Mostrando postagens com marcador Ronaldo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ronaldo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Valeu a pena, ê ê"

Por: Cintia Coelho

Repeteco? Assunto batido? Passado?? Pode até ser, mas a despedida do eterno melhor do mundo não poderia passar em branco por mim.

(Atenção, este post será um relato de uma fã, uma torcedora que desde ontem acredita que o futebol ficou um pouco órfão)

Sou de 1987, mas o meu despertar para o esporte bretão se deu no início dos anos 90 e em 1993 surgia um tal Ronaldinho fora-de-série no Cruzeiro.

Copa do mundo nos Estados Unidos, o ano era 1994, minha primeira Copa (porque a de 90 eu pouco me lembro), um garoto mirradinho, de dentes separados, sorr

iso fácil, no alto dos seus 17 anos ocupou o banco de reservas, afinal ele era o nosso futuro, precisava adquirir experiência para ocupar este cargo de confiança, o cargo de craque brasileiro.

Brilhou no PSV Eindhoven, e em 1996 se transferiu para o Barcelona onde Ronaldinho se torna o FENÔMENO! Daí pra frente nunca mais houve um melhor, talvez o inesquecível Zizu (Zidane) tenha se aproximado, mas dentro da área, ah meu amigo, toca pro Fenômeno que é caixa!

Inter de Milão, em 1998 a Copa da França, a fatídica Copa da França, uma obscura derrota nacional. Sofremos, o Fenômeno sofreu, ganhou fama de Amarelão e saiu como principal culpado pela derrota para os Bleus.

Tempos difíceis, em 2000 a série de lesões, aquela imagem que nunca esqueceremos. A partir de então a palavra superação ganhou uma personificação, Ronaldinho virou Ronaldo, aquele que desafiou os limites da recuperação física.

2002, o artilheiro da Copa, o pentacampeão mundial, o autor dos

2 gols na final contra a Alemanha. Aquele domingo de manhã eu não me esqueço, aquele corte de cabelo duvidoso, aquele sorriso incomparável, a volta por cima, o melhor do mundo voltou.

Daí veio Real Madrid, a Copa 2006, os problemas com o peso, o maior artilheiro de todas as Copas.

2007 o Milan, e novamente a lesão. “E ai Fenômeno, vai pendurar a chuteira?” Escândalos inexplicáveis, treinamentos da Gávea e o problema com o peso virou uma constante...

“Ronaldo é do Corinthians!” “Hã?!” “É isso, ele é mais um louco no bando de loucos!!” “! 2009 fenomenal!” “ Mas como?? O Ronaldo está gordo e bichado!”

Conhece aquele dito popular “Nunca duvide de um gordinho”? E o camisa 9 fez o que de melhor soube fazer a vida inteira, se superou, deu a volta por cima. Campeonato Paulista, Copa do Brasil e gols antológicos, gols de fenômeno.

Mas chegou a hora do derradeiro final. Na última coletiva como jogador profissional, Ronaldo diz: Perdi para meu corpo.

Resposta errada, Fenômeno! Você tirou o time de campo porque o tempo é infalível. Neste campeonato que foi sua carreira, entre inúmeras vitórias e algumas derrotas, seu corpo virou seu freguês.

Termino este desabafo com um trecho de O Rappa:

“Se meus joelhos
Não doessem mais
Diante de um bom motivo
Que me traga fé
Que me traga fé...

Valeu a pena
Êh! Êh!
Valeu a pena
Êh! Êh!
Sou pescador de ilusões”

Obrigada, Fenômeno.

Imagens: Divulgação

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O novo saudosista

Por: Lincoln Chaves
Nunca fui muito apegado à moda, mas naquela ocasião, abri mão desse pensamento. Tinha 10 anos. Fui ao cabeleireiro e pedi para que "cortasse tudo". "Tudo?". "É, tudo". Não, não cortei tudo. Meus pais não deixaram, diziam que eu iria parecer malandro. Tudo bem, passei a máquina dois mesmo. Mas para mim, já era o suficiente. Cabelo cortado, voltei para casa, coloquei a camisa do Brasil e dei um largo sorriso no espelho. Os dentes à mostra, separados. Eu me sentia mais Ronaldo. Ronaldinho, ainda, à época.

