Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

"Meu filho, você é o escolhido. Pode ir, vai lá..."

Por: Lucas RenatoEm algum momento, Roger Federer ouviu essas palavras. Ele acreditou e aproveita cada segundo, cada momento por ter sido o escolhido. Depois do que vivemos ontem, não dá mais pra negar. Ele é o melhor da história, o mais técnico, o que menos sente a pressão dos grandes pontos. Ele faz aquilo que só ele é capaz de fazer. Por isso, neste domingo, tornou-se o maior vencedor de Grand Slams do mundo. 15 títulos com apenas 28 anos. Em todos os pisos: grama, terra e cimento. Como se não bastasse, Federer voltou a ser o número 1 do ranking. Tirou Rafael Nadal do topo.

Seu adversário, Andy Roddick, foi um verdadeiro gigante. Sem a menor dúvida, ele fez a melhor partida de sua vida. Perdeu porque faz parte do esporte. Andy mostrou coisas que nunca foram suas marcas registradas: tranquilidade, concentração, frieza e, principalmente, encarar Roger de igual pra igual.

5-7, 7-6, 7-6, 3-6, 16-14. Partida mais equilibrada seria impossível. O detalhe definiu o vencedor. Roddick teve, ao longo da partida, 38 games de serviço. Ganhou os primeiros 37... Perdeu o trigésimo oitavo. O último game da partida. Perdeu o jogo. Na única vez que foi quebrado, Andy deparou-se com o vice-campeonato de Wimbledon. Mas saiu de cabeça erguida. Sem dúvida, ele fez a melhor partida de sua vida.

Roddick, pra não dizer que teve a partida nas mãos, esteve muito perto de se tornar o vencedor de Wimbledon. Venceu o primeiro set e tinha 6-2 no tie break do segundo. Permitiu a virada de Federer, que estava visivelmente abalado àquela altura. Jogando contra o "escolhido", Andy não poderia deixar escapar a chance de sentar na cadeira vencendo por 2 a 0. Ele permitiu e acabou perdendo a partida.

2009, sem dúvida, terá um espaço marcante na bibliografia de Federer. Casou-se em abril, venceu Roland Garros, completando os 4 Grand Slams, venceu mais uma vez Wimbledon e, de quebra, passou Pete Sampras, tornando-se o maior vencedor de majors do tênis.

Em agosto, nasce o seu primeiro filho. Alguém, um dia, disse: "Meu filho, você é o escolhido. Pode ir, vai lá..."

Imagem:
Roger Federer – Agência Getty Images

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Copa “Gladiadores” da América

Por: Sabrina Machado

Mineirão, 19 de fevereiro de 2009. O Cruzeiro estreia na Copa Libertadores, vence o Estudiantes de La Plata por 3 a 0. Kléber marca o último gol da Raposa, recebe cartão amarelo por causa da comemoração e dois minutos depois é expulso devido a uma falta dura no argentino Verón.

Podemos falar do talento incontestável de Ramires, das grandes defesas do goleiro Fábio, dos gols do Wellington Paulista e do ótimo trabalho realizado pelo técnico Adilson Batista. Mas esse time do Cruzeiro tem um símbolo único, e dentro de campo não se trata da Raposa, e sim, de um guerreiro, um combatente, um gladiador.

Libertadores é isso sim! Tem que lutar, acreditar até o fim. Jogar aquele primeiro jogo contra o Estudiantes como se já fosse a final. Sport, Palmeiras, São Paulo e agora o Grêmio, caíram pelo caminho. O azul celeste resiste. O Cruzeiro chega até a final da Copa Libertadores com todos os méritos possíveis. Comandado por um jogador diferenciado, o nome dele é Kléber.

Digam o que quiser. Que ele é polêmico, cabeça quente e todos os outros adjetivos. Digo o contrário. Ele tem talento e, além disso, aposto com quem quiser que nunca veremos esse jogador jogando como outro tantos “chinelinhos” por aí. E mesmo caçado em campo como foi nos últimos jogos, Kléber soube se desvencilhar do seu temperamento difícil e resistir a possíveis expulsões.

Esse rapaz precisa ser orientado e o técnico cruzeirense conseguiu “domar” a fera, ao menos por enquanto. Fica a lição para a diretoria palmeirense que não conseguiu o dinheiro para manter Kléber na equipe e agora perde Keirrison que segundo Edmílson vai ter que mudar seu jeito de jogar se quiser brilhar na Europa.

Parabéns cruzeirenses! Que se cuidem nossos hermanos!

Imagem:
Reauters

De vice a campeão! O que mudou no Corinthians de 2009?

Por: Rafael Zito
O Corinthians sagrou-se nesta quarta-feira, tricampeão da Copa do Brasil, mas para chegar a mais uma final, o trabalho foi árduo e começou em dezembro de 2007, quando a diretoria corintiana contratou o técnico Mano Menezes. O treinador tinha a missão de recolocar o clube na elite do futebol brasileiro e resgatar a auto-estima dos profissionais que trabalhavam no clube e da torcida corintiana. Assim como era esperado, o trabalho não foi nada fácil e o clube teve que, literalmente, reconstruir toda a equipe, contratando mais de 14 jogadores.

A campanha no Campeonato Paulista de 2008 foi aquém das tradições do clube, no entanto, pelo momento que vivia, a quinta colocação deveria ter sido comemorada, porém, este foi o primeiro momento em que Mano foi contestado no cargo. Antes mesmo de sair do Paulistão, a equipe alvinegra havia perdido o primeiro jogo para o Goiás, nas oitavas de final da Copa do Brasil, por 3 a 1, o que deixou o Timão em situação complicada na competição. No jogo de volta poucos acreditavam que o Corinthians teria condições de reverter o placar, entretanto, o time entrou inspirado em campo e, com muita raça, bateu o Goiás, por 4 a 0, resultado que fez o time arrancar no torneio e ser brecado apenas na decisão contra o Sport.

A final contra o Sport foi um capítulo a parte. Após ganhar de 3 a 1 em casa, acreditava-se que o time de Parque São Jorge estava muito próximo da taça. Mas, no dia 11 de junho de 2008, os corintianos foram para Recife e sucumbiram diante da equipe do Sport. Esse foi o pior momento de Mano Menezes no comando do clube. O clube passou por uma fase conturbada e só se acertou graças à serenidade do treinador corintiano. Nesta decisão da Copa do Brasil, Mano Menezes escalou a seguinte equipe: Felipe; Carlos Alberto, Chicão, William e André Santos; Fabinho, Eduardo Ramos, Alessandro, Diogo Rincon e Dentinho; Herrera. Durante o jogo, o técnico ainda colocou Lulinha, Acosta e Wellington Saci.

Após sofrer um período de pressão devido a perda do título, o Corinthians continuou com seu maior objetivo: retornar à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Durante a Série B chegaram ao clube jogadores como Elias, Cristian, Morais e Douglas, jogadores que, sem dúvida, aumentaram e muito a qualidade do time. Já na Série B o clube planejava o ano de 2009. Mano Menezes projetou um trabalho e está aplicando de tal forma que os resultados foram colhidos em longo prazo e, já em 2009, o Corinthians sagrou-se campeão Paulista. Em pouco mais de um ano o clube saiu do poço e voltou a figurar entre os favoritos aos campeonatos de maior repercussão no futebol estadual e nacional.

A derrota para o Sport doeu muito nos corintianos, mas o resultado obtido já era fruto de um trabalho. Naquela decisão, seis titulares continuam na equipe base que enfrentou o Inter, nesta quarta-feira. O goleiro Felipe, os defensores Alessandro, Chicão, William e André Santos, e o atacante Dentinho permanecem figurando entre os onze titulares de Mano Menezes. No entanto, é inegável que as entradas dos volantes Cristian e Elias, do meia Douglas, do atacante Jorge Henrique e, principalmente, do atacante Ronaldo fizeram com que o Corinthians se solidificasse como umas das equipes mais forte do País e, por isso, conseguiu conquistar seu segundo título em menos de sete meses.

