domingo, 13 de junho de 2010

Uma Alemanha envolvente e eficiente

Por: Rafael Zito

O futebol resolveu aparecer na Copa do Mundo. A seleção da Alemanha entrou em campo neste domingo com uma desconfiança pelo fato de ter perdido alguns jogadores na fase de preparação para o torneio, principalmente o capitão Michael Ballack. O técnico Joaquim Low escalou uma equipe jovem, bastante talentosa e com muita movimentação. Na estreia diante da Austrália, os alemães golearam por 4 a 0 com excelentes exibições do lateral-direito Lahm e dos meias-atacantes Podolski, pela esquerda, e Ozil, por dentro.

Low montou o time num 4-2-3-1, com Lahm, Friedrich, Mertesacker e Badstuber, formando a linha defensiva. À frente dos quatro defensores estavam os volantes Khedira (substituto de Ballack) e Schweinsteiger, com as obrigações de proteger a defesa e iniciar os ataques com passes qualificados. Na linha de meio-campo ofensiva jogaram Muller, pela direita, Ozil, pelo meio, e Podolski, pela esquerda. O único atacante no sistema tático era Klose, que marcou seu 11º gol em Mundiais e se igualou ao ex-craque alemão Jürgen Klinsmann.

Apesar de a formatação tática apresentar apenas Klose no setor ofensivo, a Alemanha mostrou em campo uma intensa movimentação, com os meias chegando ao ataque e se aproximando do camisa 11. No primeiro gol, Muller recebeu de Ozil e foi à linha de fundo pelo lado direito para cruzar para a área e encontrar Podolski, pelo lado esquerdo, que chutou com força para abrir o marcador. No segundo tento, o lateral Lahm fez cruzamento preciso e Klose se antecipou ao goleiro para cabecear para balançar a rede.

Após o terceiro dia de Copa do Mundo, a Alemanha foi a primeira seleção a mostrar um futebol convincente e gostoso de ser ver. Uma equipe habilidosa e com qualidade técnica acima da média, com trocas de passes envolventes e verticais. Low e seus comandados mostraram aos amantes do futebol que foram para a África do Sul com a ambição de conquistar o Mundial. As seleções que ainda não entraram em campo ficam pressionadas a desempenhar um futebol semelhante ou superior aos alemães. As equipes que já estrearam precisam evoluir para não ficarem para trás.

Imagem:
Podolski – Getty Images

2 comentários:

Escala Richter Futebol Clube disse...

Boa Rafa !!! Minha opinião é a mesma ! Esse jogo foi o melhor ! Sem contar que meu sobrenome Richter é da origem , portanto não posso deixar de torcer para os Germanys !!

José Augusto disse...

Faaaaaaala, Zitão!!
O desenho do jogo foi isso mesmo... acredito que a ausência de Ballack foi até "melhor" para o jovem time alemão.
O motivo é simples.. com ele em campo, a saída de bola se torna mais demorada... sem ele, as jogadas fluem com mais velocidade e do estilo que os selecionados preferem jogar...
Com Ballack, o time perdia velocidade e, com isso, o poder de fogo nos contra-ataques...
É melhor tomar cuidado com os alemães!!
Abraxxx

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