Tenho certeza que não fui o único. Muitos outros fizeram o mesmo. Era a onda do "cabelo raspadinho, estilo Ronaldinho". E eu entrei nessa. Mas não tinha como ser um amante do esporte, em especial do futebol, e não entrar. Os mais jovens, como eu e os amigos que escrevem neste blog, certamente passam a maior parte do tempo ouvindo pais e nomes da velha guarda jornalística declamarem, como poemas, os esquadrões dos anos 60 e 70. Repetirem que não há craques como antigamente, e tudo mais.

De fato, existiram muitos craques no passado. Mas no presente, eles também existem. Como Ronaldo, só um. Não era exemplo de malemolência. Era exemplo de habilidade, aliada à força e explosão. Não era Pelé. Não era Romário, o maior gênio que já vi atuar dentro da área. Não foi o maior 10 ou o maior 11. Mas, certamente, é o maior 9 da história do futebol mundial. Será que os eternos saudosistas encontrarão jogadores como ele em seus empoeirados livros de cabeceira? Difícil. E não sou eu que digo isso. É a história.

Galvão Bueno é criticado, muitas vezes, por exagerar nos afagos a determinados jogadores. Mas quando ele diz que esta é uma segunda-feira triste para o futebol, ele está certo. Afinal, um dos maiores jogadores de todos os tempos, no planeta, está abandonando os gramados. Alguém que é, sim, exemplo. Não pelos excessos de hoje. Mas pelo que já passou. Operação nos dois joelhos. Anos de dor. E dois títulos mundiais. E três títulos de melhor jogador do mundo. E o posto de maior goleador da história das Copas do Mundo.

Sim, é muito mais fácil se superar quando se tem dinheiro para custear operações como as que Ronaldo teve na carreira. Mas por que, então, ele não desistiu nas três vezes que teve chance, se já tinha dinheiro para dar e vender? Por que se sujeitou a correr o risco de não dar a volta por cima e se queimar na história? Porque Ronaldo é diferente. Porque sabia que era possível. E muitos, mesmo sabendo que as coisas são possíveis, desistem antes de tentar, inclusive tentados pela tranquilidade financeira. E ele não desistiu.

O Brasil nem sempre valoriza aqueles que o representam. Brincadeiras acontecem, o próprio Ronaldo sabe quando o sarro é esportivo. Mas muitos exageram, e demais. A mídia falha demais na busca da espetacularização de seus elementos, e se preciso for, os rebaixa. Mas por que rebaixar um dos caras que mais deram orgulho ao brasileiro, seja ele fã de futebol ou não? Não só por seus títulos, mas por sua personalidade e pelas vitórias dentro e fora de campo?

Lembrar dos grandes é sempre bom. Todos gostam de recordar Pelé, Garrincha, Friedenreich, Tostão, Zizinho, Ademir da Guia, Feitiço... Mas às vezes ignoram que um desses monstros está muito mais perto do que imaginamos. A partir desta segunda, no entanto, Ronaldo mudará de degrau. Vai para a lista dos saudosistas. Mas a dos novos saudosistas. Aqueles que talvez não entendam o que representa um Pelé ou um Maradona. Mas que, a partir de hoje, vão começar a entender quem é - e foi - Ronaldo Luís Nazário de Lima.

Fico feliz por quem viu e viveu plenamente Pelé, o maior de todos os tempos. Mas fico ainda mais feliz pelos que, como eu, viram e viveram Ronaldo. O maior da minha geração, a geração dos próximos saudosistas. Aquela que, desde já, torce para que Messi, Cristiano Ronaldo e, certamente, Neymar e Paulo Henrique Ganso, joguem mais alguns milhares de anos, para que despedidas tristes como a desta segunda não ocorram tão cedo.

Obrigado, Ronaldo, pelo monstro que você foi para o esporte mundial.

Imagem:
IG/AP

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Flamengo X Corinthians - Um duelo de gigantes pela América

Por: Juliano Macedo

Flamengo X Corinthians

Com certeza o confronto entre alvinegros e rubro-negros é que mais chama atenção nas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América 2010.

Enquanto o Corinthians terminou com a melhor campanha da primeira fase, com 16 pontos, o Flamengo vive uma crise em seu elenco e se classificou na bacia das almas, no 16º lugar. Mas por ser um clássico de proporções gigantes, pode se esperar de tudo neste confronto.

