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domingo, 13 de fevereiro de 2011

As novas estrelas do Brasil estão nas Olimpíadas de 2012

Por: Raiany Guimarães
Molecada boa de bola, Lucas, Neymar e companhia conquistaram nesta madrugada o título do Sul-Americano e de quebra, garantiram a vaga para as Olimpíadas de 2012, após ganhar do Uruguai por 6 a 0, com direito ao bom e velho futebol brasileiro: moleque, divertido, descontraído e alegre.

A seleção sub-20 viu seu camisa 10, Lucas, dá show com a bola nos pés. Neymar, como sempre, fez o caminho do gol parecer simples no segundo tempo, e balançou a rede duas vezes, terminando a competição como o maior artilheiro.

Se o futuro do Brasil estiver nas mãos, ou melhor, nos pés dessa rapaziada, podemos no mínimo ficar esperançosos porque os meninos jogam muito. 2012 está aí, será que o título Olímpico, o único que ainda o futebol brasileiro não tem, está chegando?

Fica aí nossa torcida e nossos parabéns para a seleção sub-20 do Brasil.

Imagem:
Mowa Press

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Brasil perde segundo jogo na era Mano, e daí?

Por: Rafael Zito

Em Novembro, a Seleção Brasileira perdeu para a Argentina, por 1 a 0. Desta vez, a derrota foi para a França, em Paris, novamente, por 1 a 0. Esses dois resultados negativos em amistosos podem fazer com que já comecem a contestar o trabalho do técnico Mano Menezes. No entanto, acredito que ainda é muito cedo para isso. O treinador está reformulando o grupo e não se consolida uma forma nova de atuar de uma hora para a outra. É preciso dar tempo e afastar as análises precipitadas e sensacionalistas.


Não estou isentando o comandante de culpa e de alguns erros que cometeu. Porém, este é um momento de realizar testes com jogadores novos e com outros que receberam poucas oportunidades até então. Nesta quarta-feira, diante da França, o Brasil esteve melhor em campo durante o período em que as duas equipes estavam com 11 jogadores. Júlio César retornou e mostrou que ainda é o melhor goleiro brasileiro. O quarteto defensivo com Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e André Santos está consolidado e os quatro estão jogando bem, apesar das falhas dos dois laterais no lance do gol, já que André Santos deixou o adversário chegar à linha de fundo e Daniel Alves não fez a diagonal e deu espaço para Benzema concluir para o gol.

No meio-campo, Lucas se manteve como primeiro volante e Elias substituiu Ramires na função de segundo volante. Na linha de três armadores, Renato Augusto atuou pela direita, fez um bom primeiro tempo, mas sumiu após a expulsão de Hernanes, que atuava como meia pelo centro, no entanto, caindo bastante pela esquerda, onde estava postado Robinho. No ataque estava Alexandre Pato, centralizado. Vale lembrar que estão ausentes da Seleção os meias Paulo Henrique Ganso e Kaká e o atacante Neymar, que, certamente, terão espaço na equipe.

É lógico que as derrotas incomodam, entretanto, precisamos ter calma porque o trabalho está no início. Além disso, vale lembrar que o contestado Dunga venceu tudo que disputou e na hora da Copa do Mundo fracassou porque não observou o que acontecia no futebol brasileiro. Mano Menezes já mostrou que está atento ao que acontece e certamente não cometerá os mesmos erros do seu antecessor.

Imagem:
AFP

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Brasil precisa neutralizar Scola para superar Argentina

Por: Rafael Zito

Brasil e Argentina se enfrentam nesta terça-feira, às 15h, pelas quartas de final do Campeonato Mundial de basquete masculino, que está sendo disputado na Turquia. O vencedor deste duelo deve ter pela frente a Lituânia, que é favoritíssima para derrotar a China, na partida que acontece às 12h. Assim como todos os duelos contra os argentinos, o equilíbrio e a rivalidade estarão presentes. Neste embate teremos o reencontro do técnico Rubén Magnano com alguns jogadores que foram comandados por ele na conquista da medalha de ouro olímpica da Argentina em 2004, em Atenas.