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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Jogo para o centenário

Por: Breno Benedito
Mais uma vez, Internacional e Corinthians estão frente a frente numa decisão. A primeira vez ocorreu na final do Campeonato brasileiro de 1976. O time do sul venceu por 2 a 0. Depois disso os dois se encontraram em jogo decisivo no Brasileirão de 2005, já na era dos pontos corridos, e o jogo terminou 1 a 1. No final do campeonato o Corinthians se sagrou campeão. Agora, na final da Copa do Brasil, o Timão leva uma pequena vantagem, já que pode perder até por 1 a 0 que será campeão. Se o Colorado vencer pelo mesmo placar da primeira partida a disputa ira pro pênaltis.

Os dois campeões estaduais invictos jogarão por motivos iguais. O inter quer fazer a festa no Beira-Rio, dando à torcida mais um título no ano do centenário. Já o Corinthians, quer o triunfo para conseguir a vaga da Libertadores para o ano que vem, ano do seu centenário, e garantir por mais um ano Ronaldo em seu elenco.

O Corinthians não quer deixar escapar mais uma vez o título da Copa do Brasil. No ano passado perdeu para o Sport. Mano Menezes sabe desta lição. Diferente daquela final algumas peças mudaram. Os volantes na Ilha do Retiro eram Eduardo Ramos, hoje no São Caetano, e Fabinho, atualmente no Cruzeiro. Agora a dupla é Elias e Cristian. Os meias eram Dentinho e Diogo Rincón. O primeiro permanece, mas no lugar de Rincón, que voltou para Ucrânia, o Timão conta com Douglas, assumiu a função de principal criador das jogadas alvinegras. O ambiente está muito tranqüilo. Mano deve renovar contrato e Andre Santos, que estava na seleção, volta para a lateral esquerda.

Do outro lado o Inter tem toda a expectativa de reverter à situação. Mas, os últimos resultados e a queda de Muricy Ramalho, do São Paulo, deixaram o ambiente menos leve. Tite pode cair caso não vença, mesmo com a diretoria dizendo que o apoia. No entanto, a derrota para a LDU, por 1 a 0, em pleno Beira-Rio, pela decisão da Recopa Sul-Americana, coloca o técnico em alerta. Para essa decisão, o técnico ganha dois reforços: Nilmar e Kleber. Fernando Carvalho apimentou ainda mais a decisão fazendo um DVD em que o Corinthians foi beneficiado nos jogos da Copa do Brasil. Tudo isso serviu para esquentar e colocar a arbitragem sob pressão.

Imagem:
Mano Menezes e Tite - globoesporte.com

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Etapa de Interlagos cancelada!

Por: Felipe Simi
É com muita pena que a Fórmula 1 Histórica anuncia o cancelamento da etapa de São Paulo do campeonato, no circuito de Interlagos, no Brasil.
A F1H foi informada na tarde de sexta-feira, 26 de junho, que os organizadores do evento procuraram a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para cancelar a prova.
A F1H entende que a principal patrocinadora do evento, a TV Globo, não foi capaz de financiá-lo devido à atual crise econômica.
Essa notícia espantou a categoria e, como a logística já estava toda montada, não há tempo suficiente para buscar outra alternativa.
Muitas equipes já tinham reservado suas passagens, as preparações para a viagem já estavam quase prontas e todos os membros da F1H estavam ansiosos para correr diante do inflamado público brasileiro.
Esperamos que uma nova oportunidade apareça no futuro.


Foi com essas palavras, publicadas no último sábado pelo site oficial da categoria, que as primeiras corridas da Fórmula 1 História no Brasil, marcadas para 15 e 16 de agosto, no autódromo de Interlagos, em São Paulo, foram canceladas.

De um lado, a assessoria de imprensa da F1H credita o cancelamento à TV Globo, justificando que o evento não teria a mesma qualidade da F1; de outro, os organizadores acham estranho a culpa ter sido jogada sobre a emissora brasileira, já que ela tinha se comprometido apenas a transmitir a prova. Para eles, outras empresas voltaram atrás.

Qual era o papel da Globo nessa história? Faltou patrocínio? Por enquanto, a única certeza é de que quem já tinha o ingresso nas mãos será reembolsado.

Para ler a nota oficial do site da Fórmula 1 Histórica, acesse: http://historicformulaone.com/notices/interlagos-round-cancelled

Imagem: colunas.globoesporte.com

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Felipão revela nome dos jogadores que decretaram sua saída do Chelsea

Por: Rafael ZitoO técnico Luiz Felipe Scolari pôs fim ao silêncio e apresentou os motivos da sua demissão do Chelsea. O treinador brasileiro revelou que algumas estrelas do clube inglês ajudaram a derrubá-lo do cargo. De acordo com Felipão, o goleiro Petr Cech, o meio-campista Michael Ballack e o atacante Didier Drogba comandaram a “fritura” do treinador junto com alguns outros jogadores.

"Os reais donos do futebol hoje são os jogadores. São eles que decidem tudo", afirmou Scolari, que foi demitido do Chelsea em fevereiro. "Os técnicos, na maioria dos times europeus, não são tão fortes a ponto de discordarem de suas exigências", comentou. Segundo Scolari, os atletas têm esse tipo de postura porque sabem que se os resultados não aparecerem sobrará para o treinador. “Quem o time prefere demitir? As estrelas, que ganham de 4 a 9 milhões de euros por ano com contratos de até cinco temporadas, ou o técnico? Claro, o primeiro a ser demitido será sempre o treinador. E a maior parte dos jogadores já percebeu sua força para fazer o que querem”.

O treinador revelou que seu maio problema foi não ter o respaldo o dono do clube, o magnata russo Roman Abramovich. “Esse foi meu maior problema no Chelsea. Drogba, Ballack e Cech não aceitavam meus métodos de treinamento e nem minhas ordens", relatou. Felipão seguiu criticando a postura dos três jogadores. “Drogba parecia que tinha uma contusão muscular e disse que precisava de dois meses para cuidar dela. Em Cannes. E Ballack, alegando que tinha fortes dores na sola do pé, pediu para ir para Colônia. Com Cech, foi outro problema. Ele tinha um preparador particular de goleiros, e eu era totalmente contra isso”.


Imagem:
Site Oficial do Chelsea

Sábado, 27 de Junho de 2009

Luxemburgo não é mais o técnico do Palmeiras

Por: Rafael Zito
Chegou ao fim à quarta passagem do técnico Vanderlei Luxemburgo pelo Palmeiras. A sexta-feira foi agitada pelos lados do Verdão e no começo da madrugada o treinador anunciou em seu blog que havia sido demitido pela diretoria do alviverde.

Durante esta sexta-feira, o Palmeiras praticamente decretou a venda de Keirrison ao Barcelona. Este fato fez com que o treinador disparasse contra o jogador afirmando que se a negociação com o clube espanhol não desse certo o atacante não voltaria a jogar no Palmeiras enquanto ele fosse o treinador. Pois bem, este acontecimento deve ter sido o aspecto decisivo para que a diretoria do clube tomasse a decisão.

Em reunião entre a diretoria palmeirense e o treinador, Luxemburgo foi comunicado que não continuaria mais à frente do Verdão. Com a saída de Luxa, o clube se livra do alto salário do treinador e da cara comissão técnica que trabalhava com ele, já que nomes como o preparador físico Antônio Mello e o auxiliar Nei Pandolfi devem deixar o clube juntamente com o comandante.

A informação foi dada em primeira mão pelo site Fanáticos Por Futebol (http://www.fanaticosporfutebol.com.br/index.php?page=noticia&nts=502560&clb=2).

Confira a íntegra do comunicado de Vanderlei Luxemburgo publicado em seu blog pessoal no início da madrugada deste sábado:

Minha saída do Palmeiras

Acabei de sair de uma reunião onde fui demitido do cargo de técnico da Sociedade Esportiva Palmeiras. O motivo alegado pela diretoria foi por eu ter quebrado a hierarquia do clube. Foi quando eu decalrei que por falta de profissionalismo e de respeito a mim e ao elenco por parte do atleta Keirrison, que ele, comigo como técnico, não jogaria mais no Palmeiras.

Quero registrar meu agradecimento pela oportunidade que tive em dirigir mais uma vez o clube, e em breve, farei aqui, no meu blog, uma análise da minha trajetória no SEP.

