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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Sou Djokovic, e você?

Por: Carolina Reis

Comecei a gostar de tênis quando o vi jogando. Já sabia pela imprensa e por um amigo professor de tênis que ele era o melhor. Àquela manhã também tive essa mesma certeza e fiquei apaixonada pelo esporte. Quem era o adversário confesso que não me lembro. Só me recordo de Roger Federer. O que me intrigou foi a leveza e até mesmo a graça com que ele executava os golpes, principalmente o de esquerda. Hoje ainda me pego observando os tenistas para ver se eles fazem o movimento do mesmo modo que o suíço. Mas não; ele é único.

Hoje, no entanto, algo não estava certo. Roger Federer não soube o que fazer. Tentou todas suas táticas, antes vitoriosas, mas sem sucesso desta vez. Ou ele já não é o tenista de antigamente, ou o adversário tem sido duro. Mas não. Apostar que Federer não tem mais o tênis que o consagrou é ser leviana demais. O suíço, mesmo com o advento Nadal, ou derrotado outra vez por esse sérvio abusado (que aliás gosto muito), continua sendo o melhor tenista que já vi em quadra.

Mas nesse sábado, no ATP 500 de Dubai, não conseguiu levar o quinto título do torneio. Parou, assim como em Melbourne, em Novak Djokovic. Em uma derrota por dois 6/3, Federer se viu em quadra apostando em seus melhores golpes sem resultado. O sérvio quebrou o suíço duas vezes no primeiro set, perdeu um game no segundo, devolveu a quebra e conseguiu outra. Assim como na final do Aberto da Áustrália, Djokivic se mostrou consistente, concentrado e determinado, o suficiente para bater Federer.

Levando em conta a Copa Davis, Djokovic tem 14 vitórias consecutivas. Esse tricampeonato em Dubai demonstra o momento sensacional do sérvio. Federer jamais deixará de ser Federer, mas Djokovic mostrou quem é e para o que veio hoje; outro vencedor.

Imagem:
Site oficial de Djokovic

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Roger Federer - o "Pelé" das quadras

Por: Leandro Carneiro

Passa meses, passa ano, passa temporada e o que vemos no mundo do tênis? Roger Federer mais uma vez dominando tudo. O suíço começou mal o Australian Open, mas deu a volta por cima e está novamente sobrando, muito a frente dos demais.

Antes da competição, Nikolay Davydenko vinha com o melhor tênis do mundo e com a coroa do Masters de 2009 para derrubar o suíço. No entanto, Federer disparou logo um 3 a 1, com direito a um pneu (6-0) no terceiro set, e se garantiu na semifinal.

O melhor do mundo, quem sabe da história, chegou à reta decisiva ante o francês Tsonga, que bateu Djokovic nas quartas, e não sentiu pressão alguma. O suíço venceu por 3 a 0 em menos de uma hora e meia.

Muitos são fãs do Nadal, que chegou a superar Federer durante um ano. Mas, não dá. O melhor do mundo busca o seu 16º título de Grand Slam e já está mais do que credenciado como o jogador de mais destaque da história.

Saibro, quadra rápida ou grama. Ele ganha em todos os tipos de quadras e de todos. A coroa é merecida pelo rei suíço. Para surgir alguém como Federer só de 2000 em 2000 anos.

E mesmo que perca a grande decisão para o britânico Andy Murray, neste domingo (31), a credibilidade e o posto de rei de Federer jamais será batido. Afinal, até o Pelé foi derrotado um dia no futebol. Ninguém é imbatível, e é por isso, que o esporte fascina.


Imagem: Abril.com

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Raios e trovões

Por: Felipe Simi


Rafael Nadal simplesmente relampejou na Austrália.

Jogou 28 sets. Ganhou 24 e perdeu 4. Só nas
duas últimas partidas, foram dez. 9 horas e 36 minutos em quadra. Na semifinal, despachou um compatriota. Na final, um freguês.

Aos 22 anos, conquistou seu 6º Open e tornou-se o primeiro espanhol campeão em Melbourne. Chegou e saiu de lá como o número um – ranking que defende desde agosto do ano passado. Foi indiscutivelmente ovacionado. O que mais podemos esperar dele?

