segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um retorno repleto de emoção

Por: Rafael ZitoApós um ano e dez meses longe dos gramados, o volante Marcelo Oliveira, enfim, retornou ao futebol. Poucos devem se lembrar, mas, o meio-campista canhoto surgiu de forma brilhante no Campeonato Brasileiro de 2007 e era um dos destaques do time comandado por Paulo César Carpegiani. Todo o promissor começo teve uma parada triste no dia 04 de agosto do mesmo ano. Em um jogo onde o Corinthians venceu o Goiás, por 1 a 0, o jogador rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e passou um longo tempo impossibilitado de fazer o que mais gosta.

O camisa 16 reapareceu para o mundo do futebol no último sábado, quando o Timão bateu o Coritiba, por 2 a 0. Após o jogo, emocionado o jogador deu declarações falando do seu retorno. “A emoção foi maior do que a da minha estreia, em 2007. Passei dia sem dormir, fiz quatro cirurgias, tive infecção hospitalar, mas Deus é fiel e eu dedico essa minha partida a ele”. O drama do jogador aumentou após completar um ano do primeiro procedimento cirúrgico.

O mundo de Oliveira desmoronou quando após todo o período de recuperação continuava sentindo dores no joelho. De volta ao hospital, constatou-se que o atleta havia pego uma infecção hospitalar. Resultado: nova cirurgia. Foram mais alguns meses de recuperação e, quando estava novamente pronto para voltar, as dores não haviam desaparecidos e, aconselhado pelo Dr. Joaquim Grava, foi novamente para a mesa de cirurgia. Foram quatro operações e uma infecção grave que fez com que o jogador corresse o risco de ter a perna amputada.

Para voltar a sorrir, Oliveira precisou ter muita determinação, vontade e desejo de voltar a jogar futebol. Não é fácil superar todas essas adversidades, convivendo com dores e com dificuldades para se locomover. Os meses, as semanas, os dias e as horas do período de recuperação devem ter sido sacrificantes e sofridos. Oliveira precisou ter muita força e todo o sacrifício foi recompensado com o retorno ao futebol. Foi emocionante ver a alegria do jogador após um simples jogo que, para ele, foi o jogo, o momento mais esperado dos últimos 22 meses.

Um dos principais responsáveis por saber o momento certo para recolocar o jogador de volta aos campos foi o técnico Mano Menezes. “Tivemos todo o cuidado do mundo com o Marcelo. O jogador quer voltar sempre, mas nossas conversas mostravam que ele tinha entendimento por seu momento. São dois anos sem jogar futebol, e ele só começou a ter chances de voltar em janeiro desse ano. No ano passado, não podíamos fazer uma segunda cirurgia antes do prazo de um ano, porque ele teve uma infecção muito forte na primeira que o impedia. E estávamos administrando isso, sem tirar a vontade do jogador. Trata-se de um grande profissional e de um grande homem. Por isso superou”.

A surpresa de Mano

Além de recolocar Marcelo Oliveira em campo, Mano quis fazer um teste pensando no futuro próximo do Corinthians. Meio-de-campo de origem, o jogador foi escalado na lateral-esquerda. Para mim, a explicação para a decisão do técnico é evidente. Sem poder contar com André Santos, que serve a seleção brasileira, o treinador precisa criar alternativas ofensivas pelo lado esquerdo para enfrentar o Internacional, na quarta-feira (17), pela primeira partida da final da Copa do Brasil, no Pacaembu. Posso estar me precipitando, mas, algo me diz que, depois de todo o sofrimento que passou, Marcelo Oliveira será a surpresa de Mano Menezes diante do Colorado.

Imagem:
Marcelo Oliveira - Lancenet

4 comentários:

Marcelo Braga disse...

Marcelo Oliveira, quando estiver plenamente readaptado aos gramados, será muito importante pro Timão. Um belo jogador.

ps: conheço essas aspas heim Zito..haha

Thiago Fagnani disse...

Que grata surpresa!!!
Se jogar bem mesmo, vai para a Europa!!

Anbraços Zitão, bela pauta!!!

Esteban disse...

interesante... sobre Paulo César Carpegiani... um trotamundos, ex seleccionador de paragua-í
saludos
http://d-coleccion.blogspot.com/

Persio Presotto disse...

é preciso dar tempo a ele, como fizeram com o ronaldo. sem forçar a barra. abs, pp

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