Imagem:
Assessoria de Imprensa do Palmeiras

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Cruzeiro vence e abre boa vantagem sobre o Grêmio

Por: Marcelo Costa

No primeiro jogo das semifinais da Copa Libertadores da América, o Cruzeiro venceu o Grêmio por 3 a 1. O Cruzeiro apresentou uma mudança tática na virada do primeiro para o segundo tempo, mas manteve o 4-3-1-2 que se transformava em 4-2-2-2. O Grêmio manteve o mesmo esquema tático: um 4-2-2-2 que variava para um 3-2-3-2, com um ala e um lateral recuado.

No primeiro tempo, o Cruzeiro entrou com Marquinhos Paraná pelo lado esquerdo (Gérson Magrão se contundiu) com uma função mista de ala, lateral-esquerdo e volante, indo à linha de fundo e entrando em diagonal pelo meio. Essa multiplicidade de funções foi possível porque o lateral-direito do Grêmio, Thiego (um zagueiro de origem), praticamente não avançou para o campo de ataque, desempenhando o papel de zagueiro na maior parte do tempo. O Grêmio criou algumas jogadas de ataque por aquele lado. Aliás, o Grêmio criou as melhores chances de gol no primeiro tempo, embora o Cruzeiro tenha tido mais posse de bola nos dois tempos.

O lado direito cruzeirense teve um Jonathan atuando bem na defesa e no ataque, tentando jogadas de linha de fundo e também entrando em diagonal pelo meio. Contou sempre com o apoio de um dos volantes. Os volantes do Cruzeiro mudaram constantemente de posição e avançavam de maneira alternada pelo lado direito do ataque. Ora Henrique, ora Elicarlos caíam por aquele lado. Fabinho ficou como volante mais recuado pelo centro. Wágner entrava do centro do campo para o lado esquerdo do ataque.

No segundo tempo, uma mudança fez com que o Cruzeiro dominasse definitivamente a partida. Marquinhos Paraná foi deslocado da esquerda e passou a transitar por todo o meio-campo, como volante e meia-armador, dividindo a função com Wágner. O setor ganhou qualidade ofensiva e segurança defensiva. Paraná foi o melhor jogador da partida. O meio-campo e a versatilidade dos volantes cruzeirenses decidiram o confronto.
No Grêmio, Souza foi o melhor jogador do meio-campo. Fez boas jogadas com Fábio Santos, e movimentou-se bastante. Além de ter feito o gol gremista numa cobrança de falta. Tcheco não tem o mesmo dinamismo de Souza. Movimentou-se pouco e não desempenhou bem a sua principal função que é armar a equipe. Os dois volantes (Adílson e Túlio) não comprometeram na marcação, mas não contribuíram nas jogadas ofensivas, sobrecarregando Tcheco e Souza. Talvez fosse necessário um segundo volante mais técnico para fazer o jogo fluir no meio- campo.
O setor ofensivo do Cruzeiro contou com Wellington Paulista, mais avançado pela direita, e Kléber um pouco mais atrás, entrando pelo lado e em diagonal pelo centro do ataque. Wellington Paulista esteve bem, ao contrário das últimas partidas, mas Kléber esteve melhor. Prendeu bem a bola no ataque, jogou de pivô e caiu pelas pontas.

Para o próximo jogo, o Cruzeiro poderá contar com Gérson Magrão e Fabrício, se se recuperarem de contusão, além de Ramires, se estiver bem fisicamente (ao menos foi o que Adílson Batista disse em entrevista após o jogo contra o Grêmio). Adílson deve adotar novamente o 4-3-1-2 e, claro, jogar no contra-ataque.

Marcelo Costa é um jornalista com passagens pelos jornais Estado de Minas e Hoje em Dia, e pela TV PUC. No BLOGJE, Marcelo escreverá sobre o futebol mineiro e, nesta postagem, aborda a semifinal da Libertadores entre Cruzeiro e Grêmio.

Imagens:

Blog Esquemas Táticos (http://www.esquemastaticos.blogspot.com/)

Grêmio se complica contra os fatais Cruzeiro e Mineirão

Por: Bruno Zanette

Imagine um paciente na UTI, entre a vida e a morte, agonizando por algum oxigênio de esperança. Os médicos conseguem reanimar esse paciente, mas a situação permanece crítica. Esse caso pode ser comparado com o do Grêmio após o primeiro jogo da semifinal da Taça Libertadores da América, derrota para o Cruzeiro por 3 a 1.

Para garantir a classificação, o tricolor gaúcho precisa vencer o jogo de volta por 2 a 0, na próxima quinta-feira (02/07), no estádio Olímpico, em Porto Alegre, em virtude do gol marcado fora de casa, usado como critério de desempate em caso de empate nos pontos e saldo de gols. E pelo que foi visto no Mineirão, não parece ser tarefa impossível, desde que, a parte ofensiva do clube gaúcho seja melhorada.

Em um jogo que teve absolutamente de tudo, desde árbitro (Enrique Osides, do Chile) substituído pelo quarto árbitro, Jorge Osório, também do Chile, por causa de uma lesão sentida pelo primeiro, até uma acusação de Elicarlos, sobre o atacante argentino do Grêmio Maxi López, que supostamente teria chamado o atleta cruzeirense de “macaco”; o primeiro tempo foi amplamente dominado pelo tricolor, mas a máxima do futebol de que “quem não faz, leva”, mais uma vez esteve presente.

Em vinte minutos, os atletas de Paulo Autuori perderam pelo menos três chances claras de gol. Aos quatro, Maxi López cruzou da direita, Alex Mineiro, na marca do pênalti, desperdiçou o tento, mostrando que já não é o mesmo dos tempos do Atlético-PR e comprovando os motivos de estar a 126 dias sem marcar. Não seria nada fácil quebrar a escrita que já dura onze anos sem vitórias gremistas contra o Cruzeiro no Mineirão.

A Raposa equilibrava a partida, principalmente pelos flancos. Aos 29 minutos, começa a surgir à pressão do Cruzeiro e Jonathan quase marca, após confusão na área, Marcelo tirou de soco a cabeçada do rebote do lateral direito cruzeirense. Em uma falha do sistema defensivo do Grêmio, Kléber entrou livre pela direita e cruzou na medida para Wellington Paulista abrir o placar para os mineiros aos 37, para explosão de alegria do Mineirão. Um balde de água fria no Grêmio, que até então jogava de igual pra igual com o adversário.

As duas equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações, porém se o Grêmio imaginasse que tomaria o segundo gol tão cedo, teria feito alguma mudança. Wagner achou espaço, algo fatal contra ele, arriscou o chute e a bola foi desviada em Tcheco, enganando o goleiro Marcelo Grohe. O placar de 2 a 0, além de tirar a invencibilidade gremista no torneio continental, estava complicando a vida dos gaúchos em sonharem com o tricampeonato.

Com a saída de Alex Mineiro, para a entrada do argentino Herrera, o ataque gremista pareceu ter melhorado um pouco. O time de Autuori tentava pressionar, mas o Cruzeiro estava bem postado. A situação ficou muito pior para os gremistas com o terceiro gol, marcado por Fabinho, de cabeça, livre dentro da grande área, após cruzamento de Marquinhos Paraná. Marcelo nem foi na bola. A classificação à final estava bem encaminhada pelos lados do Cruzeiro, porém, aos 34, em cobrança de falta de Souza, surgiu o gol que fez o Grêmio respirar, o gol que pode ser da classificação, assim como ocorreu com o Sport em 2008 na final da Copa do Brasil.

Agora, assim como foi contra São Paulo, Defensor (URU) e Santos – todos derrotados por 2 a 0 no Olímpico na Libertadores de 2007 -, o Grêmio precisará repetir esse feito para garantir a classificação à sua quinta final de Libertadores. Mas a tarefa não será fácil, pois se Autuori tem a experiência de ter conquistado duas Libertadores da América, Adilson Batista está mostrando, cada vez mais, que também sabe desvendar a América como ninguém.

Na minha modesta opinião, o Cruzeiro está com um pé e meio nessa final. A pressão no estádio Olímpico será grande? Não tenho dúvidas nenhuma disso. Mas acontece que o Cruzeiro de 2008 tem uma enorme diferença para esse de 2009: sabe jogar fora de casa, adquiriu maturidade dentro de campo. Não será nada fácil. O comentarista da Rádio Gaúcha, Wianey Carlet, disse que o gol de Souza pode ser chamado de “Esperança”. A torcida também acredita nisso, mas convenhamos: fazer 2 a 0 na Raposa hoje em dia não é fácil. Se tomarem um então, adeus. É o risco que o Grêmio terá que correr. E só para lembrar, o Grêmio no 4-4-2 ainda não venceu. Seria agora o momento da primeira vitória?



