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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Digno de um Oscar

Por: Sabrina Machado

Nesse domingo, o técnico Luiz Felipe Scolari completará 300 jogos no comando do Verdão – somando as duas passagens. O comandante está sofrendo muito nessa volta ao Palmeiras. Porém, conseguiu o que poucos apostavam: levar o time à liderança do campeonato e mais do que isso, deu um padrão tático à equipe alviverde.

Felipão tem a vantagem de poder trabalhar como poucos conseguem na panela de pressão que ronda os ares alviverdes. Se ele saca um atacante e coloca um volante para segurar o resultado, dificilmente o torcedor irá cornetar a ação – como faz com todos os outros. Dizer que o técnico é um vencedor é cair na redundância. Por isso, para homenagear Felipão, resolvi exaltar esse seu depoimento sobre a situação do treinador rival da próxima partida:

“Eu fico desestimulado ao saber que o Tite pode cair com uma derrota. Todos devem assumir o que aconteceu no Corinthians. Se tivesse que dizer algo agora sobre a chance de o Tite sair, falaria que gostaria até de perder esse jogo”.

Claro que Felipão entrará na partida orientando seus guerreiros em busca da vitória, mas uma declaração como essa só faz o treinador angariar mais fãs. 300 vezes, Parabéns Felipão! Se o Palmeiras não te der a felicidade de vencer o seu tricentésimo jogo como comandante verde, temos a certeza de que ficará contente com a permanência de Tite no Corinthians.

Imagem:
Divulgação

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Falta de empenho, apatia? Não! O problema do Corinthians é tático

Por: Rafael Zito
O Corinthians entra em campo logo mais para enfrentar o Deportes Tolima, pela primeira fase da Copa Libertadores da América. Este jogo define a sobrevivência do clube paulista na sequência da competição Sul-Americana. Para avançar, o time de Parque São Jorge precisa de um empate com gols ou de qualquer tipo de vitória. Em busca da vaga, o técnico Tite altera a forma de a equipe atuar. O treinador abandona o 4-2-3-1 e coloca em campo um 4-4-2 com um losango no meio-campo.

A mudança demonstra a insatisfação do comandante com a questão tática, o que realmente é o problema do Corinthians. Na última semana alguns discursos acalorados de torcedores e de “profissionais” da imprensa que adoram um sensacionalismo apontavam que o alvinegro tem sido um time apático, sem vontade, preguiçoso e outros adjetivos que indicam falta de comprometimento. Utilizar este tipo de argumento é reduzir o tamanho do problema e questionar o caráter dos atletas que se esforçaram o máximo que puderam no confronto do Pacaembu, quando o jogo terminou 0 a 0.

Neste primeiro embate, o Corinthians enfrentou dificuldades para ficar com a posse de bola devido ao absurdo espaçamento entre a linha dos três meias com os dois volantes e com centroavante Ronaldo. Além disso, os laterais pouco auxiliaram esses meias, que foram engolidos pela marcação dos colombianos. Para agravar o problema, o Timão sofre com a falta de condicionamento físico dos atletas, que ainda não estão nas suas melhores condições. Confesso que não gosto deste Corinthians com um losango no meio-campo, porém, talvez essa seja a melhor forma para agrupar o time.

Para esta noite, Tite mandará a campo o volante Ralf, centralizado à frente dos dois zagueiros, com Jucilei e Paulinho jogando pelos lados deste losango. A função de armador cairá para Jorge Henrique, que atua melhor pelos lados do campo, mas, acredito que possa se sair bem jogando centralizado e com a função de municiar os atacantes Ronaldo e Dentinho. Neste sistema, Dentinho deixa de ser um meia pela esquerda e passa a atuar mais próximo do camisa 9, o que pode melhorar o rendimento de ambos. O fato é que o Corinthians enfrentará muitas dificuldades diante do Tolima e penso que as chances de voltar da Colômbia com a vaga são pequenas. Entretanto, o futebol é um esporte surpreendente e a vantagem de poder empatar com gols ajuda o clube brasileiro na luta para sobreviver na Libertadores de 2011.

Imagem:
Sérgio Barzaghi/Gazeta Press
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