sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cruzeiro vence e abre boa vantagem sobre o Grêmio

Por: Marcelo Costa

No primeiro jogo das semifinais da Copa Libertadores da América, o Cruzeiro venceu o Grêmio por 3 a 1. O Cruzeiro apresentou uma mudança tática na virada do primeiro para o segundo tempo, mas manteve o 4-3-1-2 que se transformava em 4-2-2-2. O Grêmio manteve o mesmo esquema tático: um 4-2-2-2 que variava para um 3-2-3-2, com um ala e um lateral recuado.

No primeiro tempo, o Cruzeiro entrou com Marquinhos Paraná pelo lado esquerdo (Gérson Magrão se contundiu) com uma função mista de ala, lateral-esquerdo e volante, indo à linha de fundo e entrando em diagonal pelo meio. Essa multiplicidade de funções foi possível porque o lateral-direito do Grêmio, Thiego (um zagueiro de origem), praticamente não avançou para o campo de ataque, desempenhando o papel de zagueiro na maior parte do tempo. O Grêmio criou algumas jogadas de ataque por aquele lado. Aliás, o Grêmio criou as melhores chances de gol no primeiro tempo, embora o Cruzeiro tenha tido mais posse de bola nos dois tempos.

O lado direito cruzeirense teve um Jonathan atuando bem na defesa e no ataque, tentando jogadas de linha de fundo e também entrando em diagonal pelo meio. Contou sempre com o apoio de um dos volantes. Os volantes do Cruzeiro mudaram constantemente de posição e avançavam de maneira alternada pelo lado direito do ataque. Ora Henrique, ora Elicarlos caíam por aquele lado. Fabinho ficou como volante mais recuado pelo centro. Wágner entrava do centro do campo para o lado esquerdo do ataque.

No segundo tempo, uma mudança fez com que o Cruzeiro dominasse definitivamente a partida. Marquinhos Paraná foi deslocado da esquerda e passou a transitar por todo o meio-campo, como volante e meia-armador, dividindo a função com Wágner. O setor ganhou qualidade ofensiva e segurança defensiva. Paraná foi o melhor jogador da partida. O meio-campo e a versatilidade dos volantes cruzeirenses decidiram o confronto.
No Grêmio, Souza foi o melhor jogador do meio-campo. Fez boas jogadas com Fábio Santos, e movimentou-se bastante. Além de ter feito o gol gremista numa cobrança de falta. Tcheco não tem o mesmo dinamismo de Souza. Movimentou-se pouco e não desempenhou bem a sua principal função que é armar a equipe. Os dois volantes (Adílson e Túlio) não comprometeram na marcação, mas não contribuíram nas jogadas ofensivas, sobrecarregando Tcheco e Souza. Talvez fosse necessário um segundo volante mais técnico para fazer o jogo fluir no meio- campo.
O setor ofensivo do Cruzeiro contou com Wellington Paulista, mais avançado pela direita, e Kléber um pouco mais atrás, entrando pelo lado e em diagonal pelo centro do ataque. Wellington Paulista esteve bem, ao contrário das últimas partidas, mas Kléber esteve melhor. Prendeu bem a bola no ataque, jogou de pivô e caiu pelas pontas.

Para o próximo jogo, o Cruzeiro poderá contar com Gérson Magrão e Fabrício, se se recuperarem de contusão, além de Ramires, se estiver bem fisicamente (ao menos foi o que Adílson Batista disse em entrevista após o jogo contra o Grêmio). Adílson deve adotar novamente o 4-3-1-2 e, claro, jogar no contra-ataque.

Marcelo Costa é um jornalista com passagens pelos jornais Estado de Minas e Hoje em Dia, e pela TV PUC. No BLOGJE, Marcelo escreverá sobre o futebol mineiro e, nesta postagem, aborda a semifinal da Libertadores entre Cruzeiro e Grêmio.

Imagens:

Blog Esquemas Táticos (http://www.esquemastaticos.blogspot.com/)

Um comentário:

Esteban disse...

mmm... veremos quien pasa, esta aun abierta la esperanza para el grémio del massi lopez y herrera
saludos
http://d-coleccion.blogspot.com/
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