Bruno Zanette apresentou a visão gremista do duelo brasileiro pela Copa Libertadores da América. Logo mais, Marcelo Costa trará a visão cruzeirense do confronto entre Cruzeiro e Grêmio.

Imagens:
Wellington Paulista – Agência Reuters
Maxi López contra Elicarlos – Agência EFE

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

*“Força jovem colossal”

Por: Thiago Fagnani

O Votoraty é o grande campeão da série A3 2009. A equipe da cidade do cimento venceu o Grêmio Osasco por 2x0 em casa, e garantiu o inédito título, não só para o time, mas também para sua cidade.

Na partida de ida, o GEO venceu por 1x0, revertendo a vantagem do empate. Mas, quando o Tigre joga em casa, a situação é outra. Em todo o campeonato, a equipe perdeu apenas um jogo em seus domínios, frente à Itapirense.

A partida foi completamente diferente daquela disputada no Estádio Prefeito José Liberatti. Muito pegada e truncada, com direito a bate boca entre os dois bancos de reserva. Fernando Diniz, treinador do Votoraty, se estranhou com o prepador físico do G. Osasco, que acabou sendo expulso. Sem contar a troca de elogios entre os reservas, e eu estava bem no meio desta confusão, já que o estádio de Votorantim é muito pequeno. Por pouco, não fui xingado também!

A equipe de Osasco não conseguia passar do meio de campo, parecia acuada frente a disposta equipe da região sorocabana, diga-se de passagem, que o Votoraty teve a melhor campanha da primeira fase e também da segunda, com um aproveitamento de mais de 65% dos pontos disputados. Merecido, não? Além de ter tido o melhor ataque e a melhor defesa, a equipe foi a que menos cometeu falta em todo o torneio.

Seu artilheiro chama-se Beto, com apenas 6 gols. O zagueiro (isso mesmo) é a prova de que o time não depende apenas de um jogador para marcar gols. É uma equipe rápida e que na área, deixa seus adversários de cabelo em pé!

Parabéns ao Votoraty Esporte Clube e também ao Grêmio Osasco, do treinador André Oliveira, que me concedeu entrevista emocionante, dizendo: “Saio daqui de cabeça erguida, todos estão de parabéns”. O time osasquense conseguiu seu segundo acesso consecutivo, e chega com força para a disputa da A2 2010.

No 12 de julho, os dois times fazem suas estréias na Copa Paulista. Às 11h, no Palestra Itália, o GEO enfrenta o Palmeiras-B, e no mesmo horário, o Votoraty enfrenta o Campinas, no CERECAMP.

Neste final de semana, a Rede Vida transmitirá ao vivo as seguintes partidas:

Camp. Paulista Feminino – Sábado, dia 27 às 10h – São Bernardo x São José, direto de São Bernardo. Reportagens de Paulo Júnior

Camp. Paulista da Segunda Divisão (ou quarta) – Sábado, dia 27 às 19h - Lemense x Palmeirinha, direto de Leme. Reportagens de Thiago Fagnani.

Camp. Paulista da Segunda Divisão (ou....) – Domingo, dia 28 às 10h – Américo x Guariba, direto de Américo Brasiliense. Reportagens de Thiago Fagnani.

Até a próxima!

*O título faz alusão a um trecho do hino do Votoraty.

Thiago Fagnani é jornalista formado na Universidade Presbiteriana Mackenzie e repórter da Rede Vida.

Imagem:
Votoraty campeão - Erick Pinheiro

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

E o futebol carioca?

Por: Raoni David

Para muitos, o mais charmoso do país, não só quando o assunto é a disputa do estadual, mas, também, pelo clima que as arquibancadas proporcionam. Prova disso, é o número de torcedores que, até a sexta rodada deste Campeonato Brasileiro da Série A, estiveram nos estádios. O Botafogo, que tem a pior média, ainda assim supera a badalada torcida corintiana. Em três jogos como mandantes foram 31.618 botafoguenses, contra 30.839 dos paulistas. Portanto, está mais do que provado que o carioca frequenta as arquibancadas e ama o futebol. Mas a pergunta que fica é: o futebol carioca corresponde, dentro de campo, ao seu torcedor?

Na primeira grande competição nacional, a Copa do Brasil, a melhor equipe carioca foi, surpreendentemente, o Vasco. Com um time jovem e comprometido com os objetivos do Gigante da Colina, os comandados de Dorival Júnior chegaram até as semifinais, sendo eliminado de forma invicta pelo virtual campeão, Corinthians.

Na Série B, porém, terá de conviver com a sombra do mesmo Corinthians, que no ano passado, subiu e conquistou o título da competição com sobras. Todos esperam que o mesmo aconteça, e na verdade, após a sétima rodada, o clube aparece apenas na quinta colocação, com 12 pontos, sete menos que o líder Guarani.

Dorival tem um elenco interessante, com jovens bons de bola, como os atacantes Élton e Rodrigo Pimpão, os meias Jeferson e Philippe Coutinho, os volantes Nilton e Mateus, o lateral-esquerdo Ramon e o goleiro Fernando Prass. Além destes, existem ainda os líderes do grupo e talvez este seja o problema: Léo Lima e Carlos Alberto são líderes no mínimo questionáveis e este pode ter sido o grande erro deste projeto de volta à elite.

O Flamengo tem em suas fileiras um produto de marketing incrível e um jogador capaz de levar o clube da Gávea de volta à Libertadores. Adriano, que nesta última rodada voltou a dar o ar da graça, ao marcar três dos quatro gols na larga vitória por 4 a 0 sobre o Internacional, no Maracanã. O grande problema é o comportamento fora de campo do jogador, que acaba por causar insatisfação de seus companheiros e deixa o técnico Cuca em situações desagradáveis.

Entretanto, não é só o Imperador que faz isso com o treinador. A diretoria do clube também, ao contratar o veterano Petkovic, por exemplo. Ou, pior ainda, quando não proporciona zagueiros à altura de vestir a camisa rubro negra. Desde a aposentadoria precoce de Fábio Luciano, o Flamengo conta apenas com Ronaldo Angelim, tanto que Cuca arma seu time num sistema com três zagueiros, sendo dois deles (Willians e Aírton) volantes improvisados na função.

O Fluminense realiza um sonho dos últimos anos, contar com Carlos Alberto Parreira como treinador, no entanto, o momento está mais para pesadelo. Isso porque além do badalado treinador, o clube conta ainda com o astro Fred e o ídolo Thiago Neves. Uma trinca que prometia. Mas ainda não cumpriu.

A demora para o time se acertar, porém, não deveria ser surpresa. Parreira é um técnico muito metódico e seus trabalhos dependem de sequência para funcionar. O torcedor do Fluminense pode esperar um time competitivo, que brigue por títulos, somente para o próximo ano, e desde que este planejamento continue. Dificilmente lutará por uma vaga na Libertadores, mas a saída de Thiago Neves pode ser um fator positivo, principalmente para Parreira armar a sua equipe do jeito que gosta, dois volantes, um meia armador, e um meia-atacante: o argentino Conca. Além disso, se a dupla Leandro Amaral e Fred se entender, gols não faltarão nas Laranjeiras.

Por fim, o Botafogo, eliminado ainda na segunda fase da Copa do Brasil pelo Americano de Campos. O resultado e a saída de Maicosuel, junto com a lesão do atacante Reinaldo, baixaram o astral da Estrela Solitária. Com isso, o time de General Severiano é sério candidato ao rebaixamento para a Série B, o que é um contra ponto, já que sob a administração de Maurício Assumpção, o clube tem hoje uma das diretorias mais conscientes do Brasil e, por isso, não comete loucuras na formação do time. Que, aliás, é bastante limitado e faz com que Ney Franco tenha muito trabalho.

A principal arma para o alvinegro sair desta situação é o retorno de Lúcio Flavio, que sabe orquestrar o time botafoguense como ninguém. Além dele, o zagueiro Juninho é outro que conhece o assunto e pode comandar o time atrás. Se os jovens e promissores Renan (goleiro), Thiaguinho e Eduardo (laterais), de fato vingarem, pode ser que o time de General Severiano escape. Caso contrário...

