quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cruzeiro busca o tri da Libertadores no Mineirão

Por: Marcelo Costa (Blog Esquemas Táticos)
Cruzeiro x Estudiantes. A finalíssima da Copa Libertadores da América terá casa cheia. Os oponentes são times de países que praticam estilos de futebol admirados em todo o mundo. Um deles tem sido apontado como um dos favoritos desde o início do torneio, o outro cresceu muito ao longo da competição. A conquista pode significar o tricampeonato para os brasileiros e o tetracampeonato para os argentinos.

O jogo tem mobilizado Belo Horizonte desde que os finalistas foram definidos. A ponto de o principal clássico do estado, no último domingo, ter sido esvaziado. Apenas 22.500 torcedores compareceram ao Cruzeiro versus Atlético pelo Campeonato Brasileiro. Nem a torcida do Atlético compareceu em massa.

Muitos torcedores saíram do Mineirão, ainda na noite de domingo, direto para as bilheterias. Todos os 64.800 ingressos foram vendidos, mas só metade estava disponível nos guichês. Os que aderiram ao programa sócio-torcedor ficaram com 20 mil ingressos, outros oito mil foram adquiridos por sócios de outro programa de fidelidade do clube e patrocinadores e donos de camarotes tiveram direito a duas mil entradas. Os demais 31.800 ingressos se esgotaram ainda na segunda-feira, por volta do meio-dia. O Estudiantes teve direito a três mil bilhetes. A reclamação dos torcedores tem sido grande porque muitos cambistas já estavam vendendo, quase pelo dobro do preço, ingressos que variavam de R$ 15 (geral) a R$ 150 (cadeira especial).

O Cruzeiro chega para o segundo jogo da final da Libertadores contra o Estudiantes precisando vencer por qualquer placar para ficar com o título. Os dois times já se enfrentaram na fase de grupos do torneio e, no Brasil, o Cruzeiro venceu por 3 a 0. Na Argentina, o Estudiantes derrotou o time mineiro por 4 a 0.

No primeiro jogo da final, o Estudiantes dominou a partida, mas não conseguiu superar Fábio, o principal destaque da partida. Não aconteceu a famosa pressão que os argentinos costumam fazer contra os adversários em casa. O Cruzeiro jogou um primeiro tempo retrancado e, a partir da metade do segundo, ganhou o meio-campo e ameaçou o Estudiantes. O jogo terminou em 0 a 0.

O esquema tático do Estudiantes é um falso 4-4-2. A linha defensiva é sempre formada por três zagueiros e um dos laterais sempre se posiciona como ala. Assim, de maneira alternada, Ré (pela esquerda) e Cellay (pela direita) são alas e zagueiros pelas extremas da linha de defesa. Dois volantes ficam à frente dos defensores. Um mais marcador (Braña) e outro que sai para o jogo como um meia (Benítez). Verón é o armador que cadencia o jogo e faz lançamentos; Pérez é o meia-atacante veloz, que conduz a bola. Verón pode voltar para armar o jogo ao lado dos volantes, já que tem um passe longo de qualidade. No ataque, Fernández é o segundo atacante que cai, principalmente, pelo lado esquerdo. Boselli é o centroavante e fica mais fixo na frente. É um 3-5-2.

O Cruzeiro vem no 4-4-2, com dois volantes mais marcadores e um que é meia a maior parte do tempo. Na defesa, Gérson Magrão (meia de origem) é o lateral-esquerdo, Leonardo Silva (esquerda) e Anderson (direita) são os zagueiros e Jonathan é o lateral-direito. Thiago Heleno, que vem de contusão, pode aparecer como titular no lugar de Anderson. Se isso acontecer, inverte-se a posição de Leonardo Silva. Os laterais apoiam muito e Gérson Magrão, por vezes, aparece como meia-esquerda, sendo coberto por um dos volantes ou por Wágner.
O meio-campo cruzeirense é formado por volantes versáteis. O destaque é Marquinhos Paraná, que arma a equipe quando Wágner aparece como ponta (principalmente pela esquerda). Henrique fica mais preso na marcação, mas também aparece pela faixa central direita do ataque. Ramires tem liberdade para deslocar-se por toda o campo ofensivo e pode, portanto, aparecer tanto na direita quanto na esquerda. Wágner é o meia-atacante que pode tanto acelerar o jogo quanto cadenciar. Ele distribui o jogo dando passes e fazendo lançamentos e também conduz a bola em velocidade.

O ataque tem Kléber que, como segundo atacante, faz o pivô para os meias e penetra pelo meio ou pelas pontas. Sua jogada-surpresa é a entrada pela ponta direita, já que fica preferencialmente pela esquerda. Wellington Paulista joga mais adiantado, pela direita e pelo centro. Tecnicamente é limitado, mas é melhor finalizador que os demais atacantes disponíveis no elenco.

Imagens:
Divulgação / VIPCOMM
Blog Esquemas Táticos

2 comentários:

Rafael Zito disse...

Fala-se mto em Kléber e Verón para a decisão desta noite, porém, não dá pra deixar passar despercebido o momento que vive o atacante Wellington Paulista, artilheiro do Cruzeiro na Libertadores.

Pelo lado do Estudiantes é preciso ter atenção com o meia Benitez que atua pelo lado esquerdo e com o centroavente Boselli, goleador da competição com sete gols.

Abraço Marcelo

Esteban disse...

mmm, no se, pero creo que a Estudiantes lo va a cansar la cancha grande... no acostumbra a jugar en espacios tan grandes...

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