sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Palmeiras vive sua dura realidade em 2009

Por: Rafael Zito
A derrota para o Grêmio, por 2 a 0, decretou o fim do sonho palmeirense de conquistar o Campeonato Brasileiro de 2009, desfecho este adiantado por este blogueiro no dia 17 de setembro (clique e veja), quando o Verdão liderava a competição com uma folga considerável. No texto publicado a pouco mais de um mês, declarei que não acreditava em Palmeiras e Internacional e apontei São Paulo e Corinthians como fortes candidatos. O Timão não se acertou e largou mão do Brasileirão, já o Tricolor segue firme na luta pelo tetracampeonato consecutivo.

Com o passar da competição, a falta de consistência do Palmeiras ficou evidenciada a partir do momento em que os talentos individuais não conseguiram mais esconder as falhas táticas e a desorganização da equipe. Não se pode eximir o técnico Muricy Ramalho de uma parcela da culpa, porém, o treinador é o que tem menos responsabilidade, já que o comandante assumiu o time no meio da temporada e teve que trabalhar com os jogadores que estavam no elenco. Tenho convicção que o Palmeiras está pagando pela ruptura ocorrida no final do ano passado, quando o, então técnico, Vanderlei Luxemburgo, fez uma reformulação muito drástica no grupo alviverde.

Com o término da temporada de 2008, o Palmeiras dispensou ou não conseguiu segurar os seguintes jogadores: Élder Granja, Roque Júnior, Leandro, Gustavo (saiu no início de 2009), Léo Lima, Denilson, Alex Mineiro, Kléber, Martinez e Maicosuel. É difícil uma equipe ser formada com solidez tendo sido mexida em mais de 60% do time titular e 40% do elenco. O que acontece com o alviverde neste fim de temporada é o ônus desse rompimento de planejamento realizado na passagem de 2008 para 2009.

Em nenhum momento neste ano, o Palmeiras mostrou a consistência necessária para permanecer no topo durante todas as competições. No Campeonato Paulista, o clube esteve durante a maior parte do tempo na liderança, no entanto, na reta final as falhas na formação da equipe e do elenco apareceram e o Verdão caiu diante do Santos, em pleno Palestra Itália. Na Libertadores, o time não passou confiança ao torcedor em nenhum instante. O clube passava às fases, entretanto, a desconfiança estava sempre presente, devido ao fraco futebol que vinha sendo desempenhado.

Por fim, a análise chega ao Brasileirão, no qual o Palmeiras esteve na liderança durante mais da metade da competição. Depois de tanto tempo na ponta da tabela, o que teria acontecido? O que explica a absurda queda de rendimento? Essas são perguntas que, no meu ponto de vista, são fáceis de serem respondidas. A causa da queda é a falta de solidez tática! Tanto com Luxemburgo quanto com Muricy, o Verdão não encontrou a melhor formação. Não foram poucas às vezes em que os treinadores deixaram de usar o 4-4-2 para colocar em prática o 3-5-2 e vice-versa. Essa indefinição de uma base tática faz com que os atletas não se sintam confortáveis e com a convicção de suas atribuições em campo.

No momento em que os talentos individuais (Diego Souza e Cleiton Xavier) tiveram uma queda de desempenho ou deixaram a equipe por motivos clínicos, no caso o volante Pierre, todos os defeitos táticos vieram à tona e a da falta de organização gerou insegurança, deixando o time psicologicamente abalado, destruído emocionalmente. Após esse diagnóstico, resta ao clube de Palestra Itália lutar com todas as forças para conseguir uma das vagas para Libertadores de 2010. Acredito que o Palmeiras não ficará no G-4, já que vejo Cruzeiro e Atlético-MG em melhor momento do que o clube paulista e ainda tem o Internacional, que pode beliscar uma das vagas. O Palmeiras precisa começar a pensar na temporada de 2010 para impedir que os erros na virada de ano se repitam.

Imagem:
Diego Souza – Gazeta Press

11 comentários:

Thiago Fagnani disse...

O que comentar sobre um texto que simplesmente abordou tudo?

Faço minhas TODAS as palavras do Rafael.

Mas, no ano que vem, a torcida do Palmeiras PODERÁ ter alegrias. É eperar e confiar no bom trabalho da diretoria!

Abraços

Ricardo disse...

Realmente você adiantou.
O comentário, porém, foi extramente passional!

Agora,
É fácil falar.

O Palmeiras fez a campanha mais consistente.
Tropeçou no fim, mas, mesmo assim, considero o texto sem sentido.

Reveja!

Rafael Zito disse...

Fala Ricardo, blz?

Sinceramente não sei de onde vc tirou o "comentario extramente passional".

E acho q vc precisa rever o q escreveu... pq se vc se contradiz qndo fala q "realmennte vc adiantou" e depois diz... "Agora, é facil falar".

O meu texto foi analítico... qm fez um comentário "extremamente passional" foi você!

Ricardo disse...

Eu disse que você adiantou.
Embasado, apenas, no coração!

Não há nenhuma pesquisa.

Enfim,

Volto a falar que o Palmeiras fez uma campanha excelente. Foi quem mais liderou.
Como poderia prever uma queda?

O seu texto, nem de longe, foi analítico. Só com muita pretensão, mesmo.

Anônimo disse...
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Ricardo disse...

Obrigado, "Anônimo"!
Comentários movidos pela paixão não rendem.

Rafael Zito disse...

O BLOG JORNALISMO ESPORTIVO SEMPRE ABRIU ESPAÇO PARA DISCUSSÃO, NO ENTANTO, EXISTEM BABACAS Q SE ESCONDEM ATRÁS DO "ANÔNIMO" E ISSO DEMONSTRA UMA ENORME FALTA DE PERSONALIDADE DA PESSOA. RESPEITO O RICARDO E A OPINIÃO DELE. PORÉM, O ENERGÚMENO Q NÃO TEM CORAGEM DE ASSINAR NÃO TERÁ MAIS ESPAÇO. QM NAO ASSINA NAO TEM DIGNIDADE, LOGO NAO MERECE ESPAÇO ALGUM.

gil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
gil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leandro Miranda disse...

"Volto a falar que o Palmeiras fez uma campanha excelente. Foi quem mais liderou.
Como poderia prever uma queda?"

Simples: durante todo o torneio, o time jogou mal e dependeu unicamente de Diego Souza para produzir alguma coisa ofensivamente. Atrás, Pierre tentava compensar a limitação dos zagueiros.

Não houve nada de passional no texto, a análise foi embasada e eu concordo com o Rafael, que eu sei que sempre alardeou a fragilidade tática do Palmeiras.

Só por que o time é líder não é possível prever uma queda? A boa análise é aquela que tenta fugir do óbvio: o jornalismo esportivo brasileiro está carente de capacidade e coragem para isso. Parabéns Zito!

Renata disse...

Concordo plenamente com o Ricardo. Realmente foi passional, o texto em que você diz ter adiantado que o Palmeiras não ganharia o Brasileirão, além de ter sido uma suposição com nenhum aspecto analítico.

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