do Ginásio Capital...

“A cor da nossa medalha é amarela, sim. Mas é amarelo de ouro!”
José Roberto Guimarães, técnico

“Agora, vão ter que nos aplaudir de pé!”
Mari, atacante

“Não podia esperar coisa melhor. Vou parar, mas não quero pensar nisso agora...”
Fofão, levantadora

“O grupo todo merecia muito isso.”
Sheilla, oposto

3 x 1. Foi assim, com parciais de 25/15, 18/25, 25/13 e 25/21, que a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou o ouro olímpico pela primeira vez na história. De alma lavada – afinal, desde os últimos Jogos na Grécia, em 2004, o time lutava contra a desconfiança nacional -, técnico e jogadoras riam, berravam e choravam emocionados. A pressão acabou.

E, com ela, vão-se também os Jogos Olímpicos.


Imagens: Reuters e EFE

terça-feira, 29 de julho de 2008

E agora, José?

Por: Lucas Renato


Ficou evidente, após a derrota para os Estados Unidos, pela semifinal da Liga Mundial, que os meninos de ouro do nosso vôlei ficaram absolutamente abatidos com o resultado. Na disputa pelo bronze, no dia seguinte, mais uma derrota, agora para a Rússia. O Brasil, pela primeira vez na era Bernardinho, fica fora do pódio em uma competição.

A poucos dias do início das Olimpíadas, bate um certo tremor na seleção e nos torcedores. Por que perdemos? E se isso acontecer em Pequim? Não somos mais os mesmos? Existem outras seleções melhores que a brasileira?

O problema não é perder. O problema é ver os Estados Unidos comendo a bola, com jogadores com alta capacidade física e técnica. O problema é não conseguirmos esquecer a derrota e perder logo na sequência para a Rússia, o que pode demonstrar uma certa instabilidade na seleção.

Além disso, fica claro que a nossa seleção, hoje, não é tão exuberante com há quatro anos. Nalbert, Giovane, Maurício e Ricardinho são melhores que Murilo, Samuel, Marcelinho e Bruninho. E também o Brasil, por sua força, é a seleção mais estudada de todas. Todos querem e precisam saber nossas qualidades no ataque, deficiências, melhores passadores, quem bloqueia menos, em que lugar da quadra o Giba ataca com mais frequência, onde o Marcelinho joga mais bolas etc. Uma infinidade de estudos deve ser feita.

Ainda assim, o Brasil tem os melhores jogadores do mundo, um ótimo levantador, um excelente técnico. Apesar de ter listado muitas dificuldades para alcançar o ouro olímpico, aposto todas minhas fichas no Brasil. Se Deus quiser, o tri é nosso!

E você, José? Acha que o Brasil vai ser campeão em Pequim? Ou acredita em outra seleção? Minha aposta tá feita: Brasil na cabeça!

Foto: Uol Esporte - Jogadores cumprimentam a torcida após partida contra a Rússia pela Liga Mundial

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Agora é Pequim!

Por: Lucas Renato


A Seleção feminina de vôlei passou por anos difíceis. Começando pelo desastraso resultado Olímpico de 2004, quando perdemos mais de 5 "match points" e vimos a chance do ouro ir embora, e passando pelo fiasco no Pan do Rio de Janeiro, quando perdemos o ouro aos olhos de nossa torcida.

Agora, superados alguns desintendimentos e a tentativa fracassada de retorno à seleção por parte de Fernanda Venturini, o Brasil, enfim, parece ter se recuperado. Mais do que isso: recuperou a confiança. Acabamos de vencer o Grand Prix, nosso sétimo título, com sobras. Cada vez que víamos notícias sobre o vôlei feminino era a mesma coisa: Brasil atropela um, passa fácil pelo outro, arrasa as cubanas, é campeão do torneio!

Que bom! Segundo especialistas, temos a melhor seleção de vôlei do mundo. Mas não podemos perder a concentração. A Rússia não jogou o torneio para se preparar para Pequim e não ser observada pelos adversários.

Zé Roberto, nosso técnico, quer que a convivência entre as jogadoras seja a melhor possível. Até as refeições devem contar com a presença de todas as atletas. E, ao que parece, não teremos o tão famoso nervosismo feminino. Para manter a harmonia no grupo, a comissão técnica decidiu até controlar a menstruação das jogadoras.

Com o uso de anticoncepcionais, nenhuma das atletas irá menstruar durante os Jogos Olímpicos. Vale tudo pelo ouro. Até controlar "aqueles dias" das mulheres.
Imagem: Arquivo

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Pequim, aí vou eu

Por: Lucas Renato

Na Copa do Mundo masculina de vôlei, disputada no Japão, o Brasil está muito próximo de conquistar uma vaga para as Olímpiadas de Pequim, em 2008. O torneio é disputado por 12 seleções, em sistema de pontos corridos, todos contra todos.