Ronaldo voltará e jogará contra o time do seu coração. Adriano, em péssima fase, tem a chance de mostrar que Dunga ainda pode levá-lo ao mundial. Roberto Carlos, tem jogado muito bem nas últimas partidas e ainda acredita que pode ser lembrado pelo treinador brasileiro, mesmo sendo pouco provável. Vágner Love, por sua vez, é velho conhecido da equipe alvinegra e já se deu bem contra o rival jogando com a camisa do Palmeiras. Esses são os quatro principais jogadores do confronto. Flamenguistas e corintianos apostam suas fichas neles.

Outro fator que pode ser decisivo nesta partida é o quesito goleiros. Bruno, do Flamengo, é inconstante e não passa confiança. Enquanto isso, o jovem Júlio César enfrentará o primeiro grande desafio de sua carreira. É capacitado, mas a falta de experiência pode pesar negativamente.

O Corinthians busca o inédito título, enquanto o Flamengo vai atrás do bicampeonato. São 55 milhões de torcedores em jogo. 35 pelos lados rubro-negros e 20 milhões de fãs alvinegros. É difícil apontar um favorito num duelo como esses, mas a consistência corintiana pode ser decisiva contra a desorganização dos cariocas. É um ligeiro favoritismo, mas é. Além do mais, o Timão tem a vantagem de jogar a segunda partida no Pacaembu, onde a torcida costuma empurrar o time.

A emoção vai começar e só um gigante do futebol brasileiro prosseguirá na competição. O vencedor, com certeza, sairá fortalecido para o restante da Libertadores. Serão dois jogos imperdíveis protagonizados pelos atacantes titulares da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2006. Craques no gramado e polêmicos fora dele. Quem sairá vencedor?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sempre elogiado, Ronaldo convive com críticas por mau momento

Por: Rafael Zito
Em dezembro de 2008, o Corinthians surpreendeu a todos e anunciou a contratação do atacante Ronaldo, um dos jogadores mais vitoriosos do futebol mundial e o maior goleador da história das Copas do Mundo, com 15 gols. O jogador chegou ao clube de Parque São Jorge com 31 anos e tinha uma missão difícil pela frente: se recuperar de mais uma grave lesão no joelho e voltar a atuar em alto nível. Com boas atuações e preciso nos momentos decisivos, o camisa 9 foi determinante para as conquistas da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista de 2009.

Com os títulos e as boas exibições em seu primeiro ano com a camisa do Timão, Ronaldo caiu nas graças dos torcedores e passou a ser defendido pelos adeptos para voltar a ser convocado pela seleção brasileira. Na atual temporada, o centroavante não conseguiu repetir o futebol mostrado no ano passado, tem sido criticado pela imprensa e já existem focos de contestação do torcedor alvinegro. O ápice das criticas aconteceu depois da derrota para o Paulista, por 1 a 0, pelo Paulistão, quando alguns torcedores hostilizaram o camisa 9 na saída da Arena Barueri, local da partida.

A psicóloga Vanessa Bernardo explica a relação da torcida com um jogador do seu clube. “O torcedor está ali vivendo o que o jogador está executando em campo, o torcedor vive o imaginário, veste a camisa de seu time, idealiza seu craque, aquele que mais tem destaque e é desejado pelo outro, seja este outro um time ou um adversário”. A doutora Vanessa foi mais além e completou: “o comportamento dele na visão dos torcedores não pode mudar, ele tem que ser o melhor sempre, com atitudes, desempenho e ação. O torcedor esquece que ele é um ser humano comum, pode mudar e não se dedicar tanto a algo, principalmente depois de ter vivenciado a fama”.

Mesmo com o mau desempenho neste ano, os fatos ocorridos na derrota para o Paulista parecem não refletir o sentimento da maioria dos corintianos. “Acho que foi um fato isolado de alguns torcedores que cornetam. Quem entende de futebol e compreende o Corinthians sabe que é uma fase, conhece o Ronaldo e sabe que quando ele estiver bem será decisivo. Para mim ele vai ser muito importante para o Corinthians. É um ídolo, não deixei de acreditar nele e acho que boa parte dos corintianos também”, disse o torcedor Fabio Henrique de Lima.