As duas equipes entram em quadra com quintetos que se equivalem, com pontos fortes e fracos para ambos os lados. Pelo lado argentino, o principal destaque e homem de definição é o ala-pivô Luís Scola, com 2.07m. O cestinha do mundial, com média de 29 pontos por partida, deverá ser marcado por Anderson Varejão, com 2.08, com excelente poder de marcação. Apesar de ser um bom defensor, Varejão precisará da ajuda de Tiago Splitter para diminuir a pontuação de Scola. Ao mesmo tempo, Splitter não pode descuidar do pivô Fabrício Oberto, um jogador que atua na posição 5 e forma uma boa dupla com Scola.

Além de Splitter e Varejão, o Brasil deve entrar em quadra com o armador Marcelinho Huertas e com os alas Leandrinho e Alex. Já o técnico Sérgio Hernández completa o quinteto argentino com o armador Pablo Prigioni e com os alas Carlos Delfino e Hernan Jasen. Nos confrontos diretos, Huertas terá pela frente Prigioni. O brasileiro evoluiu bastante e tem sido o responsável pela maior consistência da equipe. É um armador dinâmico e que imprime bastante velocidade, no entanto, não tem tido um bom desempenho nos arremessos. O argentino é um exímio arremessador da linha dos três pontos e um armador cerebral, que dita o ritmo com extrema eficiência, colocando velocidade quando necessária e cadenciando o jogo quando preciso.

Nas alas, Alex é o jogador ideal para exercer uma forte marcação em Delfino, o homem com poder de definição do perímetro. O camisa 10 argentino tem excelente aproveitamento na linha dos três pontos e também é preciso em “chutes” de média distância. Uma defesa forte e pressionada em cima de Delfino será fundamental para que o Brasil tenha condições de superar nosso rival sul-americano. No outro confronto pela ala vejo Leandrinho com superioridade sobre Jasen, que deverá tentar anular o brasileiro no ataque. A única dificuldade de Leandrinho neste confronto será a disparidade na altura, já que Jasen tem 1.99m e o brasileiro 1.91m. Esse aspecto pode fazer com que Jasen jogue mais perto da cesta para usar estar “arma” a seu favor.

Além dos cinco prováveis jogadores que devem começar o jogo, Magnano tem em Marcelinho Machado, Guilherme Giovanonni e Marquinhos boas opções para mudar a situação de uma partida. Um problema para o Brasil são os suplentes dos pivôs Splitter e Varejão, pois Murilo e João Paulo Batista foram pouco utilizados e não estão agradando Magnano quando entram em quadra. Pela Argentina, as opções são os pivôs Léo Gutierrez e Roman Gonzalez, os alas Federico Kammerichs e Pablo Quinteros, e o armador Luís Cequeira.

Mesmo com mais opções pelo lado dos argentinos, acredito que não há favoritismo neste confronto. Para vencer o rival, o Brasil precisa apresentar um basquete consistente, com uma defesa forte e com bastante movimentação no ataque. A Argentina erra pouco durante as partidas, por isso, a Seleção Brasileira terá que atuar bastante concentrada para não deixar com que o adversário assuma o controle das ações.

Imagens:
www.fiba.com












sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mundial na Turquia pode iniciar nova era para o basquete brasileiro

Por: Rafael Zito
Neste sábado acontece a abertura do Mundial de Basquete Masculino, que será realizado na Turquia. Após a péssima 19ª colocação há quatro anos, no Japão, a Seleção Brasileira aposta no técnico campeão olímpico com seu país em 2004, o argentino Rubén Magnano, para atingir um resultado expressivo na atual edição do torneio.

Sem Nenê, que teve uma lesão muscular às vésperas da competição, o Brasil será comandado por Leandrinho, Anderson Varejão e Tiago Splitter. Além deles, o armador e capitão, Marcelinho Huertas, também será peça fundamental no sistema do treinador argentino. A equipe verde-amarela está no Grupo B juntamente com Estados Unidos, Croácia, Eslovênia, Irã e Tunísia. As partidas desta chave serão disputadas em Istambul e os quatro primeiros avançam para a fase de oitavas de final.

Com a força que possui no momento, o Brasil tem obrigação de conseguir a classificação, já que Irã e Tunísia não possuem jogadores do nível dos demais rivais do grupo. Mesmo sem as principais estrelas da NBA (Kobe Bryant, LeBron Jame, Dwyane Wade, Carmelo Anthony e Dwight Howard), os Estados Unidos são favoritos para a primeira posição da chave e na busca pelo título. Os estadunidenses apostam no ala Kevin Durant e no experiente armador Chauncey Billups.