Imagens:

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Soberano em quê?

Por: Felipe Simi

Não tem como negar. O São Paulo Futebol Clube está em cacos. No Centro de Treinamento da Barra Funda, silêncio. O discurso é um só, simples. Apesar da quarta eliminação seguida da Libertadores; da saída, depois de três anos e meio, do comandante tricampeão brasileiro Muricy Ramalho; do desfalque quase crucial, nos jogos, do goleiro e capitão Rogério Ceni; e da terceira derrota em quatro jogos neste ano para o Corinthians, o ambiente que o novo técnico Ricardo Gomes encontrou hoje, na sua apresentação, foi “muito bom”.

“Muito bom”? Os cacos da crise estão por todos os cantos do Morumbi. Fora do campo, a mesma cúpula que persuadiu o presidente Juvenal Juvêncio a demitir Muricy na última sexta-feira hoje dispara rasteiras no superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha. Dizem que o dirigente, vereador, tem dedicado seu tempo mais à política do que ao clube.

Não vou fazer aqui a mea culpa do presidente são-paulino, mas, pelo que ouço e vejo dele desde 2007, nesta mesma época, sob circunstâncias parecidas, Muricy já teria ido embora há muito tempo. Juvenal não deixou. Por outro lado, desde que reassumiu a chefia, em 2006, o jeito Don Corleone de ser, azedado pelo sotaque arrastado, fizeram dele uma figura folclórica, satirizada por frases de efeito, sagaz e eficiente nos bastidores.

Isso explica, em parte, por que o Cícero Pompeu de Toledo deve vencer a disputa contra Mineirão (BH) e Mané Garrincha (DF) pelo jogo de abertura da Copa brasileira, em 2014. Enquanto o Mundial não chega, a diretoria tenta estancar a ferida aberta depois da saída de Muricy identificando o foco da crise em três atletas, de acordo com a Folha de S. Paulo de hoje. Só que, segundo o Blog do Neto, o direito de imagem de todos eles está atrasado há dois meses. Até Júlio Casares, o inspirado diretor de marketing do clube, parece ter freado a criatividade.

Para piorar, dentro do campo o elenco atravessa um momento pior do que o do ano passado, empoeirado pelas encrencas do trio Fábio Santos, Carlos Alberto e Adriano. Agora, Washington, André Lima e Borges trocam pontapés pela titularidade. Fecharam a cara e reclamaram publicamente. Já Hernanes e Jorge Wagner não falam, mas também não jogam.

O grupo está rachado.
“O que falta é humildade, parceria.”
Muricy deu o toque e saiu. De cabeça erguida, pela porta da frente.

De agora em diante, esse é um problema de JJ, RG e cia.

Imagem: Folha Imagem

Raio-X da Libertadores: Nacional é o azarão; Cruzeiro, cada vez mais, com pinta de campeão

Por: Átila Benevides

Durante esta última semana, nos dias 17 e 18 de junho, saíram os quatro semifinalistas da Copa Santander Libertadores, com times bem tradicionais – são, ao todo, 10 títulos continentais: quatro com Grêmio x Cruzeiro, com dois para cada lado; e seis no embate Nacional x Estudiantes, com três pra cada lado.

Contudo, se o espectador está esperando grandes confrontos, pode ficar um pouco desapontado, pois as equipes estão bem abaixo da sua tradição. O que é mais evidente na chave “estrangeira” do torneio.

O centenário Nacional, do Uruguai, não é mais aquele do tricampeonato da Libertadores, com ídolos como Hugo de Leon e Rodolfo Rodrigues, mas conta ainda com bons nomes, como Vitorino, Lodeiro (artilheiro do time na competição), Arismendi e o recém-contratado Biscayzacú.

O Nacional se classificou a duras penas contra um ainda inexperiente Palmeiras. Os azuis e brancos mostraram um esquema defensivo muito bem consolidado, levando, ao todo, apenas quatro gols em oito jogos em todo torneio - não enfrentou o São Luís (MEX) pelas oitavas-de-final, impedido de jogar, devido à gripe suína.

A tônica da partida contra o alviverde foi um time bem fechado, mas que era bem inferior tecnicamente ao rival brasileiro. No entanto, a inexperiência e o "fator casa" influenciaram bastante os palmeirenses. Basta ver o retrospecto e observar que, tanto na fase de grupos quanto contra o Sport, o desempenho como mandante foi bem abaixo do esperado.

Já o Estudiantes, apesar de não ter toda a força do tricampeonato de 1968, 1969 e 1970, parece estar muito mais entrosado. O veterano Verón e o artilheiro Boselli comandam o time, que passou em 2º lugar no grupo do Cruzeiro e superou o Libertad (PAR), obtendo uma vitória polêmica em La Plata por 3 a 0, com muita reclamação da arbitragem, por parte dos adversários.

Nas quartas enfrentou a grande surpresa do torneio, o Defensor (URU) que havia eliminado o todo poderoso Boca Juniors em plena La Bombonera. Mas com dois placares de 1 a 0, passou sem maiores sustos. Se tivesse que apostar minhas fichas neste clássico que envolve seis títulos continentais, poria vitória do Estudiantes nos dois jogos. Os argentinos aliam força à técnica, enquanto os uruguaios apenas têm vontade e garra.

No outro confronto estão dois brasileiros que vivem momentos distintos na Libertadores, com o Grêmio bastante questionado pelo seu último resultado, buscando se reafirmar, e o Cruzeiro cada vez mais confiante.

Ambos passaram facilmente em seus grupos em 1º lugar, contudo, enfrentaram equipes sem expressão e até com nomes engraçados como o Boyacá Chico (COL). Mas mesmo enfrentando times inferiores, confirmaram seu favoritismo, com o Tricolor conseguindo a melhor campanha de todas na primeira fase.

A força do Grêmio está no fato de poder realizar todos os jogos finais do mata-mata em seu estádio, o Olímpico, e a torcida já mostrou muitas vezes sua força. O que preocupa no lado gaúcho é a implantação do 4-4-2, que mostrou que o time cria muito, mas também desperdiça demais, o que pode ser fatal. Contra o Caracas foi assim, pois, se o que se esperava era uma ampla dominação, o time do sul não passou de dois insossos empates por 1 a 1 fora e 0 a 0, alarmando a todos no quesito finalização.

Já o Cruzeiro, parece que vem crescendo na hora certa. Foi muito bem na fase de grupos, em que bateu de frente com um adversário de nível, o Estudiantes. Depois, mostrou superioridade contra o Universidad de Chile, ganhando os dois jogos. Contra o São Paulo, se todos esperavam um confronto equilibrado, os mineiros despacharam os paulistas, com uma vitória incontestável no Morumbi por 2 a 0 – haviam vencido em seus domínios por 2 a 1.

Talvez o que os celestes têm e os tricolores não é aquele jogador que chama a responsabilidade: Kléber. Ele tem sido fundamental durante toda a campanha do clube e mostrou ser decisivo. Contra o São Paulo, não foi diferente e ele deixou sua marca. O Grêmio tem o fator casa; o Cruzeiro, um time mais decisivo. Penso que a Raposa leva essa com certa dificuldade.

Para mim, a grande surpresa seria um Nacional campeão, pois até agora não mostrou um grande futebol. Tem apenas uma equipe “arrumadinha”. O favorito é o Cruzeiro, pois tem todas as características de um vencedor: força, agilidade, técnica e um jogador diferenciado.

Imagens:
Nacional-Iván Franco/EFE
Estudiantes-Leo La Valle/EFE
Grêmio-Neco Varella/EFE
Cruzeiro-Folha Imagem

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Devagar com o andor...

Por: Leandro Miranda



O Brasil jogou mais que a Itália, refém de um sistema de jogo inoperante: um 4-3-3 em que os dois atacantes das pontas não sabem fazer a função (Camoranesi e Iaquinta) e os meias centrais armam bem o jogo, mas deixam a desejar na marcação (Pirlo, De Rossi e Montolivo, que substituiu Gattuso). A Seleção mantinha a posse de bola, tomava alguns sustos pela tradicional marcação “à distância” de Gilberto Silva e Felipe Melo, mas acabou achando um gol com um chute errado de Maicon, que caiu nos pés do ótimo Luís Fabiano. Depois a Itália teve que ir pra cima, e com dois contra-ataques mortais – já virou clichê falar que este é o ponto forte do time – o Brasil matou o jogo.