Outros dois torcedores concordam com a opinião de Fábio Henrique e seguem acreditando no camisa 9. “Eu acho que foi um fato isolado. Aquele jogo não era para o Corinthians perder e, por isso, alguns torcedores devem ter ficado nervosos e perderam a razão. Eu acho que o Ronaldo ainda tem grande aceitação”, declarou Rodrigo Urcci, torcedor e web design. “Eu acho que o Ronaldo, mesmo não rendendo o esperado, ainda recebe apoio da torcida. Todos sabem a importância dele no campo e torcem muito para ver um gol dele. Como todos sabem do potencial dele é normal a torcida cobrar bastante”, disse o torcedor Gustavo Kamada.

Segundo a psicóloga, o fato de o jogador ter uma carreira reconhecidamente vitoriosa e de ser um ídolo mundial faz com que tenha um tratamento diferenciado e uma tolerância maior por parte dos torcedores. “Tem (tratamento diferenciado), não temos como deixar de perceber que ele é mais idealizado como o jogador perfeito, é mais cobrado como se ele não pudesse errar por um dia ter sido o melhor. Ele é visto como algo ideal dos ideais” declarou. “Ele recebe sim certa tolerância pelos torcedores, mas em algum momento vão cobrar a competência e capacidade de ser o melhor, de fazer gols, de executar um grande jogo”, complementou.

Sobre este tema, os torcedores entrevistados possuem opiniões convergentes. Para Fábio Henrique, o jogador é tratado de maneira diferente aos demais atletas. “Ele não é tratado como qualquer outro jogador. Ele foi um ícone e um fenômeno no futebol europeu e aqui ele não deixou de ser. Agora nós podemos ver de perto a qualidade e o empenho dele. Ele é um jogador diferenciado. Não tem como compará-lo com qualquer outro jogador”, disse. “No meu modo de ver o tratamento é diferente. Por ser o ídolo que é a gente acaba dando um desconto. Ele tem crédito. É um grande jogador. Sou fã do Ronaldo”, afirma Urcci. No entanto, apesar de concordar que o jogador é visto de forma distinta, Kamada coloca o clube acima do atleta. “Acho que acaba recebendo um tratamento um pouco mais diferenciado por causa de seu histórico e conquistas, mas ele, acima de tudo, é um jogador do Corinthians e deve respeitar a camisa como qualquer outro jogador do time”.

Dando sequência à análise do comportamento da torcida alvinegra com Ronaldo, a doutora Vanessa comenta a relação de amor e ódio que pode existir com um ídolo. “No começo de uma paixão não percebemos os defeitos, depois de ver que são jogadores comuns, com suas qualidades de jogadores, já se começa a pegar mais no pé, a torcida exige a altura de sua fama. Esta é uma relação também vista em amor e ódio, hoje se ama, tudo é lindo e acontece a idealização, logo chega o ódio, a visão dos defeitos, a exigência de se manter num patamar de melhor, como se tivesse que viver só para o jogo, ser o melhor sempre, esquecendo de sua fama, de sua vida fácil, de ter tido uma grande explosão de status vinda pelos mesmos torcedores que o levaram num ápice e ali ele se perde, mostra seus pontos fracos e que nem tudo que brilha é ouro”, explicou.

Sobre as contestações que surgiram, os torcedores corintianos acreditam que a opinião da mídia tem grande interferência no olhar de quem está nas arquibancadas. “Para o cara que gosta do Ronaldo a mídia não interfere tanto. Mas para outros torcedores a mídia interfere bastante. As críticas da imprensa influenciam até no próprio jogador. Não tem como não influenciar”, falou Urcci. Kamada segue a linha de raciocínio de Urcci e está de acordo que a imprensa interfere na visão dos adeptos. “Acho que sim. O papel da mídia como formadora de opiniões acaba influenciando muito os torcedores, mas cabe a eles diferenciarem uma opinião de um fato”, declarou.

Para finalizar, o torcedor Fábio Henrique exemplifica em uma frase os dois tipos de sentimento que possui em relação ao atacante. “Eu continuo confiando e apoiando, mas em alguns momentos dos jogos a gente fica meio bravo e nervoso de vê-lo um pouco parado e sem movimentação. Mas acredito que em uma oportunidade que aparecer ele vai concluir bem”. Hoje, com 33 anos, Ronaldo renovou seu contrato com o Corinthians até o final de 2011. Neste período em que pretende continuar entrando em campo, o camisa 9 seguirá convivendo com elogios e críticas. O fato é que Ronaldo é um fenômeno tanto para o lado positivo como para o negativo. Um diferenciado em todos os sentidos.

