quarta-feira, 26 de maio de 2010

Procura-se técnico, jogador, diretoria e psicólogo

Por: Fausto Monteiro

Não necessariamente nesta ordem.

A diretoria decidiu começar a contratar quando não tinha mais ninguém para comprar. Na presidência está sentado um profissional...um torcedor profissional. E no Conselho? Acredito que seja um dos únicos clubes no qual a oposição é CONTRA o time.

E no banco de reservas? Está sentado um tal de Parraga. Mas não é dele que falaremos agora. O “melhor técnico do Brasil”, Muricy Ramalho, não agüentou uma goleada em casa contra o São Caetano e o contratado foi exatamente o algoz, Antonio Carlos Zago. Parecia ser uma alternativa boa e barata. Mas os resultados não chegaram e, curiosamente, foi demitido em uma história de balada, assim nos tempos de diretor técnico do Corinthians. No entanto, dessa vez a história foi invertida.

Sai o ex-zagueiro e ex-técnico do Palmeiras e quem assume é um desconhecido que lidera o time B, Parraga. Ao que tudo indica, ele será somente um tampão até que o Palmeiras acha alguém para colocar no seu lugar. Afinal, se nem Jorginho teve sua oportunidade de ser efetivado mesmo após uma vitória brilhante sobre o Corinthians, porque o Parraga teria depois de ter sido derrotado pelo São Paulo?

A partida diante do tricolor não foi uma aberração. Foi o esperado por todos, tanto que o Morumbi tinha apenas 15 mil pagantes – muito pouco para um clássico e ainda às 20h30. Ninguém esperava que o Palmeiras, mesmo embalado por uma vitória sobre o Grêmio, fosse fazer uma partida excepcional. Assim como o São Paulo não ia decepcionar depois das belas apresentações diante do Cruzeiro (duas vezes) e Internacional.

Agora, convenhamos, não tem como comparar os dois elencos. E chegamos a parte na qual pedimos jogadores para este time. Tanto que é difícil até decidir quem sai da equipe. Por isso, Parraga acabou tirando um dos mais esforçados, Vinicius (!!), para a entrada de Ivo (!!) no segundo tempo. Claro que como desgraça pouca é bobagem, o melhor jogador do time, Cleiton Xavier, já havia saído lesionado. Placar final: 1 a 0 para o São Paulo, gol de Fernandão.

E o psicólogo onde entra? Bom, não vou responder por vocês. Mas, vocês acreditam que um time que tem a oportunidade de conseguir um belo placar (para uma equipe que praticamente só marcou, um empate é quase goleada) em uma cobrança de pênalti no final do jogo, mas desperdiça, precisa de um psicólogo? Não?! E se eu disser que foi o sétimo pênalti perdido nos últimos nove (!!!!!!!) batidos?
Cada um tire sua conclusão deste texto. Mas, por gentileza, o último a sair apague a luz e troque a lâmpada, porque ela também deve estar com a auto-estima baixa.




Imagem: Nelson Almeida/UOL

2 comentários:

Rafael disse...

Excelente reflexão, Fausto. Acredito que o problema do Palmeiras vai muito além das quatro linhas. E infelizmente vejo que estes problemas estão muito longe de ser resolvidos. Se continuar assim após o hiato da copa, será um time que lutará para não cair. Gostei muito do seu blog. Se puder, dê faça uma visita ao meu: http://abcdoesporte.wordpress.com

Rafaela Andrade disse...

Está uma maré muito ruim mesmo, mas passa, sempre passa, acho que a imprensa ajuda a piorar.

Um abraço
http://apenasumpontoesportivo.blogspot.com

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