Ao contrário do que pude perceber acompanhando a maioria da imprensa brasileira, não foi um banho de bola do Brasil em cima da Itália, muito menos o fim dos problemas táticos da Seleção. O time melhorou, sim, pelas características individuais de dois jogadores: André Santos é finalmente uma opção de ataque pela esquerda além de Robinho, que atravessa má fase, e não deixa uma avenida às suas costas; e Ramires, no lugar do “nem bom, nem ruim” Elano, fez o meio-de-campo ter uma saída rápida de jogo, além de força na chegada ofensiva para fazer companhia ao nosso craque solitário, Kaká.

Mas as falhas ainda existem: a dupla de volantes está melhorando o entrosamento, mas ainda deixa buracos à frente da zaga. O Egito soube aproveitar, e a Espanha provavelmente também saberá. O time ainda força muito o jogo pelo meio quando a defesa adversária está composta; à medida que André Santos for se soltando, isso tende a melhorar. Enquanto isso, na direita, Maicon e Daniel Alves se apresentam a todo momento para o jogo, mas o primeiro erra 80% das jogadas e o segundo não vai ao fundo... às vezes acho que sou exigente demais, porque não vejo mais ninguém reclamar dos dois. Mas é a Seleção Brasileira...

De que a Seleção está melhorando, não há dúvida. Mas não está pronta para a Copa. Dunga acertou ao sacar Elano e Kléber do time; agora, com as peças certas selecionadas, faltam poucos ajustes. Sem esquecer da África do Sul de Joel, que é um time sem alternativas, na base do “bumba-meu-boi”, a provável final contra a Espanha vai colocar o meio-de-campo “em formação” do Brasil contra o time que é o melhor do mundo neste setor. Será o teste perfeito.


Red Bull sobra e Vettel vence

Por: Leandro Montianele
Em uma corrida nada empolgante, Sebastian Vettel vence pela segunda vez na temporada e a Red Bull voa em Silverstone com uma bela dobradinha. Vettel foi espetacular durante todo o final de semana ao marcar a pole position, fazer a volta mais rápida da prova e vencer sem dar chances aos seus adversários. Vale destacar também a superioridade total da equipe austríaca, que simplesmente engoliu as outras escuderias.

Mark Webber completou a festa da RBR com sua segunda colocação. Largando em terceiro, o australiano se manteve na mesma posição e, após a primeira parada, conseguiu superar Barrichello, conquistando assim o segundo posto. Webber vem realizando um bom campeonato, não pontuou em apenas duas corridas.

Sofrendo com a baixa performance de seu carro, Rubens Barrichello ficou com o terceiro lugar, após largar em segundo. A Brawn não obteve um bom desempenho na Inglaterra e, em momento algum, chegou a ameaçar os carros da Red Bull. Diante disso, Barrichello ainda saiu no lucro com este pódio. Esta foi à primeira vez na temporada que Rubinho termina à frente de seu companheiro de equipe.

Felipe Massa, da Ferrari, fez uma ótima corrida, dentro das limitações de seu equipamento. Saindo de décimo primeiro, Massa optou por largar com bastante gasolina para realizar uma primeira perna longa. A estratégia teve sucesso e o brasileiro foi ganhando posições e terminou com o quarto lugar.

Em mais uma boa prova, Nico Rosberg, da Williams, figurou entre os primeiros e terminou na quinta colocação. Rosberg chegou a tomar uma pequena pressão de Button no final da corrida, mas soube sustentar a posição até a bandeirada final.

Num final de semana para ser esquecido, Jenson Button não passou de um sexto lugar correndo em casa. O inglês, além de não conseguir o acerto ideal para seu carro, esteve muito abaixo de seus desempenhos anteriores. Mesmo assim, Button permanece na liderança do campeonato com uma grande folga para o segundo colocado. Pela primeira vez na temporada, o inglês não subiu no pódio.

Jarno Trulli, da Toyota, realizou uma corrida discreta e não passou do sétimo lugar. Kimi Raikkonen, da Ferrari, fechou os oito primeiros colocados do GP da Inglaterra.

Este possível último Grande Prêmio realizado em Silverstone foi apenas o reflexo desta temporada, uma verdadeira chatice. Não houve ultrapassagens na pista, tirando a briga entre Hamilton, Alonso e Nelsinho lá atrás. Eu, particularmente, esperava algo mais deste GP da Inglaterra. Estou decepcionado por ter assistido uma verdadeira procissão fúnebre, que serviu para enterrar Silverstone na sepultura da Fórmula 1.

Resultado do GP da Inglaterra

1. Sebastian Vettel (ALE) - Red Bull
2. Mark Webber (AUS) - Red Bull
3. Rubens Barrichello (BRA) - Brawn GP
4. Felipe Massa (BRA) - Ferrari
5. Nico Rosberg (ALE) - Williams
6. Jenson Button (ING) - Brawn GP
7. Jarno Trulli (ITA) - Toyota
8. Kimi Raikkonen (FIN) - Ferrari
9. Timo Glock (ALE) - Toyota
10. Giancarlo Fisichella (ITA) - Force India
11. Kazuki Nakajima (JAP) - Williams
12. Nelsinho Piquet (BRA) - Renault
13. Roberto Kubica (POL) - BMW
14. Fernando Alonso (ESP) - Renault
15. Nick Heidfeld (ALE) - BMW
16. Lewis Hamilton (ING) - McLaren
17. Adrian Sutil (ALE) - Force India
18. Sebastien Buemi (SUI) - Toro Rosso
19. Sebastian Bourdais (FRA) - Toro Rosso - abandonou
20. Heikki Kovalainen (FIN) - McLaren - abandonou

Imagens:
GP Update

Sábado, 20 de Junho de 2009

Duas semanas de tradição e magia

Por: Lucas Renato

Para os amantes do tênis, essa é a fase mais gostosa do ano. Mal dá tempo de sentir aquela saudade de um grande torneio como Rolang Garros e, duas semanas depois, começa simplesmente o maior torneio do mundo. Todos de branco, céu nublado, chuvas interrompendo as partidas, jogadores saindo juntos das quadras, uma plateia refinadíssima...

Wimbledon possui um charme e uma tradição inexplicável. Esse ano, ele promete ser disputadíssimo. Depois que Rafael Nadal derrubou o reinado de Roger Federer no ano passado, num dos maiores jogos da história, a pergunta é: tudo vai voltar a ser como era antes, quando o suiço engatou 5 títulos consecutivos, ou mais uma vez haverá outro intruso no jardim da casa de Federer?

As prévias do torneio já começaram cercadas de dúvidas. "Se fosse eu, voltaria para Mallorca", disse o tio e treinador de Rafael Nadal, após derrota em uma partida de exibição contra Hewitt, na grama. O espanhol sente dores no joelho e, por isso, desistiu de participar do Grand Slam britânico.

Depois da vitória em Roland Garros, a confiança de Roger voltou maior ainda. Há muito tempo ele é o melhor jogador na grama, mas vai ter que reconquistar sua coroa dentro da quadra, exacerbando sua magia. O favorito ao título é ele. Mas acho que podemos ter uma grande surpresa esse ano. Andy Murray é minha aposta para chegar à final. Se ele vai vencer ou não, é outra coisa.

Entre as mulheres, a número um é a russa Dinara Safina, ela mesma, irmã do destemperado Marat Safin. Apesar de estar no topo, nem de longe ela é a melhor tenista do mundo. Nem de longe. Na grama, devem crescer as irmãs Williams e Maria Sharapova. De qualquer maneira, hoje não é mais possível afirmar que uma determinada tenista comanda o circuito.

Lucas Renato faz parte da equipe do BLOGJE e trará sempre as novidades e informações sobre o mundo do tênis.

Imagens:
Roger Federer – http://img.skysports.com/08/06/218x298/Roger-Federer-Wimbledon-2007-Winner_962204.jpg
Andy Murray - http://www.andymurray.com/news/article/720

O momento do futebol pernambucano

Por: Daniel Gomes

É incrível como em pouco mais de duas semanas o futebol Pernambucano tenha mudado bastante de ares. O Náutico conseguiu mudar da água pro vinho. O Sport mudou do vinho pra a água. Na contramão, o Santa Cruz se prepara para o ano mais importante de toda a sua história.

