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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Muricy Ramalho: o novo Leão

Por: Leandro Carneiro

Não vou comparar nesse espaço o currículo de cada um e nem vou tirar os méritos do trabalho feito por Muricy Ramalho no São Paulo. No entanto, o treinador é muito mais valorizado do que deveria.

Primeiro motivo é a arrogância desse rapaz que se diz “o bom”. Muricy Ramalho desrespeita todo mundo quando tem um microfone na mão e não está nem ai. Todos têm problema e cometem erros, mas isso não é justificativa para o treinador sair ofendendo a imprensa do jeito que faz. Adora falar que os jornalistas são burros e ele é o sabe tudo.

Se sabe tanto por que deixou o Palmeiras cair tanto? Jorginho fez um trabalho bem melhor e não deixou o time desmoronar. Alias, isso não é marketing pessoal? Adora se vangloriar que não é traíra, que não abandona trabalhos, que não faz isso ou aquilo que os outros fazem. Isso é o que Muricy?

Fora todos esses problemas de arrogância, o técnico deixa o futebol chato. Que time comandado por ele jogava bonito? Muricy Ramalho simplesmente deixou de lado o futebol arte para garantir o resultado. Sim, isso mesmo. Por isso, o São Paulo tinha a melhor defesa, ganhava os jogos de 1 a 0 e era campeão. Isso é legal em um ano, mas todos?

O que faltou para Muricy no Palmeiras? Alguém para fazer gol de cabeça. Se tivesse uma torre no meio da área, o comandante teria feito sucesso. Apesar de que com a defesa fraca, o treinador não conseguia ficar sem tomar gols.

Quem sou eu para questionar os conhecimentos táticos de Muricy Ramalho, mas que fique claro, ele é um péssimo treinador e segue o mesmo caminho de Emerson Leão, que após ganhar um título ficou arrogante e saiu batendo em todo mundo. Inclusive ofendendo a repórter Marília Ruiz de uma maneira lamentável no desembarque do Corinthians.

Um título dá permissão para ofender todo mundo? Pois é, no Brasil quem era “humilde” está ficando muito arrogante quando é campeão de algo grande. Menos Muricy, menos, pois todos o queriam na seleção antes de você ficar assim.

Imagem:
Vipcomm/Divulgação

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

The End

Por: Sabrina Machado

Peço permissão para contar uma história...

Era uma vez, um homem sério, vestindo terno e gravata e transmitia bastante serenidade por onde passava. Ele atendia pelo nome de Belluzzo. O senhor sereno precisava fazer um filme em um pouco mais de um ano, mas tinha muitos problemas. O diretor do projeto, Luxemburgo, queria aparecer mais do que os protagonistas.

Não demorou muito para Belluzzo cortar as asas de seu subalterno, mas precisava de alguém para substituí-lo. Demorou, penou, porém, conseguiu um vencedor de três Oscars. Seu nome era Muricy.

No começo, a relação era só trocas de elogios. Muricy iniciou seu trabalho com problemas. O time de atores parecia estar descompassado, além de alguns estarem machucados. Resultado, as primeiras cenas do filme ficaram bem mal acabadas. Dois coadjuvantes brigaram no meio da filmagem. E outro pediu para sair no fim terceira tomada, este queria gravar no Rio de Janeiro.

Passaram as festas de fim de ano e o projeto precisava ser reiniciado. Muricy avisou Belluzzo, que precisava reforçar o elenco. O protagonista Diego Souza estava com a imagem desgastada depois do último filme. Precisava de alguém para substituir o carioca. Belluzzo disse que tentaria, mas que a verba do patrocinador era curta.

Enquanto isso, Muricy continuava as gravações com os atores que tinha. Na base do improviso, quando precisava de um ator robusto, colocava aquele que era mais versátil para lidar com situações adversas. Quando precisava de um galã, improvisava com o mais simpático. Mas, mesmo assim, algumas cenas sempre eram gravadas com os principais: Marcos, Danilo, Pierre, Cleiton Xavier e Diego Souza. Eles estavam ficando cansados de terem que atuar mais que os outros.

As tomadas estavam pobres, não tinha padrão, ritmo ou brilho. Faltavam mais personagens, tanto principais quanto coadjuvantes. Mas como colocar mais personagens se os atores não podiam atuar duas vezes na mesma cena?

Moral da história: é mais fácil demitir o diretor do que gastar dinheiro contratando elenco. Mais uma vez, o Palmeiras vai começar da estaca zero. Parabéns, Luiz Gonzaga Belluzzo, o senhor demonstrou a mesma mentalidade da gestão anterior. Onde está o planejamento? Hoje, sou uma palmeirense decepcionada. Eu realmente tinha esperança nessa diretoria, depois dessa, já não sei mais.

Imagem:

Gazeta Press

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