quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ainda bem que era o Renê

Por: Leandro Miranda


Renê Simões não é um técnico espetacular, mas é um sujeito muito inteligente. Comparado à maioria das figuras do meio do futebol, torna-se ainda mais esclarecido. Ontem, o treinador foi fantástico ao reafirmar, ao vivo para o canal SporTV, suas declarações a respeito da invasão do vestiário da Portuguesa, seu ex-time, depois da derrota para o Vila Nova, terça-feira passada, pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Dois conselheiros do clube, acompanhados de seguranças particulares armados, teriam entrado no lugar reservado a atletas e comissão técnica e feito ameaças a alguns jogadores da Lusa – em especial o atacante Edno.

Depois da vitória por 3 a 1 sobre o Figueirense, ontem, o capitão César Prates falou em nome da equipe na entrevista coletiva. Reiterou que o grupo de jogadores gostaria de esclarecer que não houve ameaças dos conselheiros, nem intimidação com armas de fogo. Questionado sobre a versão do jogador – que ia de encontro à sua própria, dada na semana passada – Renê foi enfático. “Gosto muito do César e respeito a posição dele, mas não podemos fazer parte de uma sociedade que cultiva o ‘ainda bem’. ‘Ainda bem que ninguém se machucou’, ‘ainda bem que ele só me roubou’. O que aconteceu não pode ser tolerado e minha saída foi um grito de alerta. Os seguranças estavam armados sim, e pressionaram alguns jogadores sim, principalmente o Edno. Nunca havia vivido uma situação dessas em anos de futebol”, declarou.

O que aconteceu no vestiário da Portuguesa foi um absurdo, coisa digna de time pequeno, minúsculo, com requintes de coronelismo. A segurança dos atletas e da comissão técnica foi posta em risco e o clube foi corretamente punido com a interdição do estádio do Canindé. Renê agiu com dignidade ao pedir demissão e deu uma aula de honestidade e bom-senso ao expor sua versão dos fatos, e reafirmá-la depois da tentativa do elenco de colocar “panos quentes” no assunto.

2 comentários:

Bryan Clem disse...

É verdade que tem que dar os parabéns ao Rene, pela sua coragem de falar a verdade. Uma pena se os jogadores da Lusa estarem escondendo o jogo, mas é obvio, que ali está o ganha pão deles, mas essa impunidade temq eu acabar.
É um absurdo o que aconteceu no Canindé, tinha que ficar fechado por bastate tempo, além de punir a direção do clube.

gabriel disse...

René é um cara competente, admirável como pessoa, e como um bom profissional, não deixaria isso barato.

Não pode ter sido um caso tão comum, a ponto de provocar a demissão do técnico e a saída do melhor jogador do time.

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