Tudo começou no dia 12 de maio de 2009. O Sport estava eliminado dentro da Ilha do Retiro da Libertadores, contra o Palmeiras. Depois que o Verdão conseguiu um feito que poucos times conseguiram até ali, o Sport 'enfraqueceu'. Na outra semana, um escândalo tomou conta da Ilha do Retiro. O treinador Nelsinho Baptista se desentendeu com alguns jogadores, dentre eles a revelação rubro-negra, Ciro, e o principal jogador do time, Paulo Baier, que não vinha correspondendo às expectativas. Depois do episódio, Nelsinho pediu dispensa do cargo, alegando que o tempo dele no Sport havia acabado. Paulo Baier pediu as contas no mesmo dia, logo depois da decisão do comandante. Ali estava se formando a crise pós-Libertadores.

Na cabeça de muitos jornalistas pernambucanos, a síndrome pós-Libertadores era normal, já tinha atingido clubes menores que participaram da competição intercontinental, como Santo André, Paulista e etc. Mas com o Sport não, seria diferente, porque o Sport é um time grande. Pois bem: depois do empate dentro de casa com o Barueri, vieram outros tropeços contra o Botafogo e Vitória. Depois, um baque forte. O Atlético/MG, que nunca tinha vencido na Ilha, aplicou um 3x0 no Leão. Era hora de mudar. Pra isso, o comandante escolhido foi Émerson Leão, que começou a carreira de treinador no clube pernambucano e já tinha duas passagens vitoriosas no comando da equipe rubro-negra.

Assim que Leão chegou, o clima duro que ele aplica nas suas equipes foi logo percebido, para o bem do Sport, que no primeiro jogo dirigido por ele, chegou a primeira vitória no Campeonato. Um 4x2 em cima do Flamengo na Ilha. Três gols em 10 minutos. Aí veio outra pergunta: Sorte ou o time mudou mesmo? Na próxima rodada, contra o Atlético/PR, viria a responsta para alguns. Resultado: o Furacão, que no momento era o lanterna da competição venceu o Sport por 1x0, dentro da Ilha.

Nas últimas semanas, o clima está mais agradável. A convocação do atacante Ciro e do goleiro Saulo para a Seleção Brasileira sub-20,e a contratação de mais três reforços vindos do Galo Mineiro, entre eles o lateral Elder Granja, deu novo fôlego ao time. A imprensa não foi muito taxativa com a equipe e acompanhou numa boa a semana da equipe rubro-negra. O jogo agora é sábado, contra o Santo André, em São Paulo. Uma derrota poderá custar mais uma semana agitada para o time que hoje está na Zona de Rebaixamento. Uma vitória, no entanto, vai deixar o Leão sossegado, para trabalhar mais uma semana, e dar a volta por cima.

Se um quer sossego, outro parece que está saindo dele. Depois de uma surpresa bastante desagradável, o Náutico tenta se recuperar na tabela do Campeonato Brasileiro. O técnico Waldemar Lemos recebeu uma proposta do Atlético/PR e não pensou duas vezes: deixou o Timbu a ver navios. Pela segunda vez, o Furacão rouba um técnico alvirrubro. Ano passado foi Roberto Fernandes que se mandou pra lá quando o Timbu atravessava uma boa fase no Brasileiro.


Porém, o Náutico não se assustou com o episódio, e no outro dia contratou um novo técnico: Márcio Bittencourt. Pasmem, torcida tricolor! Márcio era o treinador do Santa Cruz no Campeonato Pernambucano, no qual conduziu o time tricolor à uma boa campanha. O técnico já começou a dar sua cara ao Náutico, porém, na estreia não foi muito bem. No frio gaúcho, perdeu para o Grêmio de 3x0. Mas ele impressionou à todos quando decidiu integrar dois afastados no elenco mais uma vez. O meia Daniel Chucky Gonzalez e o atacante Adriano Magrão. Um deles poderá ser usado contra o Coritiba, no primeiro jogo de Márcio Bittencourt nos Aflitos. E é lá que outro Márcio vai estrear. Márcio Barros, ex-atacante do Santa Cruz, que também está no rival, igual ao técnico e 'xará'. O Náutico ocupa a nona posição na tabela. É hora de se levantar, porque uma derrota pode fazer com que o time afunde de vez na competição.

Afundar: Uma palavra que não consta no dicionário do Santa Cruz. O time tricolor vive o momento mais delicado dos seus 95 anos de história. No pesadelo da Quarta Divisão, e precisando se recuperar a todo custo. Logo depois do Campeonato Pernambucano, um verdadeiro desmanche se deu no Tricolor, do Arruda. Mas alguns remanesceram, e um técnico com pinta de campeão foi contratado. O desconhecido Sérgio China, ex-jogador do Santa, agora é quem dá as cartas no time coral. E como não tem que deixar de ser, mais preocupações surgem na cabeça do torcedor tricolor.

Nos amistosos preparatórios, o Santa Cruz empatou contra o Primeiro de Maio, time da Segunda Divisão Estadual. Depois, empatou com o Salgueiro (que disputa a Série C), venceu, mas não convenceu o Carpinense (outro desconhecido). Agora, o Santa enfrentará o Treze/PB, no teste mais difícil que enfrenta até agora nos amistosos preparatórios. O Treze pode ser adversário do Santa na Série D em fases seguintes, por isso a importância. Em dois jogos (o primeiro na Paraíba e o segundo no Arruda), o Santa vai contar mais uma vez com o apoio da torcida mais apaixonada do Brasil, que nunca deixou o time na mão.

E essa semana foi decisiva também para o zagueiro Sandro, que quase abandona a carreira por conta de uma contusão. Ele vai continuar jogando, pelo menos até o fim do ano. Outra novidade que aqueceu as turbinas do Santa foi a contratação de Reinaldo, que foi artilheiro na Série B de 2005 pelo time tricolor, com 16 gols. Se ele fizer metade do que fez naquele ano, o Santa está bem servido. E a um passo de confirmar o favoritismo (se é que tem), na Série D.

Daniel Gomes integra a equipe do BLOGJE e trará aos nossos leitores as novidades do futebol pernambucano

Imagens:
Émerson Leão - Site Oficial do Sport
Márcio Bittencourt - Globo Esporte.com
Reinaldo - Site Oficial do Santa Cruz (coralnet.com.br)

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

E sem Kaká?

Por: Marcelo BragaOk. Dunga será o técnico do Brasil na Copa do Mundo. Não há escapatória e agora nos resta torcer. Em relação ao elenco, que ainda têm algumas poucas vagas, gostaria de discutir a de reserva do Kaká.

Kaká é o nosso melhor jogador, o maestro da nossa Seleção. Mas ele está sujeito a uma lesão, uma suspensão. O que o impede de se machucar, como Pelé em 1962? Quem será o novo Amarildo? E o que impede de um árbitro o expulsar e tirá-lo de um jogo importante, como com Ronaldinho Gaúcho em 2002?

O elenco precisa apresentar uma opção para a posição de Kaká. Com Alex esquecido na Turquia e Gaúcho com futebol desmemoriado, quem poderia ser? Ramires, a meu ver, se assemelha mais com a posição de Elano, e pode jogar ao lado do ex-são-paulino.

Hoje no elenco, quem seria? Júlio Batista? Mas são jogadores completamente diferentes. Dunga precisa pensar em um reserva imediato para Kaká, pois o risco de perdê-lo existe.

Se eu tivesse que apostar em alguém, diria Diego, que começará uma nova temporada na Juventus. Apesar de já ter tido chances com a Amarelinha, vejo-o como o reserva ideal para Kaká. Para ser convocado, porém, Diego precisará fazer uma grande primeira temporada pela equipe italiana, o que é difícil, já que todo jogador demora a se adaptar quando muda de praça. Mas quem sabe...Minha aposta segue sendo o parceiro do Robinho!

Mero palpite

Se tivesse que escolher um substituto para Muricy Ramalho, escolheria Silas, do Avaí. Com história como jogador no Tricolor, ele seria uma boa aposta da diretoria.