Brasil, Croácia e Eslovênia brigam pela segunda, terceira e quarta vagas. Será uma surpresa se Irã ou Tunísia desbancar um desses três. No Grupo A, apesar das ausências de Manu Ginóbili e Andrés Nocioni, a Argentina deve ficar com o primeiro posto. A Sérvia, do armador Milos Teodosic, deve ameaçar os sul-americanos na disputa pela ponta. A terceira e quarta colocações desta chave devem ficar com Austrália e Alemanha, respectivamente.

No Grupo C, Turquia, dona da casa, e Grécia devem travar um duelo intenso pela liderança da chave. Os outros dois classificados deverão ser os russos e os porto-riquenhos, deixando Costa do Marfim e China fora da segunda fase. Já no Grupo D, os espanhóis entrarão fortes na disputa pelo bicampeonato. Apesar da ausência do pivô Pau Gasol, os atuais campeões mundiais contam com Juan Carlos Navarro, Ricky Rubio, Rudy Fernandez e Marc Gasol.

Além dos espanhóis, a chave apresenta quatro equipes que brigarão por três vagas. Lituânia, França, Canadá e Nova Zelândia apresentam capacidade para figurar na fase eliminatória do torneio. O Líbano é o único time que não possui chance de classificação. A competição se inicia neste dia 28 de agosto e o grande campeão será conhecido no dia 12 de setembro. Acredito que um bom resultado para o Brasil seja atingir as quartas de final, figurando entre os oito melhores do mundo. Qualquer resultado além disso será considerado lucro.

Imagem:
CBB/Divulgação

segunda-feira, 22 de março de 2010

Ele não é o melhor à toa

Por: Leandro Carneiro

Há quase três anos, o levantador Ricardinho foi cortado da seleção brasileira de vôlei masculino por Bernardinho. Os motivos alegados pelo vitorioso treinador foi problema de relacionamento do atleta com o restante do grupo.

Com o acontecimento, os oportunistas de plantão já começaram a jogar mil e uma pedras no treinador. Bernardinho teria feito isso para colocar o seu filho, Bruninho, no grupo como levantador.

Alguns campeonatos depois, ficou provado que a convocação de Bruninho não tinha nada a ver com o corte de Ricardinho. O talento do novo levantador é grande e ele poderia muito bem chegar na seleção sem ser filho do técnico.

Agora, Ricardinho volta para o grupo. Bernardinho colocou o atleta na lista de 22 nomes para a Liga Mundial. No entanto, no fim do próximo mês, três deixarão o grupo e não jogarão o torneio.

Mais do que uma simples convocação, Bernardinho prova ser uma pessoa coerente e sem birra. Com certeza, a presença de Ricardinho perante o grupo passa por uma retratação do levantador com os jogadores, técnico e confederação.

Como é um jogador de 34 anos, Bernardinho poderia muito bem seguir a frente com o grupo e ignorar o atleta que lhe trouxe problema, o que não fez, pois sabe do talento do levantador, mesmo tendo Bruninho jogando um vôlei forte pelo Florianópolis.

A realidade é que Bernardinho prova porque é o maior treinador de todos os tempos do vôlei nacional. No entanto, os oportunistas de plantão já levantaram a orelha como cachorros quando ouvem algo e estão prontos para pressionar o treinador. Se Ricardinho não for para o grupo final, as críticas estão preparadas. “Ele fez isso para humilhá-lo”, “Claro, o Bruninho está no grupo, não ia cortar o filho” e “Bernardinho é rancoroso”.

As chuvas de críticas serão uma pena, pois o Brasil deveria ser grato por ter visto o maior treinador do vôlei da história. Os jogadores são excelentes, mas o comandante é fora de série. Afinal, até o nome pedido no time nacional de futebol ele já teve.

Imagem: O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 8 de março de 2010

Brasil, o país da responsabilidade

Por: Leandro Carneiro

Irresponsabilidade. É a palavra mais batida quando se fala da gestão do esporte no Brasil. Qual foi a da vez? A morte do jogador na partida de futsal no Paraná. Não é aceitável que um esporte profissional seja praticado em um local em que existe risco para a morte de alguém.