Imagem:
Sérgio Castro/AE

sexta-feira, 12 de março de 2010

A dura vida dos atacantes

Por: Juliano Macedo


O atacante é o homem mais decisivo no futebol. Ele tem o poder de decidir uma partida. A favor, se marcar os gols. Ou contra, se perdê-los. Convive com a pressão da torcida, do técnico, dos próprios companheiros de time e da imprensa. Encara fortes retrancas, zagueiros botinudos e bons goleiros. Não fosse tudo isso, ainda tem de encarar o árbitro, que muitas vezes não marca as faltas e os pênaltis que sofre. Tem atacante de todos os tipos, desde os artilheiros, passando pelos eficientes, pelos importantes taticamente, os cai-cais, os ruins e também os grossos.

Escrevo esse texto essa semana, pois um fato tem chamado a atenção. Ronaldo, atacante do Corinthians, é idolatrado por onde passa. Recebe honrarias e é paparicado por todos. É óbvio que fez por merecer tudo isso. Construiu uma carreira brilhante, jogou em clubes grandes e se tornou um ídolo mundial. Até embaixador da ONU o fenômeno é. Mas com o tempo, as lesões e sua vida social se tornaram seus grandes adversários. Ninguém apostava nenhuma ficha no atacante. Até o dia em que ele desembarcou no Corinthians disposto a mudar e voltar a ser o grande atacante que sempre foi. E conseguiu. Como não podia deixar de ser, novamente de forma brilhante.

Com a camisa alvinegra, Ronaldo fez gols, deus assistências e brilhou em 2009. Comandou o Corinthians na conquista do Campeonato Paulista de forma invicta e também no título da Copa do Brasil. Logo, aqueles que eram fãs do Fenômeno por suas atuações com a camisa brasileira, o colocaram num patamar de ídolo da nação corintiana também. Um ano perfeito e as expectativas para 2010 não podiam ser melhores.

Enquanto isso, o São Paulo contratava o atacante Washington. Velho conhecido, experiente e fazedor de gols por onde passou. Artilheiro na Ponte Preta, no Atlético-PR, no exterior e no Fluminense. Era a hora de provar o seu valor num grande clube paulista. O São Paulo foi eliminado no Paulistão e na Libertadores e, Washington, que veio para ser ídolo, se tornou vilão. Continuou fazendo seus gols e perdendo outros tantos. A torcida começou a pegar no seu pé e até para o banco de reservas ele foi. O São Paulo também não conseguiu vencer o Campeonato Brasileiro e por pouco Washington não foi negociado. Renovou seu contrato para 2010 e também suas esperanças.

O tão falado ano de 2010 começou e as coisas se inverteram. Ronaldo ainda não conseguiu entrar em forma e aparentemente está pior fisicamente do que no ano passado. Talvez não mais gordo, mas com certeza, mais lento. Ainda não brilhou e já começaram as críticas e até os pedidos para que ele vá curtir uma temporada ao lado de Mano Menezes no banco. Já Washington, começou o ano como terminou, errando muitos gols, mas também sendo mais decisivo do que antes. Até o momento, o atacante são paulino disputou 12 jogos e fez nove gols. Uma boa marca. Poderia ser melhor? É claro que sim, mas aos poucos a torcida do São Paulo, que certas vezes se irrita como o caneludo Washington, também comemora os gols importantes do 'Coração Valente' em tantas oportunidade.

Realmente a vida dos atacantes não é fácil. O que hoje está perfeito, amanhã pode se tornar uma tormenta. Em nenhum momento comparo a qualidade técnica de Ronaldo com Washington. Não seria tão louco para isso. Mas o engraçado é que enquanto um é decisivo hoje e outro estagnou, amanhã o quadro pode se inverter novamente. E o ciclo continuará. A perseguição ao camisa 9 é intensa e eterna. Mas quando a fase é boa, se transforma no jogador mais importante da equipe.

Montagem: Juliano Macedo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O Marketing começa a entrar em campo no Brasil

Por: André Pinheiro
Dentro das quatro linhas, o nosso futebol é o melhor do mundo. Fora delas, deixa muito a desejar e precisa evoluir. Porém, os dirigentes brasileiros estão entendendo a importância de um projeto de marketing para o clube. Ter craques atrai dinheiro de várias formas, sendo de patrocínios ou até mesmo no aumento de bilheteria.