Imagem:
http://www.bondinho24horas.com/wp-content/uploads/2009/03/0316-kaka-milan-lesao1.jpg

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Fórmula 1 x Fórmula 8

Por: Sabrina Machado


Nesta quinta-feira, a Associação das Equipes (Fota) decidiu por meio de uma reunião, que as escuderias integrantes do grupo não participarão da Fórmula 1 de 2010. A decisão extremista deve-se pelo fato das desavenças com Federação Internacional de Automobilismo (FIA) devido ao teto orçamentário.

Se nenhuma novidade chegar pela janela, teremos uma F-1 sem Ferrari, McLaren, Renault, BMW Sauber, Toyota, Brawn GP, RBR e STR. Em contrapartida, teremos outro campeonato com essas equipes.

Essa briga é causada principalmente pelo senhor Max Mosley, presidente da FIA, que demonstrou com uma atitude arbitraria e egocentrista, que é ele quem manda na categoria. Além disso, o presidente já declarou que a F-1 sobreviverá sem a Ferrari. Mas o que acontecerá com o campeonato, já que não é apenas a escuderia vermelha que está fora?

Essa jornalista (com diploma... piada pronta) que vos fala, reitera a opinião de que não assistira a F-1 se a Ferrari não estiver na pista. Além disso, ela espera que transmitam a categoria paralela com essas oito equipes.

Imagem:
http://nepsterblog.com

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Variações táticas do Cruzeiro

Por Marcelo Costa, do blog Esquemas Táticos (www.esquemastaticos.blogspot.com/)

O Cruzeiro que vai enfrentar o São Paulo na quinta-feira, pelas quartas-de-final da Copa Libertadores no Morumbi, está desfalcado de seu melhor jogador — Ramires, servindo a seleção brasileira — e pode apresentar algumas variações táticas que vamos discutir a seguir.

A análise das atuações do Cruzeiro sob o comando de Adílson Batista nos leva a imaginar alguns cenários possíveis. Taticamente, o Cruzeiro pode atuar no 4-3-1-2 — com três volantes, Wágner na armação e dois atacantes —, ou no 4-4-1-1 — com quatro volantes e Wágner como meia e atacante.

Os esquemas táticos

O 4-3-1-2 dos mineiros apresenta-se com uma defesa que tem dois laterais que aparecem muito para apoiar o ataque. Gérson Magrão (lateral-esquerdo) é um meia de origem, por isso tem mais facilidade para atacar que para defender. Seu lado é o mais vulnerável. Por isso, normalmente Marquinhos Paraná ocupa a posição de volante pela esquerda, porque é o melhor marcador do time. Jonathan (lateral-direito) ataca e defende bem, mas no jogo contra o São Paulo, pode ser deslocado para fazer a função de Ramires pela meia direita. Jancarlos seria o lateral-direito e Jonathan executaria a função de meia pela direita. Nesse caso, o time atuaria com dois volantes (Fabrício e Marquinhos Paraná) e dois meias (Jonathan e Wágner), mas com um dos meias (Jonathan) fazendo também a função de terceiro volante quando o time perde a posse de bola, assim como Ramires faz. Um 4-2-2-2 torto, por isso é melhor caracterizá-lo como 4-3-1-2 mesmo.
Caso Jonathan seja mantido na lateral-direita, provavelmente o Cruzeiro vai se apresentar no 4-4-1-1. Quatro volantes podem ser escalados no meio-campo (Fabrício, Henrique, Elicarlos e Marquinhos Paraná) e Wágner faria a função de meia e atacante. Wágner já deu entrevistas dizendo que não rende bem nessa posição, mas Adílson Batista também usa as entrevistas de seus jogadores para tentar surpreender os adversários. O fato é que Adílson gosta de inovar nos jogos fora de casa, o que raramente dá certo. Entretanto, contra o Palmeiras, ele apostou na formação que normalmente utiliza no Mineirão (4-3-1-2) e perdeu. Ou seja, ele pode ter concluído que o sistema tradicional não é garantia de bom resultado.
A escalação

A defesa do Cruzeiro tem um titular absoluto: Leonardo Silva. Ele vai bem nas bolas altas tanto na defesa quanto no ataque. É a principal arma do Cruzeiro nos escanteios e nas demais bolas paradas ofensivas. Geralmente joga pelo lado esquerdo. Contra o Internacional, por exemplo, ele jogou pelo lado esquerdo no primeiro tempo, porque Gérson Magrão e Marquinhos Paraná avançavam mais por aquele setor. No segundo tempo, jogou pela direita para barrar os avanços de Taison. Seu companheiro de zaga pode ser Thiago Heleno ou Léo Fortunato.

Gérson Magrão deve voltar à lateral esquerda. Sorín não tem condições físicas de atuar todo o jogo, e Athirson e Fernandinho estão machucados. Se Magrão não atuar — por opção técnica de Adílson — Marquinhos Paraná ou Jonathan podem ocupar a posição. Na lateral direita, Jonathan normalmente é o titular, mas com a ausência de Ramires e o deslocamento de Marquinhos Paraná para a esquerda, pode aparecer como meia-direito, como já dissemos. Deste modo, o esquema tático seria o 4-3-2-1. Caso Paraná fique no meio-campo, Jonathan poderá ser o lateral-esquerdo. Nesse caso, Jancarlos ocupa a lateral direita e o sistema tático passa a ser o 4-4-1-1.

No meio-campo, Henrique é um jogador no qual Adílson confia muito, embora não esteja num bom momento, e deve ser um dos volantes. Só não vai para o jogo se Jonathan for o meia direita, e o time atuar com dois meias, como explicamos acima. Wágner volta, depois de estar parado por contusão.

Kléber é o único nome certo no ataque. Seu companheiro pode ser Wellington Paulista ou Zé Carlos. Como dissemos, Adílson também costuma jogar com apenas um atacante, colocando Wágner para fazer o papel de segundo atacante e, também, voltando para fechar o lado esquerdo do meio-campo quando o time perde a bola. Esta possibilidade configuraria o 4-4-1-1, com quatro volantes e Wágner na dupla função de meia e atacante.

Imagens:
Blog Esquemas Táticos.

Espanha se garante na semifinal da Copa das Confederações

Por: Rafael Zito
Nesta manhã de quarta-feira, a seleção espanhola bateu o Iraque por 1 a 0 e garantiu classificação para a fase semifinal da Copa das Confederações. O placar magro se explicar pelo fato do técnico Vicente Del Bosque ter preservado alguns titulares e, também, porque ficou evidente que os jogadores espanhóis se pouparam durante a partida, devido à fragilidade da seleção iraquiana.

Após a goleada de 5 a 0 sobre a Nova Zelândia, esperava-se mais um show da Espanha, no entanto, o treinador poupou alguns titulares e os jogadores que estiveram em campo fizeram apenas o suficiente para vencer o adversário. Mesmo sem poder contar com Marcos Senna e Iniesta nesta Copa das Confederações, os meio-campistas Xabi Alonso e Cesc Fábregas estão conseguindo manter a qualidade da saída de bola da Fúria, principal característica da equipe espanhola, que foca seu jogo na posse de bola.

Neste jogo contra o Iraque, Del Bosque retirou da equipe os titulares Puyol e Albiol, dupla de zaga, e os meias Fábregas e Riera. Em seus lugares entraram Marchena e Pique, que mantiveram o nível, já Cazorla e Mata não conseguiram manter a excelência na troca de passes do meio-de-campo. Só não entendo como que o treinador espanhol deixa David Silva no banco. Quando o jogador do Valência entrou em campo a qualidade da Espanha cresceu, já que Silva tem bom passe e é muito habilidoso com sua perna esquerda.

Com mais uma vitória, a Fúria chegou à incrível marca de 34 jogos de invencibilidade. Agora, a Espanha está há apenas dois jogos de igualar a marca da seleção brasileira que, de 1993 a 1996 ficou 35 jogos sem perder. Com a fraca África do Sul na última rodada da competição, não tenho dúvidas de que a Espanha igualará a marca do Brasil. Na semifinal, os espanhóis deverão ter pela frente Brasil ou Itália, desafios complicados e que podem quebrar essa série espanhola. No entanto, não vejo seleção em condições de brecar essa sequência da equipe de Del Bosque. Itália e Brasil precisarão se superar para conseguir tirar a bola do meio-de-campo espanhol, comandado pelo volante Xavi, do Barcelona.


Imagens:
David Villa - site oficial Real Federação Espanhola de Futebol
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