Hoje, a seleção venceu a Argentina por 3 sets a 0, parciais de 25/20, 25/22 e 25/16. Com o resultado, o time consagrado de Bernardinho assumiu a liderança da competição, que dá aos três primeiros colocados o direito de disputar os Jogos Olímpicos.

O Brasil, para alcançar a liderança, precisou de uma forcinha da Bulgária, que venceu a Rússia. Assim, até o momento, brasileiros e russos somam 8 vitórias em 9 jogos. No critério de desempate, o ponto average, divisão do total de pontos vencidos pelo total de perdidos, o Brasil leva vantagem.

Faltam apenas duas rodadas pra acabar o campeonato. E a próxima será decisiva. Brasil e Rússia farão o confronto direto. A equipe que vencer não só se aproxima de Pequim, mas dá um passo decisivo para a conquista da Copa do Mundo. O vencedor dificilmente perde a taça. O jogo acontece na madrugada de sexta para sábado, às 5h35, horário de Brasília.

Bulgária e Estados Unidos deverão mesmo brigar pela terceira e última vaga. No momento, as duas equipes têm 16 pontos. Os americanos levam vantagem no ponto average, e, a duas rodadas do fim, estão na terceira posição.

O Brasil começou muito mal o torneio. Logo de cara, tomou 3 x 0 dos Estados Unidos. Mas não se abateu. Mostrou reação e venceu as 8 partidas seguintes sem perder nenhum set. Apesar de não contar com o melhor levantador do mundo, Ricardinho, fora da seleção devido a brigas com Bernardinho, o Brasil vai muito bem no torneio, e mostra que um time campeão deve ter 12 titulares.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Mais uma vez, não foi dessa vez

Por: Felipe Simi

Depois de 132 jogos, 235 sets e quase duas semanas, a Copa do Mundo feminina de vôlei acabou na sexta-feira (16/11), no Japão. Durante exatos 14 dias, as 12 melhores seleções da atualidade exibiram-se em sete cidades diferentes da Terra do Sol Nascente: Hamamatsu, Osaka, Sendai, Kumamoto, Nagoya, Sapporo e Tóquio. Todas contra todas. Turno único. Estavam em jogo, além do título, três vagas para as Olimpíadas de Pequim, na China.

Foram 11 rodadas. Ao final delas, restava apenas uma seleção invicta, a Itália, que, com absoluto mérito, sagrou-se campeã pela primeira vez. Entre as vítimas do time de Aguero, Piccinini e cia., estiveram as norte-americanas, terceiras colocadas, e as brasileiras, vice. Apesar de terem carimbado o passaporte para a China, as meninas de José Roberto Guimarães deixaram a torcida – e, quem sabe, até elas mesmas - com algumas pulgas atrás da orelha.

Afinal, o que se esperaria de uma equipe que, já na terceira rodada, tinha superado Cuba, a sua maior rival sul-americana, em suados cinco sets? No mínimo, mais auto-confiança, certo? Errado. Duas rodadas mais tarde, aconteceu a primeira “pane”. O time vencia os EUA por 2 a 0, mas, inexplicavelmente, cedeu o empate e perdeu o tie-break.

Na nona rodada, elas vinham de três vitórias categóricas sobre Tailândia, Coréia do Sul e República Dominicana. Pareciam recuperadas do susto, mas foram a-tro-pe-la-das pelas italianas: 20/25, 23/25 e 19/25.

Tanto foi o constrangimento que, depois daquela partida, Guimarães se viu obrigado a reunir todas as jogadoras na sala de imprensa para, pelo menos, ajudarem-no a explicar a derrota aos jornalistas. Desconsertado, ele mesmo chegou a dizer: “Poucas vezes atuamos tão mal. Não oferecemos nenhuma resistência. Estou envergonhado”.

Nos dois últimos jogos, porém, a seleção se recuperou, perdeu apenas um set e se firmou na segunda posição, empatada em pontos com as norte-americanas e dois atrás das italianas. Uma diferença mínima que custou uma Copa inédita da qual as brasileiras, mais uma vez, foram meras espectadoras.

E parece que a mesma nuvem anda pairando sobre a seleção masculina. No último domingo (18/11), logo no primeiro jogo pela Copa do Mundo, o time de Bernardinho perdeu três sets seguidos para os Estados Unidos. Depois, contra Espanha e Egito, se recuperou... Mas, lá no fim do campeonato, quanto essa derrota vai custar para eles?

Imagem: AP

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