A vinda de Ronaldo para o Corinthians foi um marco nesse aspecto. Com ele, o clube alvinegro pode se dar o luxo até de aumentar consideravelmente o preço de seus ingressos (e olha que é o time do povo). Mas o fiel torcedor paga pelo espetáculo, pelo craque, e claro, para não ficar distante de seu time.

Fora isso, o projeto de sócio-torcedor do Timão já é um sucesso. O momento financeiramente é muito bom para um clube que há menos de três anos estava afundado em uma das suas maiores crises, tanto dentro como fora dos gramados. Deu a volta para cima.

Para a temporada de 2010, a diretoria corintiana fechou com o maior patrocínio do país: cerca de 41 milhões com o grupo Hypermarcas. Sem contar os demais patrocínios pelo uniforme. Ronaldo, Roberto Carlos e o centenário foram os atrativos. O valor é o quinto maior do mundo, ficando atrás apenas dos poderosos clubes europeus, como Real Madrid, Bayern de Munique, Liverpool e Manchester United.

Além disso, essa renda pode aumentar se a equipe obtiver sucesso na Copa Libertadores e no Mundial de Clubes. A premiação é boa. Vale lembrar que são empresas que pagam grande parte do salário de Ronaldo, assim como irá acontecer com Robinho no Santos, pelo que garante o presidente do Peixe.

E os bonequinhos dos craques? Ronaldo, Guinãzu e agora Robinho já estão nas lojas. Apesar do preço ‘salgado’ fazem um tremendo sucesso. Com ídolos, a venda de camisas aumenta, a presença do torcedor nos (desconfortáveis) estádio também, e quem ganha com isso é o espetáculo e o caixa dos clubes.

Que aproveitem a presença de Ronaldo, Robinho, Roberto Carlos e Adriano!

Imagem:
ShopTimão

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

E de empate em empate....

Por: Karin Thomazin

O Corinthians terminou a quarta rodada do Paulistão perdendo a chance de assumir a liderança isolada do campeonato. Após a derrota de Portuguesa e São Caetano, o Timão apenas empatou com o Mirassol no Pacaembu.

Ronaldo mais uma vez foi o destaque do jogo, marcando seu primeiro gol dos 30 prometidos para a temporada. Mas saiu de campo sentindo dores na coxa direita e como dúvida para o clássico do próximo domingo.

A igualdade até poderia ter dado a liderança ao clube do Parque São Jorge, com oito pontos. Mas o Palmeiras, que após um magro placar de 1 x 0 contra o Monte Azul, e um jogo desanimadamente chato de assistir, chegou à mesma pontuação e leva a melhor no saldo de gols (5 a 2). Portanto, o clássico entre os rivais, domingo, às 17h, no Pacaembu, vai presentear o vencedor com a liderança isolada.

O Corinthians só atacou durante os 45 minutos do primeiro tempo. Verdade seja dita, não foi com aquele entusiasmo que o torcedor alvinegro esperava, mas o controle do jogo foi todo do Timão. A primeira chance aconteceu aos cinco minutos. Ronaldo deu bom passe para Tcheco na grande área, o meia caiu e pediu pênalti, mas o árbitro nada marcou.

Mesmo não criando grandes jogadas, o Corinthians foi superior na partida, e foi “premiado” aos 44 minutos. Tcheco cobrou falta na área, a zaga do Mirassol fez uma linha burra de impedimento, e Ronaldo recebeu livre. Daí, nem é preciso dizer. Foi só cortar o goleiro e correr pro abraço! Faltam 29. Promessa, é promessa.

O segundo tempo foi igual, e após uma falha de Balbuena e Felipe, a bola sobrou fácil fácil para Lins, que deu uma bicicleta direcionada para a pequena área. Depois da confusão, Ferreira apareceu para cabecear e empatar a partida.

Após determinado lance, Ronaldo levou a mão à coxa direita e caiu no gramado. Imediatamente, o atacante foi substituído por Bill. Mais uma lesão pra começar beeeeeem o ano do fenômeno.

O empate persistiu até o fim da partida, porque cá entre nós, entrosamento é uma palavra que não está se encaixando muito bem ainda no time de Mano Menezes. Também, com tantas opções...

Agora resta esperar pelo clássico e saber se finalmente o Corinthians quebra o jejum de vitórias contra o rival. E lá vamos nós!

Imagem:

Divulgação: globoesporte.com

BlogBlogs.Com.Br