O Grand Slam? “Não, isso é quase impossível”, disse ele hoje, enquanto era fotografado por jornalistas com o novo troféu nas mãos. O certo é que a hegemonia de Nadal no tênis já está assegurada pelo menos até abril, o mês de Roland Garros.

E lá, este ano, ele terá duas missões: defender seu tetracampeonato e, por tabela, impedir pela 2ª vez o maior rival – e freguês - de igualar Pete Sampras em títulos de Open.

Nadal é como um relâmpago, sim. Só que mais demorado.
Federer que o diga.
Imagem: Oliver Weiken/EFE

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Here I am...

Por: Lucas Renato


Não precisa falar nada. Quinto título seguido no US Open. 13 Grand Slams. Ele é bom demais.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Três homens, seis mulheres e um segredo

Por: Felipe Simi
O piso é sintético. O status, Grand Slam. O prêmio, US$ 7.950.000,00. A sede, Nova York. O complexo, Flushing Meadows. Os favoritos, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic – não mais nessa ordem, necessariamente. É que, nesta semana, os fãs do tênis puderam acompanhar, na abertura do US Open, os primeiros movimentos de Nadal como melhor jogador da atualidade.

E ele venceu - difíceis 3 sets a 0 contra o alemão Björn Phau (parciais de 7/6, 6/3 e 7/6). Seus arqui-rivais também estrearam com o pé direito: mesmo ofuscado pela sensação espanhola, o tetracampeão Federer cravou outros 3 a 0 sobre o argentino Maximo González; e Djokovic repetiu o placar contra Arnaud Clement, da França. O suíço, aliás, pega um brasileiro na segunda rodada, o rio-pretense Thiago Alves.

Na chave feminina, assim como na masculina, todos favoritismos têm sido confirmados até agora. Ana Ivanovic, Jelena Jankovic, Svetlana Kuznetsova, irmãs Williams e Elena Dementieva. E, das tribunas, enquanto Maria Sharapova se recupera de duas fissuras no ombro direito que a tiraram inclusive das Olimpíadas de Pequim, o passeio do sexteto é assistido pela atual campeã, a belga Justine Henin, aposentada há três meses.

Todos atrás de uma única glória; uma só consagração. Um segredo que Federer e Henin já conhecem bem.

Imagem: Manny Millan/SI

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Contagem regressiva?

Por: Felipe Simi


6/2, 5/7 e 4/6. A 10ª derrota de Roger Federer neste ano aconteceu ontem à noite, em Toronto, no Canadá. A virada, aplicada pelo francês Gilles Simon, o 22º tenista do ranking mundial, rendeu-lhe uma eliminação na segunda rodada do Masters Series. Porém, o ônus desse tropeço lhe será cobrado no dia 11 de agosto, quando perderá os 350 pontos que defendia pelo vice-campeonato do ano passado. Enquanto isso, Rafael Nadal segue vencendo.

Se assegurar o caneco, inclusive, o espanhol somará 500 pontos aos 5.830 que já sustenta no Ranking de Entradas, diminuindo a vantagem do suíço para 275 pontos. Em Cincinnati, nos EUA – torneio que sucede Toronto na temporada de quadras rápidas -, Federer terá outros 500 pontos a defender, frutos do troféu levantado lá em 2007.

No entanto, os dois grandes desafios deste ano para o número um do mundo estão nas quadras de Pequim e Flushing Meadows, palco do US Open. No primeiro, ele jogará atrás de um inédito ouro olímpico. No segundo, defenderá 1.000 pontos pelo título de 2007, contra apenas 150 de Nadal.

“Preciso juntar os cacos e olhar adiante”, disse ele, horas depois do revés para Simon.

Imagem: Mark Blinch/Reuters

terça-feira, 8 de julho de 2008

Wimbledon, capital da Espanha

Por: Felipe Simi



Londres, 08 de julho de 2008. 0h45.

Faz pouco mais de 48 horas que tudo aconteceu. Não há ninguém na quadra agora. As poucas luzes que havia já se apagaram há muito tempo. O complexo inteiro está fechado. Mas há, de sobra, testemunhas vivas do que aconteceu lá no último domingo (06/07).

