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Em Novembro, a Seleção Brasileira perdeu para a Argentina, por 1 a 0. Desta vez, a derrota foi para a França, em Paris, novamente, por 1 a 0. Esses dois resultados negativos em amistosos podem fazer com que já comecem a contestar o trabalho do técnico Mano Menezes. No entanto, acredito que ainda é muito cedo para isso. O treinador está reformulando o grupo e não se consolida uma forma nova de atuar de uma hora para a outra. É preciso dar tempo e afastar as análises precipitadas e sensacionalistas.
Por: Rafael Zito

Neste sábado acontece a abertura do Mundial de Basquete Masculino, que será realizado na Turquia. Após a péssima 19ª colocação há quatro anos, no Japão, a Seleção Brasileira aposta no técnico campeão olímpico com seu país em 2004, o argentino Rubén Magnano, para atingir um resultado expressivo na atual edição do torneio.
Há quase três anos, o levantador Ricardinho foi cortado da seleção brasileira de vôlei masculino por Bernardinho. Os motivos alegados pelo vitorioso treinador foi problema de relacionamento do atleta com o restante do grupo.
Com o acontecimento, os oportunistas de plantão já começaram a jogar mil e uma pedras no treinador. Bernardinho teria feito isso para colocar o seu filho, Bruninho, no grupo como levantador.
Alguns campeonatos depois, ficou provado que a convocação de Bruninho não tinha nada a ver com o corte de Ricardinho. O talento do novo levantador é grande e ele poderia muito bem chegar na seleção sem ser filho do técnico.
Agora, Ricardinho volta para o grupo. Bernardinho colocou o atleta na lista de 22 nomes para a Liga Mundial. No entanto, no fim do próximo mês, três deixarão o grupo e não jogarão o torneio.
Mais do que uma simples convocação, Bernardinho prova ser uma pessoa coerente e sem birra. Com certeza, a presença de Ricardinho perante o grupo passa por uma retratação do levantador com os jogadores, técnico e confederação.
Como é um jogador de 34 anos, Bernardinho poderia muito bem seguir a frente com o grupo e ignorar o atleta que lhe trouxe problema, o que não fez, pois sabe do talento do levantador, mesmo tendo Bruninho jogando um vôlei forte pelo Florianópolis.
A realidade é que Bernardinho prova porque é o maior treinador de todos os tempos do vôlei nacional. No entanto, os oportunistas de plantão já levantaram a orelha como cachorros quando ouvem algo e estão prontos para pressionar o treinador. Se Ricardinho não for para o grupo final, as críticas estão preparadas. “Ele fez isso para humilhá-lo”, “Claro, o Bruninho está no grupo, não ia cortar o filho” e “Bernardinho é rancoroso”.
As chuvas de críticas serão uma pena, pois o Brasil deveria ser grato por ter visto o maior treinador do vôlei da história. Os jogadores são excelentes, mas o comandante é fora de série. Afinal, até o nome pedido no time nacional de futebol ele já teve.
Imagem: O Estado de S. Paulo
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