Foi acidente? Foi, poderia não ter acontecido, mas vamos arriscar a vida de pessoas até quando? Não se limita aos profissionais. Acontecem acidentes em arquibancadas desmoronando, falta de ambulância nos gramados de futebol e agora uma quadra com fiapos soltos?

O mais estranho é que depois que algo acontece, o estádio passa por reforma, as ambulâncias aparecem nos gramados e a quadra de futsal com fiapos é interditada. Sabe o motivo disso?

A famosa irresponsabilidade. Do que? De não ter fiscalização de nada nesse país. Por que ninguém vai ao estádio antes dos jogos? Aos ginásios ver o estado? Segurança é o mínimo que uma pessoa merece ao fazer seu trabalho ou ver uma partida.

Mas tudo bem, o país está tudo em ordem. Nada de errado acontece e sediaremos uma Copa do Mundo e uma Olimpíada nos próximos anos. Bom? Pode ser que sim, pode ser que não, sem nenhuma menção ao Cléber Machado. A realidade é que somos uma verdadeira incógnita.

Não gosto nem de imaginar uma final Espanha e Brasil com craques como Xavi, Iniesta, Neymar, entre outros, no gramado em 2014 e a arquibancada caindo.

Sem lembrar do Mundial de basquete que tinha goteira no país. Mas pra que falar mal do Brasil? Temos Olimpíadas e Copa do Mundo em 2016 e 2014. Então está tudo certo, tudo bem.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Não saber perder, a síndrome dos brasileiros

Por Leandro Carneiro

O tempo passa e 12 anos após a Copa do Mundo de 1998, eu voltei a me deparar com a seguinte opinião alheia: “Copa é tudo arranjado, sempre sabem antes quem vai vencer”. Por que isso acontece? Porque as pessoas formam a sua opinião pela imprensa brasileira ao invés de criar a própria, analisando os fatos.

Então, para facilitar as coisas, analisemos os dois times da decisão de 1998. França tinha Barthez; Thuram, Leboeuf, Desailly, Lizarazu; Karembeu, Deschamps, Petit, Zidane; Djorkaeff, Guivarc'h. Já o Brasil Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair, Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Leonardo, Rivaldo; Bebeto, Ronaldo.

Tirando o fato de Taffarel ser o melhor goleiro daquele mundial e Ronaldo o melhor atacante, friamente, a França era mais time. Defensivamente, Thurram, Leboeuf, Desailly e Lizarazu davam solidez a equipe, muito mais que a brasileira. Ou alguém vai falar que Cafu marcava bem e que Júnior Baiano era um ótimo zagueiro? O jogo da Dinamarca responde sobre o defensor.

A França ainda tinha em seu banco de reserva os meninos Henry, Trezeguet, Pires e Viera. Todos viraram grandes jogadores e conquistaram títulos mundo a fora em sua trajetória no esporte.

Desculpe frustrar os brasileiros, mas Ronaldo não foi maior que Zidane. Não estou questionando a qualidade do Fenômeno, o maior atacante brasileiro dos últimos tempos, mas ele não jogou mais que o meia francês, quem entende de futebol, gosta do esporte, sabe disso.

Sinceramente? O Brasil não era pra ter se classificado para a decisão. O motivo? A Holanda também era mais time. Van der Sar, Reizeger, Frank de Boer, Stam, Jonk, Cocu, Davids, Ronaldo De Boer, Zenden, Bergkamp e Kluivert. Mas, nos pênaltis, Taffarel cresceu.

Mas deixando de lado a Copa de 1998, vamos analisar o Mundial de uma maneira generalizada. Se Copa do Mundo tem o seu resultado baseados em interesses políticos, qual o motivo para o Uruguai ter sido campeão em 1950? Quer mais lobby político do que o feito pelos brasileiros na ocasião?

Ok, essa é a exceção. Não! Por que o Brasil foi campeão em 1994? Qual a força brasileira? O Mundial foi nos Estados Unidos. O país é o mais rico do mundo e nunca ganhou a competição, nem em casa.

Venham falar da meia de Roberto Carlos nas quartas-de-final contra a França em 2006, mas um time que joga com dois atletas completamente acima do peso na maior competição do mundo, não pode nem sonhar em ficar com o título.
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