A epopéia durou exatamente 4 horas, 48 minutos e 62 games. Depois dela, Roger Federer e Rafael Nadal voltaram para seus países com expressões bem diferentes. Um extremamente triste. O outro, extremamente feliz.

Na Espanha, Nadal, de 22 anos, virou herói. “Vencer na grama já é especial”, declarou. “Vencer em Wimbledon então, para nós, espanhóis, é algo difícil de se imaginar. Foi, com certeza, a vitória mais emocionante da minha vida.”

Na Suíça, Federer, de 26, tornou-se vilão. Para jornais como o Basler Zeitung, Blik e Tribune de Geneve, o mito morreu na Inglaterra. Cabisbaixo, o próprio jogador admitiu que foi a pior derrota de sua carreira.

De quebra, deixou escapar o hexacampeonato, viu o rival abrir 270 pontos no ranking anual e não sabe quando vai voltar a jogar. Já Nadal debutou como campeão no All-England Club, reduziu para 545 a vantagem do suíço no ranking das últimas 52 semanas e já avisou que volta às quadras no final do mês, para o Masters do Canadá.

...

“Creio que testemunhei o maior jogo da história”

John McEnroe, 49 anos, venceu três e perdeu duas finais em Wimbledon, referindo-se à cruzada de Roger Federer e Rafael Nadal, vencida pelo espanhol por 6/4, 6/4, 6/7 (5/7), 6/7 (8/10) e 9/7.


Imagens: Getty Images/ AP

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A saga de um campeão

Por: Felipe Simi

Wimbledon começou. E, com ele, a saga de Roger Federer.

O tenista suíço, melhor do mundo desde 2004, percorre o All-England Club atrás do sexto título seguido. A caminhada, inclusive, segue bem até agora. Desde a estréia, na última segunda-feira, foram três vitórias tranqüilas em nove sets diretos. Na manhã de hoje, ele despachou o francês Marc Gicquel com parciais de 6/3, 6/3 e 6/1.

Mas, antes mesmo das oitavas-de-final, Federer já via seu caminho mais livre – graças a tropeços de outros cabeças-de-chave como Fernando González, Novak Djokovic, Andy Roddick, James Blake e Nicolay Davydenko. Em compensação, seu principal rival nesta corrida, o espanhol Rafael Nadal, continua vivo.

Trocando shorts por saias, a atual campeã Venus Williams chega à terceira rodada respaldada por dois triunfos e, como Federer, bastante confiante – especialmente depois das quedas de duas das mais favoritas: Ana Ivanovic e Maria Sharapova.

A chuva, nesta sexta, atrasou pela primeira vez a programação do dia em Wimbledon. Não foi nada, porém, que impedisse os vôos certeiros – e cada vez mais favoritos - da raquete de Roger Federer.

Imagem: AP

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Federer vai mal em 2008

Por: Lucas Renato

Federer perde suas partidas sem mostrar reação. Isso é o que mais preocupa seus fãs

Roger Federer, unanimidade quando o assunto é tênis, mostra um certo cansaço psicológico nessa temporada. Em 2008, quatro torneios disputados e 4 derrotas. Ontem, em Miami, ele perdeu mais uma. Agora para o seu freguês de carteirinha, Roddick.

O suiço revelou recentemente que, desde o fim da temporada de 2007, sofria de uma doença que lhe tirava o potencial físico durante as partidas. Nas últimas semanas, traquilizou seus seguidores ao dizer que já estava recuperado. Mas foi eliminado de uma forma patética por Mardy Fish na semifinal de Indian Wells. Ele perdeu o jogo sem esboçar um mínimo de reação.

Depois que caiu no primeiro Grand Slam do ano, na Austrália, o número 1 do ranking há mais de 4 anos ficou, novamente, um grande período sem jogar, enquanto os outros ralavam semana a semana. Assim, vão surgindo outros talentos, como o promissor Tsonga, da França. Djokovic é uma realidade. Ele tem o melhor tênis atualmente, o tênis mais vencedor dos três primeiros meses de 2008.

