segunda-feira, 22 de março de 2010

A incrível capacidade do futebol brasileiro em revelar talentos

Por: Raoni David

É incrível a capacidade de renovação que tem o futebol brasileiro. Nenhum outro país revela tanto como nós e chego a pensar que é melhor vendê-los mesmo, pois do contrário, não teríamos times para colocar tantos craques! Vão embora mesmo meninos, abrilhantar o futebol daqueles pernas de pau que estão lá fora!

Claro que é brincadeira essa séria questão do êxodo de craques do futebol brasileiro, que já começa a rechear seleções de base de outros países. Mas estou falando sério quando à renovação no futebol brasileiro. Além disso, existe um estilo de jogador que é único e exclusivo do futebol brasileiro.

É o estilo do grande craque Denner, falecido para a tristeza do apreciador do bom futebol, em 1994, quando ainda era uma aposta. O seu estilo era o de um jogador rápido, baixinho, magrelo, driblador e abusado. Tinha ainda a peculiaridade de ser negro, como o primeiro e melhor de todos estes garotos e jogadores em todos os tempos: Pelé!

Outro que apareceu na mesma época que Denner, mas com um pouco menos de brilho, mas que depois se mostraria tão interessante quanto, foi Edílson, primeiro pelo Guarani, depois Palmeiras e mais tarde com a camisa do Corinthians. Depois Ronaldinho Gaúcho, melhor do mundo pelo Barcelona. Mais tarde ainda, Robinho, que tirou o Santos de dolorosa fila e brilhou mais com a camisa da seleção brasileira que nos seus clubes da Europa.

São jogadores de ataque, mas sem ser especialistas em marcar gols, pois jogam fora da área, arrancando do meio de campo, driblando, sendo abusados, preparando jogadas para os definidores, abrindo espaços e etc.

Atualmente, o mais badalado dos jogadores com essas características é o atacante Neymar, do Santos. E tanto têm falado dele, que outros nomes estão ficando, de certa forma, esquecidos. Talvez o menino do Santos seja mesmo o melhor de todos, mas não podemos esquecer dos outros.

No próprio estado de São Paulo temos Fernandinho com a camisa tricolor. O atacante que desponto no Barueri, hoje Prudente, tem malícia, é veloz, driblador e finaliza bem. Ótima opção para o ataque de Ricardo Gomes.

Saindo das fronteiras paulistas, impossível não parar do Rio de Janeiro para falar de duas joias: Phillipe Coutinho, do Vasco da Gama e Wellington Silva, do Fluminense.

O primeiro tem futebol muito parecido com o de Neymar. Dono de um drible curto, sem muita velocidade, bate na bola com destreza, tem consciência nos seus passes e lançamentos. Não é a toa que já está vendido. Vai moleque! Vai abrir espaço para outro craque e brilhar na Itália, mas só em 2011, espero.

Tive a felicidade de ver Wellington Silva em ação na Copa São Paulo de Futebol Júnior contra o São Bernardo, aqui no ABC. O menino é diferente. Rápido e driblador, a revelação do Fluminense parece correr olhando para o chão, mas é capaz de dribles inesperados. Fez contra o São Bernardo jogada parecida com a de Ronaldo com a camisa do Barcelona, contra o Compostela. Não marcou o gol, mas desta jogada, saiu o empate salvador para sua equipe.

Ainda no Rio, sinto falta de notícias sobre Erick Flores, garoto que surgiu com muito talento no Flamengo, mas sumiu.

Do sul, o Internacional revelou no ano passado o negro Taison. Mantendo a tradição do clube em revelar jogadores oriundos da 'liga da canela preta' como era conhecido um campeonato de várzea de Porto Alegre que cedeu ídolos à torcida colorada, Taison além de veloz, abusado e driblador, ainda se mostrou um ótimo goleador. E lá ainda está Thiago Humberto, quem tem muita qualidade.

Mas, neste ano, Taison não tem mantido a sequência de bons jogos, nem mesmo no Campeonato Gaúcho, o que acende o sinal de alerta. Exemplo de jogadores que despontaram como grandes craques e sucumbiram não falta. Denílson, Gil, Celsinho ou até mesmo Lenny no Fluminense. Mas, isso é algo que depende deles mesmos...

De todo modo, é talento de sobra. E olhe que foquei num estilo de jogador, ignorando possíveis craques que despontam, como Giuliano, do Inter; Bernardo, do Cruzeiro; Alexandre Pato e Thiago Silva, do Milan; Renan Oliveira, do Atlético Mineiro; Maylson e Mário Fernandes, do Grêmio; Marcelinho e Zé Vitor, do São Paulo; Diogo, do Panathinaikos; Alan Patrick, do Santos e na minha opinião, o melhor de todos desta turma nova: Paulo Henrique Lima, o Ganso!

3 comentários:

Guilherme disse...

Não me recordo de ver Denner jogar, mas me lembro bem do Edílson que na minha opnião nunca foi lá essas coisas...
Agora realmente o Brasil é uma fabrica de craques e com certeza jogadores como o Ronaldinho Gaucho e o Robinho foram inspiração pra os novos craques como Neymar, só não colocaria o Fernandinho do São Paulo na mesma lista.

Diogo Freitas Zumak Passos disse...

www.opiniaoesporte.blogspot.com
entrem o blog é mto bom

Rafael Zito disse...

Fala Raoni.

Gostei bastante do seu texto. Você pegou um estilo de jogador e conseguiu listar vários exemplos... são jogadores diferenciados, mas, como estilo prefiro atletas como Ganso, Diego, Alex, Kaká, Ricardinho.

Mas você fez uma ótima análise... só nao gostei de um trecho... vc eh polêmico rapaz... olha isso: "Vão embora mesmo meninos, abrilhantar o futebol daqueles pernas de pau que estão lá fora!"

Chamar os europeus de perna de pau não dá... são jogadores de estilos diferentes, nem por isso são piores... temos um olhar distorcido com relação ao futebol jogado no velho continente.

Um abraço e não me bata hahaha.

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