O fato é que, se Federer continuar no marasmo, sem demonstrar a gana de vencer, ele pode ser ultrapassado no ranking de entradas pelo Nadal e pelo Djokovic, principalmente no segundo semestre, quando ele defenderá títulos em Winbledon e US Open. Eu, particularmente, acho que ele se recuperará na temporada, penso que ele vai voltar a vencer, mas vai ser muito mais complicado, pois a nova geração está muito bem.

E você? O que pensa sobre a temporada do gênio Federer?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Mais um ano de emoção!

Por: Lucas Renato


Que será um ano de emoção, ninguém tem dúvida. Resta saber se será mais um ano de Roger Federer.

Régis Andaku, colunista de tênis da F. de São Paulo, escreveu que este pode ser o ano da consagração máxima de Federer, ou seja, dependendo de seus resultados, pode ser definitivamente considerado o melhor tenista da história.

Isso porque é um ano de Olímpiadas. Federer já disse que o ouro em Pequim é um dos grandes objetivos de sua carreira. Além disso, se vencer mais dois Grand Slams, iguala a marca de Pete Sampras, maior vencedor da história desse tipo de torneio. Se vencer três, Federer precisará de um retrovisor para ver seus adversários. Ninguém seria melhor do que ele no que se refere Grand Slam, conjunto dos 4 principais torneios do ano. O suiço também precisa ganhar na França, para evitar que alguns bobinhos digam que ele foi incompleto, que não venceu em Roland Garros.

A prova dos nove começa já na próxima segunda-feira. O Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam do ano, vai começar.

Eu, sinceramente, não vejo ninguém que pode tirar a soberania do Federer, isso por dois motivos: primeiro, claro, óbvio, porque ele é um gênio; segundo, porque é um grande atleta. Sabe que se vacilar, se der brecha, tem bons tenistas voando nas quadras, como Nadal e Djokovic.

Se Federer repetir os feitos dos últimos anos, ele gravará seu nome com letras de ouro na história do tênis. É esperar pra ver.

Imagem: http://mazosport.blogspot.com/2007_01_01_archive.html

domingo, 9 de setembro de 2007

Dá o troféu pra ele!

Por: Lucas Renato

Não há palavra no dicionário que possa definir Roger Federer. Ele acaba de conquistar o Aberto dos Estados Unidos, vence pela quarta vez o torneio e alcança a incrível marca de 12 títulos em torneios do Grand Slam. Assim, ele iguala a marca do lendário Roy Emerson. Faltam apenas dois títulos para ele igualar Pete Sampras, algo que ele pode conseguir já em 2008.

Na final de hoje, Federer, vestido todo de preto, passou em sets diretos pelo sérvio Novak Djokovic, parcias de 7/6, 7/6 e 6/4. Federer é o primeiro tenista da história a vencer o US Open quatro vezes seguidas na Era Profissional, iniciada em 1968. Na partida de hoje, apesar de abusar do erros não-forçados, o suiço foi superior nos pontos importantes.

Aliás, é isso que o torna o melhor do mundo. Ele consegue jogar os principais pontos com a mesma técnica de sempre. Não importa se é o primeiro ponto da partida ou se é um tie-break. Ele mete a mão mesmo. E ganha os pontos. Nestas duas semanas, ele jogou 5 tie-breaks e venceu 4.

Com o título, Federer leva pra casa, sem contar a premiação de seus patrocinadores, 2 milhões e 400 mil dólares. Duas semanas de trabalho e muitos dólares na conta.

Na chave feminina, a belga Justine Henin mostrou porque é a melhor do mundo. Atropelou todas as adversárias, não perdeu nenhum set e, sem muitas dificuldades, conquistou o troféu. Na decisão, ela passeou contra a russa Svetlana Kuznetsova: 6/1 e 6/3.

Nas duplas femininas, a francesa Nathalie Dechie e a russa Dinara Safina foram as campeãs; nas duplas masculinas, Julian Knowle, da Áustria, e Simon Aspelin, da Suécia, levaram o título. Nas duplas mistas, os bielorussos Max Mirnyi e Victoria Azarenka também se sagraram campeões.
Imagens:
BlogBlogs.Com.Br